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Dilatação Pielocalicial CID: Entenda os Causas e Tratamentos

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A dilatação pielocalicial, também conhecida pelo código CID (Classificação Internacional de Doenças) como N13.3, refere-se ao aumento do tamanho do sistema pielocalicial do rim. Essa condição é frequentemente detectada em exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Apesar de muitas vezes ser assintomática, ela pode indicar a presença de doenças renais ou obstruções que requerem acompanhamento e tratamento adequado. Este artigo visa esclarecer as causas, sintomas, diagnósticos e opções de tratamento relacionadas à dilatação pielocalicial CID, além de fornecer orientações para quem busca informações confiáveis sobre o tema.

O que é Dilatação Pielocalicial CID?

A classificação CID descreve condições clínicas e patologias para fins de estatísticas e controle de saúde. A dilatação pielocalicial CID, especificamente, refere-se ao aumento ou distensão do sistema pielocalicial, que é o conjunto formado pelos cálices renais e a pelve renal, responsáveis por coletar a urina produzida pelos néfrons.

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Definição técnica

Segundo a CID-10, a expressão "Dilatação do sistema pielocalicial" é codificada como N13.3, que indica uma anormalidade na drenagem urinária, podendo ser consequência de obstruções ou outros processos que comprometam o fluxo da urina.

Significado clínico

A dilatação pode ser transitória, muitas vezes relacionada a processos agudos, ou pode se tornar uma condição crônica, levando à insuficiência renal se não tratada adequadamente.

Causas da Dilatação Pielocalicial

A dilatação pielocalicial pode ser causada por diversos fatores, que podem ser classificados em obstrutivos, infecciosos ou estruturais.

Causas obstrutivas

  • Litíase renal (pedras nos rins): A presença de cálculos pode bloquear o fluxo urinário.
  • Estenose de ureter: Estreitamento do ureter que impede a passagem da urina.
  • Massas ou tumores: Compressão do trato urinário por neoplasias ou outros tumores.

Causas infecciosas

  • Infecção do trato urinário (ITU): Pode levar a inflamação que compromete a passagem da urina.
  • Pielonefrite: Infecção mais grave, que pode causar dilatação transitória.

Causas estruturais e congênitas

  • Anomalias congênitas: Como a duplicação renal ou dificuldades na anatomia do trato urinário.
  • Válvula de uretra posterior (em crianças): Obstrução uretral por uma válvula congênita.

Outros fatores

  • Refluxo vesicoureteral: Retrocesso da urina da bexiga para os rins.
  • Traumas: Lesões que comprometem a estrutura renal ou ureter.

Sintomas Associados

Na maioria dos casos, a dilatação pielocalicial é descoberta acidentalmente em exames de rotina. Contudo, quando acompanhada de sintomas, podem incluir:

Sintomas ComunsDescrição
Dor lombarDor na região dos rins, geralmente de intensidade variável.
HematúriaPresença de sangue na urina.
FebreEm casos de infecção associada, como pielonefrite.
Dificuldade para urinarSentido de obstrução ou desconforto ao urinar.
Náuseas e vômitosPodem ocorrer em casos de infecção ou obstrução severa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dilatação pielocalicial envolve uma combinação de exames clínicos e de imagem.

Exames de imagem

  • Ultrassonografia renal: Método de primeira escolha devido à sua segurança e acessibilidade. Permite identificar o grau de dilatação.
  • Tomografia computadorizada (TC): Mais detalhada, indicada em casos complexos ou quando há suspeita de cálculos.
  • Ressonância magnética: Alternativa em casos onde a radiação deve ser evitada.

Exames complementares

  • Urofluxometria: Avalia a velocidade do fluxo urinário.
  • Cistografia: Para identificar refluxo vesicoureteral.
  • Exames laboratoriais: Urianálise, cultura de urina e função renal (ureia, creatinina).

Tratamentos para Dilatação Pielocalicial CID

O tratamento varia conforme a causa, o grau de dilatação e os sintomas apresentados.

Tratamento clínico

  • Antibióticos: Para infecções do trato urinário ou pielonefrite.
  • Controle da dor: Analgésicos sob orientação médica.
  • Observação: Em casos de dilatação transitória ou leve, com acompanhamento periódico.

Tratamento cirúrgico

  • Remoção de cálculos: Litotripsia ou cirurgia de remoção de pedras.
  • Correção de estenoses: Cirurgias de reconstrução do trato urinário.
  • Válvula de uretra posterior**: Correção cirúrgica em crianças.
  • Refluxo vesicoureteral: Cirurgia de correção ou reimplantação ureteral.

Importância do acompanhamento

Segundo Dr. José Carlos, especialista em Nefrologia, “o acompanhamento regular é fundamental para prevenir complicações, como a perda da função renal, principalmente quando há obstruções crônicas não tratadas”.

Tabela: Causas, Sintomas e Tratamentos da Dilatação Pielocalicial

CategoriaCondição / CausaSintomasTratamento
ObstrutivaPedras nos rinsDor, hematúriaCirurgia, litotripsia
InfecciosaPielonefriteFebre, dor lombar, febreAntibióticos
CongênitaAnomalias do trato urinárioAssintomática ou dorCirurgia corretiva
Refluxo urinárioRefluxo vesicoureteralInfeções recorrentesCirurgia ou gerenciamento conservador
TraumasLesões por impacto ou acidentesDor, sangramentoAvaliação cirúrgica

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A dilatação pielocalicial sempre indica um problema sério?

Nem sempre. Muitas vezes, é uma condição transitória ou de pouca gravidade que pode ser observada com acompanhamento. Contudo, a presença de sintomas ou dilatação significativa exige avaliação médica.

2. Como prevenir a dilatação pielocalicial?

Manter hábitos de higiene, hidratar-se adequadamente, tratar infecções do trato urinário precocemente, evitar pedras nos rins e realizar exames de rotina podem ajudar na prevenção.

3. Quando fazer cirurgia?

A cirurgia é indicada quando há obstrução persistente, infecções recorrentes ou alterações que possam afetar a função renal a longo prazo.

4. Qual o prognóstico para quem tem dilatação pielocalicial?

Com tratamento adequado e acompanhamento, o prognóstico costuma ser favorável. A importância está na identificação precoce e no gerenciamento das causas.

Conclusão

A dilatação pielocalicial CID é uma condição que pode estar associada a diversas doenças ou fatores que comprometem o fluxo urinário. Sua detecção precoce por meio de exames de imagem facilita o manejo clínico, prevenindo complicações mais severas como a insuficiência renal. É fundamental buscar avaliação médica especializada ao identificar sintomas ou ao realizar exames de rotina, garantindo um tratamento adequado e uma melhor qualidade de vida.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão. Disponível em: https://www.datasus.gov.br

  2. Fisiopatologia e Tratamento das Doenças Renais. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em: https://www.sbn.org.br

  3. Silva, M. et al. Diagnóstico e manejo da dilatação pielocalicial. Revista Brasileira de Nefrologia, 2020.

  4. Oliveira, P. et al. Obstrução do trato urinário: causas, avaliação e tratamento. Jornal de Urologia, 2019.

Considerações finais

A atenção aos sinais e sintomas relacionados ao sistema urinário é essencial para a manutenção da saúde renal. Caso identifique alguma das manifestações ou realize exames de rotina com detecção de dilatação pielocalicial, procure um especialista para avaliação completa e orientação adequada. Assim, é possível preservar a função renal e garantir uma melhor qualidade de vida.