Diferença entre Loratadina e Desloratadina: Guia Completo e Otimizado
No combate às alergias, antihistamínicos como a Loratadina e a Desloratadina são sempre opções populares devido à sua eficácia no alívio de sintomas como espirros, coceira, coriza e olhos lacrimejantes. Apesar de serem frequentemente confundidos devido à sua semelhança no uso, eles possuem diferenças importantes que podem influenciar na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente.
Este guia completo tem o objetivo de esclarecer as principais diferenças entre Loratadina e Desloratadina, abordando suas características, indicações, efeitos colaterais, posologia e mais. Se você busca entender qual dessas medicações é a melhor opção para seu caso, continue lendo!

O que são Loratadina e Desloratadina?
Loratadina
A Loratadina é um antihistamínico de segunda geração, utilizado principalmente no tratamento de distúrbios alérgicos. Ela age bloqueando os receptores de histamina H1, o que ajuda a aliviar sintomas como coriza, espirros, coceira, olhos vermelhos e lacrimejantes.
Fabricantes e formas de uso:- Comprimidos- xarope- fast dispersível
Desloratadina
A Desloratadina é uma derivada da Loratadina, considerada uma segunda geração de antihistamínico mais potente e de ação prolongada. Ela também bloqueia os receptores H1, mas tem uma biodisponibilidade maior e menor impacto sobre o sistema nervoso central, resultando em menos sonolência.
Fabricantes e formas de uso:- Comprimidos- Solução oral
Diferenças principais entre Loratadina e Desloratadina
Modo de ação
| Aspecto | Loratadina | Desloratadina |
|---|---|---|
| Mecanismo de ação | Bloqueio dos receptores H1 | Bloqueio dos receptores H1 (mais potente) |
| Poder de hidratação | Menor | Maior |
Tempo de ação e duração
| Aspecto | Loratadina | Desloratadina |
|---|---|---|
| Início de ação | Cerca de 1 hora | Cerca de 1 hora |
| Duração da ação | Até 24 horas | Até 24 horas |
Eficácia e potência
A Desloratadina é considerada mais potente que a Loratadina, o que significa que pode oferecer um alívio mais rápido e duradouro dos sintomas alérgicos.
Perfil de segurança e efeitos colaterais
| Aspecto | Loratadina | Desloratadina |
|---|---|---|
| Sonolência | Raro | Raro |
| Outros efeitos | Dor de cabeça, fadiga | Dor de cabeça, fadiga, boca seca |
Meia-vida e metabolismo
- Loratadina: tem meia-vida de aproximadamente 8 horas e é metabolizada pelo fígado.
- Desloratadina: possui meia-vida de até 27 horas, devido à sua maior estabilidade metabólica.
Indicações clínicas
Ambas as medicações são indicadas para o tratamento de:
- Rinite alérgica (perene ou sazonal)
- Urticária idiopática recorrente
Por serem de segunda geração, têm vantagem por não causar sonolência significativa na maioria dos pacientes, ao contrário dos anti-Histamínicos de primeira geração.
Quando escolher Loratadina ou Desloratadina?
Fatores a considerar
- Resposta ao tratamento: Algumas pessoas podem responder melhor à Desloratadina devido à sua maior potência.
- Duração do efeito: Ambas oferecem efeito de 24 horas, facilitando o uso diário.
- Efeitos colaterais: Geralmente semelhantes, mas a Desloratadina apresenta menor potencial de causar sonolência.
- Custos: A Loratadina costuma ser mais acessível.
Recomendações médicas
A escolha entre Loratadina e Desloratadina deve ser feita pelo profissional de saúde, levando em consideração o quadro clínico, histórico de efeitos colaterais e necessidades específicas do paciente.
Tabela comparativa entre Loratadina e Desloratadina
| Característica | Loratadina | Desloratadina |
|---|---|---|
| Mecanismo de ação | Bloqueio dos receptores H1 | Bloqueio dos receptores H1 |
| Potência | Menor | Maior |
| Duração do efeito | Até 24 horas | Até 24 horas |
| Tempo para início de ação | Aproximadamente 1 hora | Aproximadamente 1 hora |
| Meia-vida | Cerca de 8 horas | Até 27 horas |
| Potencial de sonolência | Raro | Raro |
| Custo | Geralmente mais acessível | Geralmente mais caro |
Efeitos colaterais comuns
Tanto a Loratadina quanto a Desloratadina apresentam efeitos colaterais relativamente raros e leves. Os mais comuns incluem:
- Dor de cabeça
- Fadiga ou cansaço
- Boca seca (menos comum na Desloratadina)
Apesar de raramente causarem sonolência, alguns pacientes podem experimentar sensação de sonolência moderada, especialmente na Loratadina.
Considerações importantes
Uso em populações específicas
- Grávidas e lactantes: consulte um médico antes de usar qualquer medicação.
- Crianças: a posologia varia, e a orientação médica é fundamental.
- Portadores de doenças hepáticas ou renais: ajuste de dose pode ser necessário.
Interações medicamentosas
Ambas as drogas podem interagir com outros medicamentos, incluindo álcool, que potencializa efeitos sedativos, mesmo que leves. É importante informar seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que esteja usando.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A Loratadina causa sonolência?
De modo geral, a Loratadina apresenta baixo risco de causar sonolência, mas efeitos diferentes podem ocorrer dependendo do paciente.
2. Qual a vantagem da Desloratadina em relação à Loratadina?
A Desloratadina é mais potente, tem uma meia-vida maior, o que permite maior duração do efeito e menor potencial de sedação.
3. Posso tomar Loratadina e Desloratadina juntos?
Não é recomendado combinar os dois sem orientação médica, pois pode aumentar o risco de efeitos adversos. Geralmente, um antihistamínico é suficiente para controlar os sintomas.
4. Quanto tempo leva para os sintomas desaparecerem após o uso?
Normalmente, os sintomas começam a aliviar-se cerca de 1 hora após a ingestão, com efeito durando até 24 horas.
Conclusão
A escolha entre Loratadina e Desloratadina depende de fatores como eficácia, perfil de segurança, custo, e necessidades específicas de cada paciente. Enquanto a Loratadina é uma opção acessível e eficaz para a maioria, a Desloratadina oferece benefícios adicionais em termos de potência e menor sedação.
Sempre consulte um profissional de saúde para orientar sua escolha, especialmente em casos de uso em crianças, gestantes ou pessoas com condições médicas especiais.
Referências
- Ministério da Saúde. Manual de farmacologia e medicamentos. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- ANVISA. Resolução RDC nº 27, de 6 de março de 2010. Diário Oficial da União, 2010.
- Luciana Lopes, et al. "Diferenças entre antihistamínicos de segunda geração." Revista Brasileira de Alergia e Imunologia, v. 40, n. 2, 2019, pp. 130-137.
- Portal da Saúde - Antihistamínicos
- Medicamentos - Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia
Obs.: As informações aqui apresentadas não substituem aconselhamento médico. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar, modificar ou interromper qualquer tratamento.
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