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Diástase: O Que É e Como Identificar – Guia Completo

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A maternidade é um momento marcante na vida de muitas mulheres, trazendo emoções, alegrias e também algumas preocupações com a saúde. Uma dessas preocupações é a diástase abdominhal, condição que pode afetar tanto a estética quanto a integridade funcional do corpo após gestação. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente o que é a diástase, como ela se manifesta, como identificar os sintomas e as melhores formas de tratamento.

Introdução

A diástase do reto abdominal, comumente chamada de diástase, é uma condição que ocorre quando os músculos retos do abdômen se separam, formando um espaço maior do que o normal. Essa alteração acontece principalmente após a gravidez, devido ao Alongamento excessivo do tecido conjuntivo que une esses músculos. Segundo a fisioterapeuta obstétrica Maria Silva, "a diástase pode afetar a estabilidade do core, prejudicando o equilíbrio, a postura e até mesmo a função respiratória."

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O que é a Diástase?

Definição

A diástase do reto abdominal é uma condição caracterizada pela separação dos músculos retos do abdômen, que correm verticalmente ao longo da parte frontal do tronco. Geralmente, ocorre na região do línea alba, a linha média do abdômen, onde o tecido conjuntivo se alonga, levando à formação de uma "slack" ou espaço anormal entre os músculos.

Como acontece a diástase?

Durante a gravidez, o útero em expansão exerce pressão sobre a parede abdominal, levando ao estiramento do tecido conjuntivo para acomodar o crescimento do bebê. Nas mulheres, essa pressão aumenta significativamente na segunda e terceira gestação, aumentando a propensão à diástase. Após o parto, esse tecido pode não voltar ao seu estado original, resultando na separação dos músculos retos.

Como Identificar a Diástase?

Sintomas comuns

  • Proeminência na região do abdômen: especialmente ao levantar objetos ou durante esforço abdominal.
  • Fraqueza muscular: sensação de estabilidade reduzida.
  • Dificuldade em realizar exercícios abdominais: como abdominais tradicionais.
  • Dores nas costas: devido à falta de suporte adequado da parede abdominal.
  • Alterações na postura: na lombar, decorrentes do enfraquecimento do core.

Como fazer a verificação?

A autoavaliação pode ajudar na identificação, mas a confirmação deve ser feita por um profissional de saúde. Veja o procedimento de autoexame:

  1. Deite-se de costas, com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
  2. Coloque as mãos na parte inferior do abdômen, logo acima do púbis.
  3. Com os dedos indicadores e médios, pressione suavemente a região acima do púbis e abaixo do umbigo.
  4. Peça para realizar uma leve flexão do tronco (como ao fazer um abdominal leve).
  5. Observe se há uma protuberância ou uma separação entre os músculos, avaliada em centímetros.

Se você perceber uma separação superior a 2,7 cm (uma polegada) ao fazer o teste, pode estar com diástase.

Importante: para uma avaliação precisa, consulte um fisioterapeuta especializado em saúde da mulher ou um médico.

Diagnóstico Profissional

O diagnóstico é realizado através de avaliação clínica por profissional capacitado, que utiliza técnicas específicas, como a medição do espaço entre os músculos e testes de força muscular. Algumas imagens de apoio, como ultrassonografia, podem precisar ser solicitadas para confirmar a extensão da diástase.

Causas da Diástase

Embora seja mais comum em mulheres grávidas, a diástase pode ocorrer em outros contextos, incluindo:

CausaDescrição
GravidezEstiramento excessivo do tecido conjuntivo devido ao crescimento uterino
ObesidadePressão aumentada na parede abdominal devido ao excesso de peso
Esforços físicos intensosLevantamento de peso ou atividades que aumentam a pressão intra-abdominal
Fatores genéticosTecido conjuntivo mais frágil ou predisposição à diástase

Como prevenir a diástase?

Algumas estratégias podem auxiliar na prevenção ou redução do risco de desenvolver diástase, especialmente durante a gravidez:

  • Fortalecimento do assoalho pélvico: por meio de exercícios de Kegel.
  • Prática de exercícios de baixo impacto: evitando esforços excessivos.
  • Manutenção de uma alimentação equilibrada: para evitar ganho de peso excessivo.
  • Evitar esforços desnecessários: como levantar objetos pesados de forma incorreta.
  • Consultar um profissional antes de iniciar atividades físicas: especialmente na gestação.

Tratamento da Diástase

Opções não invasivas

  • Fisioterapia especializada: exercícios de fortalecimento do core, trabalho de respiração e correção postural.
  • Adaptação de hábitos: evitar esforços que possam piorar a condição.
  • Uso de cintas abdominais: podem oferecer suporte temporário, mas não resolvem a causa.

Tratamento cirúrgico

Em casos mais avançados ou quando os métodos conservadores não trazem melhora, a cirurgia pode ser indicada:

Tipo de cirurgiaDescrição
Plicatura da linha AlbaReveste o tecido conjuntivo e aproxima os músculos abdominais
Abdominoplastia (Tummy Tuck)Remove excesso de pele, além de corrigir a diástase

Importância do acompanhamento profissional

Um fisioterapeuta especialista ou cirurgião plástico deve ser consultado para definir a melhor abordagem, levando em consideração o grau da diástase, sintomas e condições de saúde da paciente.

Tabela de Classificação da Diástase

GrauSeparação entre músculos (cm)Comentários
Leve2,7 a 4,4Pode melhorar com fisioterapia e exercícios específicos
Moderada4,5 a 5,4Necessita de acompanhamento profissional mais cuidadoso
AvançadaAcima de 5,5Pode requerer intervenção cirúrgica

Como recuperar a força abdominal após a diástase?

Exercícios recomendados

Para mulheres que estão no pós-parto, recomenda-se uma série de exercícios específicos para fortalecer a região abdominal e reduzir a separação. Alguns exemplos incluem:

  • Ativação do transverso do abdômen: respirações profundas com a contração do músculo profundo.
  • Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico: Kegel.
  • Exercícios de estabilização do core: como o “prancha modificada”, com orientação profissional.

Cuidados importantes

  • Evitar exercícios tradicionais de abdominais: até que a diástase esteja sob controle.
  • Procurar orientação de profissional de saúde: para a realização de exercícios seguros e eficazes e para monitorar o progresso.

Perguntas Frequentes

A diástase desaparece sozinha?

Em algumas mulheres, a diástase pode diminuir após o parto com o tempo e exercícios adequados, mas em casos mais severos, a intervenção especializada pode ser necessária.

Pode fazer exercícios físicos durante a gravidez?

Sim, desde que seja sob orientação médica ou de um profissional de educação física com experiência em gestantes. Exercícios de baixo impacto e com acompanhamento podem ajudar a prevenir a diástase e fortalecer o corpo.

Qual o tempo de recuperação após a cirurgia?

Depende do procedimento realizado, mas geralmente a recuperação leva de 4 a 8 semanas, durante as quais é importante seguir as recomendações médicas para evitar complicações.

Conclusão

A diástase é uma condição comum, especialmente após a gestação, que pode afetar a qualidade de vida de muitas mulheres. Com uma avaliação adequada, acompanhamento de profissionais especializados e a prática de exercícios específicos, é possível minimizar os sintomas e promover a recuperação da estabilidade muscular do abdômen. Não hesite em buscar ajuda profissional para um diagnóstico preciso e para definir a melhor estratégia de tratamento.

Referências

  1. Silva, Maria. Fisioterapia na Gestação: Guia Completo. Editora Saúde, 2022.
  2. Ministério da Saúde. Cuidados com a Saúde da Mulher. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-mulher

Lembre-se: Cada caso é único. A consulta com um profissional da saúde é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.