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Distoçia de Ombro: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

Artigos

A distocia de ombro é uma complicação obstétrica que, apesar de ser relativamente rara, representa uma das emergências mais graves durante o parto. Com potencial de causar sequelas neurológicas ao recém-nascido e riscos à saúde da mãe, compreender suas causas, sintomas e tratamentos é essencial para profissionais de saúde, gestantes e familiares. Este artigo visa fornecer uma abordagem abrangente e otimizada para quem busca informações detalhadas sobre o tema.

Introdução

Durante o processo de parto, diversos fatores podem contribuir para a ocorrência de complicações, sendo a distocia de ombro uma das mais preocupantes. Seu reconhecimento precoce e manejo adequado são essenciais para garantir a segurança de mãe e bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a distocia de ombro representa cerca de 0,2 a 3% dos partos e é responsável por uma significativa morbidade neonatal.

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Este artigo aborda as causas, sintomas, fatores de risco, procedimentos diagnósticos, tratamentos eficazes e estratégias de prevenção da distocia de ombro, alinhando-se às melhores práticas médicas atuais e referências renomadas do setor de obstetrícia.

O que é a Distocia de Ombro?

A distocia de ombro ocorre quando o ombro anterior (o mais próximo do púbis) do bebê fica preso após a saída da cabeça durante o parto vaginal, dificultando a passagem do corpo. Essa complicação pode levar à compressão do plexo braquial, causando lesões neurais, além de representar riscos à saúde da mãe, como lacerações e hemorragias.

Definição Técnica

De acordo com a literatura obstétrica, distocia de ombro é definida como a dificuldade no nascimento do ombro após a saída da cabeça fetal, mesmo após tentativas de reposicionamento e manobras clínicas.

Causas e Fatores de Risco

Causas

As principais causas relacionadas à distocia de ombro estão ligadas às características do bebê, da mãe e ao processo de parto. Entre elas, destacam-se:

  • Humano: tamanhos incompatíveis entre o bebê e o canal do parto.
  • Fisiológico: posição fetal inadequada ou mal posicionamento.
  • Vetorial: uso de força excessiva durante o parto.

Fatores de Risco

Diversos fatores podem aumentar a probabilidade de ocorrência da distocia de ombro:

Fator de RiscoDescrição
Macrossomia fetalBebê com peso superior a 4000g, comum em diabéticas
Diabetes gestacionalCrescimento fetal excessivo
Histórico de distocia de ombroAnamnese de episódios anteriores
Posição occipitoanteriorPosição favorável à distocia, principalmente com malposição fetal
Parto prematuro ou pós-termoAlterações no canal de parto e tamanho fetal
Obstetrícia primária ou primiparidadeMaior risco devido à menor elasticidade do canal vaginal

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas

A distocia de ombro pode ser identificada pelos seguintes sinais durante o parto:

  • Retardo na saída do corpo fetal após a cabeça.
  • Resistência ou dificuldade na tração do bebê.
  • Movimentos expressivos da mãe para liberar o ombro.
  • Cianose ou diminuição da frequência cardíaca fetal devido à compressão do cordão umbilical.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é feito pelo obstetra durante a fase de expulsão, através da avaliação do progresso do parto. Algumas técnicas complementares incluem:

  • Exame abdominal e vaginal: notar dificuldades na saída do corpo fetal.
  • Monitoramento fetal (cardiotocografia): identificar alterações na frequência cardíaca.
  • Ultrassonografia: avaliar o peso fetal e posições anormais.

Tratamentos e Manejo Clínico

A abordagem da distocia de ombro requer rapidez e precisão para minimizar os riscos ao bebê e à mãe. Os procedimentos incluem:

Manobras de Ressinstalação e Liberação do Ombro

  1. Manobra de McRoberts: elevação e abdução das pernas da mãe, com inclinação pélvica para facilitar a liberação do ombro.
  2. Pressão suprapúbica: aplicação de pressão na região suprapúbica para deslocar o ombro, facilitando sua saída.
  3. Rotação do ombro: manobra de Woodworth ou de Gaskin, para reposicionar o ombro preso.
  4. Ressecção do ombro: última alternativa, que consiste na quebra do clavícula fetal para facilitar a saída.

Procedimentos Cirúrgicos

Quando as manobras conservadoras não funcionam, pode-se considerar:

  • Rotura do plexo braquial (em casos de trauma grave).
  • Cesárea de emergência, especialmente se o parto vaginal não avançar, garantindo segurança ao feto.

Prevenção

A prevenção passa pelo monitoramento rigoroso durante a gravidez, controle de fatores de risco, e o uso adequado de técnicas de assistência ao parto.

Tabela Comparativa: Manejo da Distocia de Ombro

ManobraObjetivoIndicaçãoCuidados
Manobra de McRobertsFlexão das joelhas até o abdômen da mãeDistocia de ombroMonitorar pressão intra-abdominal
Pressão suprapúbicaDeslocar o ombro presoDistocia de ombroEvitar pressão excessiva
Manobra de WoodworthRotacionar o ombro para liberar a cabeçaDistocia de ombroComunicação com a equipe médica
Clavícula do bebêQuebra controlada da clavícula para liberar o ombroÚltimo recursoAvaliação pós-procedimento

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais os principais sinais de que pode estar ocorrendo uma distocia de ombro?

Resposta: Dificuldade na saída do corpo fetal após a cabeça, resistência na tração, mudanças na frequência cardíaca fetal e sinais de esforço excessivo da parturiente.

2. Como prevenir a distocia de ombro?

Resposta: Através do acompanhamento pré-natal adequado, controle de fatores de risco como a diabetes gestacional, avaliação do peso fetal e posição durante o parto, além de treinamento das equipes obstétricas.

3. Quais são as complicações potenciais para o bebê?

Resposta: Lesões neurológicas, plexopatia braquial, fraturas ósseas como a clavícula ou úmero, e hipóxia neonatal.

4. A distocia de ombro pode ocorrer em partos cesáreos?

Resposta: Tipicamente, não, pois o procedimento evita o parto vaginal. Contudo, em casos de parto vaginal planejado ou tentativas de parto, o risco permanece.

5. Como o médico atua em uma emergência de distocia de ombro?

Resposta: Com manejo rápido utilizando manobras específicas e, se necessário, realizando levantamentos cirúrgicos ou cesariana de emergência.

Conclusão

A distocia de ombro é uma complicação obstétrica que exige atenção multiprofissional para manejo adequado. Reconhecer os fatores de risco, sinais clínicos e aplicar as manobras corretas de emergência são estratégias essenciais para reduzir suas consequências adversas. Profissionais de saúde devem estar treinados e prepararem-se para agir com rapidez e segurança, garantindo o bem-estar do recém-nascido e da mãe.

A compreensão completa do tema e sua adequada gestão contribuem para a redução da morbidade neonatal e mamária, tornando-se um diferencial na prática obstétrica moderna.

Referências

  1. World Health Organization. The WHO antenatal care clinical guidelines. 2016. Available at: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549919
  2. Ministério da Saúde (Brasil). Diretrizes para Manejo da Distocia de Ombro. 2020.
  3. Williams Obstetrics, 25ª Edição, McGraw-Hill Education, 2018.
  4. Levine, D. et al. "Management of shoulder dystocia: a review." Obstetrics & Gynecology 132.4 (2018): 1029-1040.

“A jornada do parto é marcada não apenas pela chegada da vida, mas pela destreza do cuidado e atenção aos detalhes que salvam vidas.”