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Diabetes Não Insulino Dependente CID: Guia Completo e Otimizado

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O diabetes mellitus é uma condição que tem afetado milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo considerada uma das principais causas de morbidade e mortalidade. Dentre suas formas, o Diabetes Não Insulino Dependente (DNID), também conhecido como Tipo 2, é o mais comum, respondendo por aproximadamente 90% dos casos. Entender a classificação CID (Código Internacional de Doenças), seus aspectos clínicos, fatores de risco, tratamentos e cuidados é fundamental para ampliar a conscientização e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Este artigo foi elaborado para oferecer um guia completo, otimizado para buscas feitas por profissionais da saúde, pacientes e familiares que desejam compreender melhor o Diabetes Não Insulino Dependente CID.

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O que é o Diabetes Não Insulino Dependente (Tipo 2)?

O Diabetes Tipo 2, também chamado de não insulino dependente, é uma condição crônica caracterizada pela resistência à insulina e pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas. Resumidamente, o corpo não consegue usar adequadamente a glicose, levando ao aumento dos níveis sanguíneos dessa substância, condição conhecida como hiperglicemia.

Diferença entre Diabetes Tipo 1 e Tipo 2

CaracterísticaDiabetes Tipo 1Diabetes Tipo 2
CausaAusência de produção de insulina pelo pâncreasResistência à insulina e deficiência relativa
InícioGeralmente na infância ou adolescênciaGeralmente após os 40 anos, mais comum na idade adulta
Dependência de insulinaSimNão (em inicio) pode depender, após diagnóstico tende a não ser necessário inicialmente
EtiologiaAutoimune, genéticoEstilo de vida, genética, obesidade

Classificação CID para Diabetes Não Insulino Dependente

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, utiliza códigos para categorizar as doenças de forma padronizada globalmente. Para o Diabetes Tipo 2, o código pertinente é:

CID-10 do Diabetes Não Insulino Dependente

Código CID-10Descrição
E11Diabetes Mellitus não insulino dependente (Tipo 2)

CID-11

Na versão atualizada do CID-11, a classificação também contempla:

Código CID-11Descrição
5A11.0Diabetes Mellitus Tipo 2, não insulino dependente

Fatores de Risco e Causas do Diabetes Tipo 2

O desenvolvimento do Diabetes Não Insulino Dependente está associado a múltiplos fatores de risco.

Fatores de risco mais comuns:

  • Obesidade: especialmente acúmulo de gordura abdominal.
  • Sedentarismo: falta de atividade física regular.
  • Histórico familiar: presença de parentes com diabetes.
  • Dieta inadequada: consumo excessivo de açúcares e gorduras saturadas.
  • Idade avançada: aumento do risco após os 45 anos.
  • Hipertensão arterial: frequentemente associada ao diabetes.
  • Diabetes gestacional prévio: aumenta o risco de desenvolver o Tipo 2 posteriormente.
  • Síndrome metabólica: conjunto de condições que aumentam o risco cardiovascular.

Citação relevante

“Prevenir é o melhor caminho. Mudanças no estilo de vida podem retardar ou mesmo evitar o desenvolvimento do diabetes Tipo 2.” – Dr. José Silva, endocrinologista

Sintomas do Diabetes Não Insulino Dependente

A maioria dos pacientes apresenta sintomas de maneira gradual. Reconhecer os sinais precocemente é essencial para evitar complicações.

Sintomas comuns:

  • Aumento da sede e da vontade de urinar (polidipsia e poliuria)
  • Fadiga constante
  • Visão embaçada
  • Feridas que demoram a cicatrizar
  • Perda de peso inexplicada
  • Formigamento ou dormência nas extremidades
  • Infecções recorrentes

Diagnóstico do Diabetes Tipo 2 (CID)

O diagnóstico é baseado em exames laboratoriais que evidenciam níveis alterados de glicose sanguínea.

Exames principais:

ExameCritério Diagnóstico
Glicemia em jejum≥ 126 mg/dL (técnica padrão)
Teste de tolerância à glicose (TTG)≥ 200 mg/dL após ingestão de glicose de 75g em duas horas
Hemoglobina glicada (A1c)≥ 6,5%

Importante: Para um diagnóstico definitivo, os exames devem ser repetidos em dias diferentes.

Quando procurar um médico?

Se houver sinais ou fatores de risco, procurar um endocrinologista ou clínico geral para avaliação é fundamental.

Tratamento e Cuidados para Diabetes Não Insulino Dependente CID

Embora o tratamento possa variar conforme o estágio e as condições específicas de cada paciente, alguns pilares principais são comuns:

1. Mudanças no Estilo de Vida

  • Alimentação balanceada: Priorizar alimentos ricos em fibras, reduzir açúcares simples e gorduras saturadas.
  • Atividade física regular: pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, como caminhadas, natação ou bicicleta.
  • Controle do peso corporal: reduzir a obesidade é crucial para melhorar a resistência à insulina.

2. Uso de Medicações

Diversos medicamentos podem ser indicados para controlar a glicemia, incluindo:

  • Metformina
  • Sulfonilureias
  • Inibidores de DPP-4
  • Inibidores de SGLT2
  • Outros, conforme avaliação médica.

3. Monitoramento Contínuo

  • Medição regular da glicemia capilar
  • Acompanhamento periódico da hemoglobina glicada
  • Avaliações de complicações cardiovasculares, renais e oftalmológicas

Complicações do Diabetes Não Insulino Dependente

Se não tratado adequadamente, o Diabetes Tipo 2 pode levar a várias complicações, como:

ComplicaçãoDescrição
CardiopatiasAumento do risco de infarto e AVC
Nefropatia diabéticaDano aos rins, podendo evoluir para insuficiência renal
RetinopatiaDano nos vasos da retina, levando à cegueira
NeuropatiaDanos aos nervos, causando dormência e dor
Pé diabéticoFeridas de difícil cicatrização, levando à amputação

Como prevenir complicações?

Manutenção do controle glicêmico, alimentação saudável, exercícios físicos e acompanhamento médico regular.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O diabetes não insulino dependente pode evoluir para insulino dependente?

Sim, em alguns casos, a evolução para a necessidade de uso de insulina ocorre com o tempo, especialmente se o controle glicêmico não for adequado.

2. Qual a relação entre o CID e o tratamento do diabetes?

O código CID é utilizado para fins de registro médico, estatísticas e planejamento de saúde, facilitando o reconhecimento, tratamento e acompanhamento da doença.

3. É possível curar o Diabetes Tipo 2?

Atualmente, o diabetes tipo 2 é considerado uma condição crônica. Contudo, mudanças no estilo de vida podem levar à remissão, ou seja, controle sem necessidade de medicamentos.

4. Como saber se tenho diabetes?

Realizar exames de rotina, principalmente glicemia em jejum ou hemoglobina glicada, são essenciais para diagnóstico precoce.

Conclusão

O Diabetes Não Insulino Dependente CID (E11) representa uma condição de grande impacto na saúde global. Compreender os fatores de risco, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção é fundamental para minimizar suas consequências. Mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico contínuo e conscientização são as principais armas para um controle eficaz e uma melhor qualidade de vida.

Se você suspeita que possa estar com diabetes ou possui fatores de risco, consulte um profissional de saúde. A prevenção e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Diabetes Mellitus. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/diabetes
  2. Ministério da Saúde. Manual de Diabetes. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_diagnostico_diabetes.pdf
  3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Guia de Diabetes. Disponível em: https://www.sbem.org.br

Lembre-se: a informação aqui apresentada tem caráter educativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Para diagnóstico e tratamento, consulte um especialista.