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Dislalia Cid: Entenda Como Identificar e Tratar a Dislalia

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A linguagem é uma das principais ferramentas de comunicação do ser humano, permitindo a expressão de ideias, emoções e necessidades. Quando essa habilidade apresenta dificuldades, como na dislalia, é fundamental compreender o que ocorre, identificar os sinais precocemente e buscar o tratamento adequado. Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a dislalia, com foco especial na classificação CID (Classificação Internacional de Doenças), suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento.

Introdução

A dislalia é um transtorno de fala caracterizado por dificuldades na pronúncia de sons, que não estão relacionadas a problemas de audição ou intelectuais. Ela pode afetar crianças, adolescentes e até adultos, influenciando sua comunicação e autoestima. A identificação precoce e o tratamento adequado são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida e um desenvolvimento mais harmonioso.

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Segundo a classificação CID-10 (Código F80.0), a dislalia é reconhecida como um transtorno específico de desenvolvimento da fala, facilitando seu diagnóstico e acompanhamento por profissionais da saúde.

O Que é Dislalia?

A dislalia consiste na produção incorreta de sons ou grupos de sons, resultando em dificuldades na fala. Ela pode se manifestar de diversas formas, dependendo da área afetada ou do tipo de alteração na pronúncia.

Tipos de Dislalia

Existem diferentes tipos de dislalia, classificados de acordo com os sons que apresentam dificuldades:

Tipo de DislaliaCaracterísticasExemplos
Dislalia FonêmicaDificuldade em produzir ou distinguir certos sons específicosSubstituição de "s" por "t" (tato ao invés de sapato)
Dislalia FonéticaProblemas na pronúncia de detalhes fonéticos, como a emissão incorreta de consoantes ou vogaisPronúncia incorreta de "r" ou "l"
Dislalia FonematicaDificuldade na articulação ou invenção de novos sons devido à substituição ou omissãoOmissão de consoantes em palavras

Dislalia e a Classificação CID

De acordo com a CID-10, a dislalia é classificada como F80.0 – Transtorno específico da fala. Essa classificação permite uma padronização no diagnóstico, acompanhamento e pesquisa clínica.

Como Identificar a Dislalia?

Reconhecer os sinais de dislalia é fundamental para intervenção precoce. Os principais sintomas incluem:

  • Pronúncia incorreta de sons específicos
  • Dificuldade ao pronunciar palavras mais longas ou complexas
  • Substituição de sons por outros, como "t" no lugar de "s"
  • Inversão ou omissão de sons
  • Dificuldade em identificar e distinguir sons na fala
  • Dificuldade na leitura e escrita em fases posteriores

Quando Procurar Auxílio Profissional?

Se os pais ou responsáveis perceberem algum desses sinais em crianças pequenas, especialmente após os 3 anos de idade, é importante buscar uma avaliação especializada, como de fonoaudiólogos. Quanto mais cedo o transtorno for tratado, melhores serão os resultados.

O Diagnóstico da Dislalia

O diagnóstico é realizado por profissionais especializados, como fonoaudiólogos, que realizam avaliações detalhadas, utilizando testes específicos e observação clínica.

Avaliações Comuns

  • Análise da fala espontânea da criança
  • Testes fonéticos e fonológicos
  • Avaliação auditiva para descartar problemas de audição

Importância do Diagnóstico Precose

De acordo com estudos, a intervenção precoce pode reduzir significativamente o impacto da dislalia na comunicação e no desenvolvimento social da criança.

Tratamento da Dislalia

O tratamento da dislalia envolve métodos específicos de terapia fonoaudiológica, que buscam correção dos padrões de fala e fortalecimento da musculatura orofacial.

Métodos de Tratamento

  • Terapia fonoaudiológica individual ou em grupo
  • Exercícios de fortalecimento muscular orofacial
  • Uso de recursos lúdicos e atividades lúdicas adaptadas para crianças
  • Orientações aos pais para estímulo da fala em casa

Importância do Envolvimento da Família

Conforme enfatiza a renomada fonoaudióloga Maria do Socorro Silva, “a participação da família no processo terapêutico é fundamental para o sucesso do tratamento, estimulando a criança a praticar a fala de forma natural e prazerosa”.

Duração do Tratamento

O tempo de terapia varia de acordo com a gravidade da dislalia, podendo durar de alguns meses até mais de um ano, sempre com acompanhamento periódico.

Como Prevenir a Dislalia?

Embora nem todas as causas sejam evitáveis, algumas ações podem contribuir para um desenvolvimento mais saudável da fala:

  • Promover um ambiente rico em estímulos linguísticos
  • Conversar, ler e ouvir músicas com as crianças desde cedo
  • Evitar o uso de brinquedos ou atividades que possam prejudicar o desenvolvimento oral
  • Monitorar o desenvolvimento da fala com profissionais especializados

Tabela: Causas Comuns da Dislalia

CausaDescriçãoExemplos
Fatores genéticosPredisposição familiar para dificuldades de falaHistórico familiar de transtornos de fala
Problemas auditivosDificuldade em perceber alguns sons essenciais para a falaOtites frequentes na infância
Desenvolvimento neurológicoAlterações no cérebro que impactam a coordenação motora da falaTranstornos neurológicos como paralisia cerebral
Fatores ambientaisExposição inadequada a estímulos linguísticos ou ambientes de baixa estimulaçãoPouca interação verbal, excesso de telas

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A dislalia desaparece sozinha ou precisa de tratamento?

Na maioria dos casos, a dislalia necessita de intervenção especializada. Embora algumas crianças possam superar dificuldades com o tempo, o acompanhamento com um fonoaudiólogo é recomendado para assegurar uma evolução adequada.

2. A dislalia pode afetar a leitura e escrita?

Sim, dificuldades na pronúncia podem se refletir na aquisição da leitura e escrita, afetando o desempenho escolar e a autoestima.

3. Quais são as consequências de não tratar a dislalia?

Se não tratada, a dislalia pode gerar dificuldades de comunicação, baixa autoestima, problemas sociais e possíveis transtornos de aprendizagem futuros.

4. Pode um adulto desenvolver dislalia?

Embora mais comum na infância, adultos também podem apresentar dificuldades de fala devido a traumas, acidente ou condições neurológicas.

Conclusão

A dislalia, quando identificada e tratada precocemente, tem grande potencial de correção, proporcionando ao indivíduo uma comunicação eficaz e uma melhor autoconfiança. Com o suporte adequado de profissionais especializados e o envolvimento familiar, os resultados positivos podem ser alcançados em um curto espaço de tempo.

Lembre-se: a fala é uma ferramenta poderosa de expressão, e investir na sua saúde é investir na sua qualidade de vida.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. CID-10. https://icd.who.int/browse10/2019/en
  • Silva, Maria do Socorro. “A Importância do Envolvimento Familiar na Reabilitação da Fala”. Revista Brasileira de Fonoaudiologia, 2020.
  • Associação Brasileira de Laringologia e Otologia (ABLO). “Dislalia e suas Implicações”. Disponível em: https://www.ablo.org.br

Referência adicional para consulta externa

Para quem deseja conhecer mais sobre tratamentos e dicas de estimulação da fala, o site Fonoaudiologia Online oferece materiais e orientações atualizadas.

Lembre-se: A busca por ajuda especializada é o primeiro passo para uma fala mais clara e segura!