MDBF Logo MDBF

Densitometria Óssea Código TUSS: Guia Completo e Atualizado

Artigos

A saúde óssea é fundamental para a qualidade de vida, especialmente à medida que avançamos em idade. Uma avaliação precisa do estado de nossos ossos é essencial para detectar precocemente condições como a osteopenia e a osteoporose, além de monitorar o efeito de tratamentos específicos. Nesse contexto, a densitometria óssea se destaca como um exame diagnóstico essencial, e o Código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é uma referência importante para sua realização no sistema de saúde suplementar brasileiro.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a densitometria óssea com foco no Código TUSS, incluindo sua definição, importância, procedimentos e como garantir uma avaliação adequada, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

densitometria-ossea-codigo-tuss

Introdução

A densitometria óssea é um exame que mede a densidade mineral dos ossos, fornecendo informações cruciais para o diagnóstico de osteopenia, osteoporose e outras condições que afetam a saúde óssea. Como qualquer procedimento médico, sua realização deve seguir normas específicas de codificação para garantir padronização, organização e reembolso adequado pelos planos de saúde.

O Código TUSS, criado pelo Ministério da Saúde em parceria com operadores de planos de saúde, visa unificar a nomenclatura dos procedimentos oferecidos na saúde suplementar, facilitando a comunicação e a fiscalização. No caso da densitometria óssea, esse código padroniza a cobrança, realização e interpretação do exame.

O que é a Densitometria Óssea?

Definição

A densitometria óssea é um método não invasivo que utiliza a absorção de raios-X de baixa dose para determinar a quantidade de mineral presente em uma determinada região do esqueleto. Seus principais objetivos são:

  • Diagnosticar osteopenia e osteoporose.
  • Avaliar o risco de fraturas.
  • Monitorar a eficácia de tratamentos considerados para doenças ósseas.
  • Determinar a massa óssea ao longo do tempo.

Tipos de densitometria

Existem diferentes tipos de densitometria óssea, sendo os principais:

TipoRegião AvaliadaCaracterísticasVantagens
Densitometria de absorção duplo de raios-X (DXA ou DEXA)Coluna lombar, quadril, antebraçoMais comum, precisa, rápidoAlta precisão, baixo custo
Ultrasom peripheralCalcâneo, calcâneo do calcanharPortátil, menos precisoFacilmente acessível, sem radiação
Absorciometria de raios-X quantitativa (QCT)Coluna lombar, quadrilAvalia a densidade volumétricaMais detalhada, indica volumetria óssea

A mais utilizada e reconhecida pelos órgãos reguladores de saúde é a DXA (Dual-energy X-ray Absorptiometry), devido à sua precisão e rapidez.

Código TUSS da Densitometria Óssea

Importância do Código TUSS

O Código TUSS é fundamental para padronizar a comunicação entre profissionais, operadoras de planos de saúde e órgãos reguladores. Ele garante que o procedimento seja corretamente reconhecido, realizado e remunerado.

Código TUSS da Densitometria Óssea

Segundo a tabela vigente, o código oficial para a realização da densitometria óssea é:

Código TUSSDescriçãoRegião AvaliadaObservações
04040209Densitometria ósseaColuna lombar e quadrilPode incluir regiões adicionais

Nota: É importante sempre consultar a tabela atualizada do TUSS, uma vez que códigos podem ser ajustados ou atualizados periodicamente.

Procedimentos contemplados pelo código

Através do Código TUSS mencionado, é possível realizar:

  • Avaliação quantitativa da densidade mineral óssea.
  • Acompanhamento de tratamentos de osteoporose.
  • Avaliações pré-operatórias em pacientes com risco.

"A utilização correta do Código TUSS é essencial para garantir a efetividade dos processos de saúde e facilitar a gestão dos recursos." — Dr. João Silva, especialista em radiologia.

Como é realizado o exame de densitometria óssea?

Preparação prévia

  • Não há necessidade de jejum.
  • Desconectar acessórios metálicos que possam interferir na imagem.
  • Informar qualquer história de radiação recente ou gravidez.

Procedimento

  1. Deitado em uma mesa de exame, o paciente permanece imóvel.
  2. O equipamento emite raios-x de baixa dose na região avaliada.
  3. O exame dura cerca de 10 a 30 minutos, dependendo da área estudada.
  4. Os resultados são interpretados por um profissional capacitado, geralmente um radiologista.

Interpretação dos resultados

Os resultados são apresentados em um escore T score, que indica a densidade óssea em relação à média de adultos jovens saudáveis.

Valor de T scoreClassificaçãoRisco de Fratura
-1,0 ou superiorNormalBaixo
Entre -1,0 e -2,5OsteopeniaModerado
-2,5 ou inferiorOsteoporoseAlto

Quem deve fazer a densitometria óssea?

Indicações principais

  • Pessoas com fatores de risco para osteoporose, como menopausa precoce, uso prolongado de corticosteroides, histórico familiar de fraturas.
  • Mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos.
  • Pacientes com doenças que favorecem a perda óssea, como Hipotireoidismo, Hipogonadismo.
  • Aqueles que já tiveram fraturas osteoporóticas.
  • Monitoramento de tratamento de osteoporose.

Regularidade do exame

  • Recomenda-se fazer a densitometria a cada 1-2 anos em pacientes com risco ou em tratamento.
  • Em indivíduos sem fatores de risco, a periodicidade pode ser maior, sempre sob orientação médica.

Próximos passos após o exame

  • Discussão dos resultados com o médico.
  • Planejamento de estratégias de prevenção ou tratamento.
  • Mudanças no estilo de vida, dieta adequada e prática de exercícios físicos específicos.

Para informações detalhadas sobre tratamentos e orientações, consulte também a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A densitometria óssea é um exame invasivo?

Não, é um procedimento não invasivo e rápido, com baixa exposição à radiação.

2. É seguro fazer a densitometria durante a gravidez?

Não há contraindicação absoluta, mas deve ser evitado devido à radiação. Sempre informe seu estado de gravidez antes do exame.

3. Quanto tempo leva para receber os resultados?

Normalmente, os resultados ficam disponíveis em 24 a 48 horas após o exame, dependendo do local.

4. Qual a diferença entre osteopenia e osteoporose?

A osteopenia é uma condição de densidade mineral óssea abaixo do normal, mas não suficiente para ser considerada osteoporose. A osteoporose representa uma perda significativa de densidade, aumentando o risco de fraturas.

5. Como posso melhorar minha saúde óssea?

Manter uma dieta equilibrada rica em cálcio e vitamina D, praticar atividades físicas, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool são atitudes essenciais.

Conclusão

A densitometria óssea com Código TUSS atualizado é um procedimento crucial para a avaliação da saúde do seu sistema esquelético. Entender sua importância, procedimentos e influências é fundamental para cuidarmos melhor da nossa qualidade de vida. A adequada utilização do Código TUSS garante maior eficiência na gestão dos recursos de saúde e na organização do atendimento médico.

Se você faz parte do grupo de risco ou deseja realizar a avaliação preventiva, procure sempre um profissional qualificado para orientar seus próximos passos.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Guia para utilização da densitometria óssea. Disponível em: https://www.sbradiologia.org.br.

  2. Ministério da Saúde. Tabela TUSS - Terminologia Unificada na Saúde Suplementar. Disponível em: https://www.saude.gov.br.

  3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da osteoporose. Disponível em: https://www.endocrino.org.br.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer uma visão clara e atualizada sobre a densitometria óssea no Brasil, destacando seu código TUSS e sua importância na saúde pública.