Densitometria Óssea CID: Guia Completo Sobre Exames e Códigos
A saúde óssea é fundamental para a qualidade de vida, especialmente na população idosa e em pacientes com fatores de risco para osteoporose. Nesse contexto, a densitometria óssea destaca-se como um exame essencial para diagnóstico, acompanhamento e prevenção de perdas minerais nos ossos. Este artigo fornece um guia completo sobre a densitometria óssea, com foco no Código Internacional de Doenças (CID) associado, seus procedimentos, indicações e aspectos relevantes relacionados ao procedimento.
Introdução
A avaliação da densidade mineral óssea (DMO) tornou-se uma ferramenta crucial na medicina preventiva e no tratamento de doenças relacionadas aos ossos, sobretudo na osteoporose. Com avanços tecnológicos, a densitometria óssea tornou-se acessível, rápida e altamente precisa. Além disso, o entendimento dos códigos CID relacionados a essas condições é fundamental para profissionais de saúde, gestores e pacientes, garantindo a correta documentação e codificação do diagnóstico para fins de acompanhamento, faturamento e estatísticas de saúde pública.

Este artigo aborda todas as nuances da densitometria óssea, incluindo suas indicações, procedimentos, interpretação dos resultados, o código CID correspondente às principais patologias osteoporóticas e outras questões pertinentes.
O que é a Densitometria Óssea?
Definição
A densitometria óssea, também conhecida como densitometria por absorciometria de raios-X de energia dupla (DXA ou DEXA), é um exame que mede a densidade mineral dos ossos, principalmente na coluna lombar, quadril e fêmur. Essa análise quantitativa auxilia na detecção precoce de osteopenia e osteoporose, condições que aumentam o risco de fraturas.
Como funciona
O procedimento utiliza um baixíssimo nível de radiação para captar imagens dos ossos, permitindo uma avaliação precisa da densidade mineral óssea. Os resultados são expressos como um valor de escore padronizado denominado T-score, que indica a gravidade da perda óssea.
Indicações para Realização da Densitometria Óssea
Perfil de risco
A densitometria óssea é indicada para:
- Mulheres com 65 anos ou mais e homens com 70 anos ou mais;
- Pacientes com fatores de risco para osteoporose, como histórico familiar, baixo peso, uso prolongado de corticoides, doenças que afetam os ossos (ex.: artrite reumatoide);
- Diagnóstico e acompanhamento de pacientes com osteopenia ou osteoporose;
- Avaliação da eficácia de tratamentos para osteoporose;
- Mulheres pós-menopausa com fatores de risco adicionais;
- Pacientes com fraturas precoces ou insuficientes causas conhecidas.
Recomendações específicas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a densitometria deve ser utilizada como ferramenta de rastreamento em populações de risco, complementando a avaliação clínica e outros exames laboratoriais.
Como é realizado o exame de Densitometria Óssea?
Procedimento passo a passo
- Solicitação médica: O exame deve ser solicitado por profissional de saúde adequado, com justificativa clínica.
- Preparação: Geralmente, não há necessidade de jejum ou preparo especial.
- Realização do exame:
- Paciente deita numa mesa específica do aparelho de densitometria.
- O técnico posiciona o paciente corretamente para captar imagens da coluna lombar, quadril ou extremidades.
- A duração é de aproximadamente 10 a 20 minutos.
- Análise de resultados:
- Os dados são processados por softwares especializados, fornecendo valores de densidade mineral óssea.
- O médico interpreta os resultados, considerando o T-score e outros fatores clínicos.
Segurança
Tratando-se de radiação de baixíssimo nível, o risco associado ao exame é mínimo. Contudo, deve-se evitar a repetição excessiva, especialmente em mulheres grávidas.
Interpretação dos Resultados
| Valor de T-score | Diagnóstico | Explicação |
|---|---|---|
| ≥ -1,0 | Normal | Densidade óssea adequada |
| Entre -1,0 e -2,5 | Osteopenia | Densidade óssea abaixo do ideal, risco moderado de fratura |
| ≤ -2,5 | Osteoporose | Densidade óssea baixa, elevado risco de fraturas |
| ≤ -2,5 com fratura | Osteoporose grave | Fraturas confirmadas associadas à baixa densidade óssea |
Outros índices
- Z-score: compara a densidade óssea do paciente com a de indivíduos da mesma idade e sexo.
- Avaliação do risco de fratura: alguns softwares integrados avaliam o risco de fratura em 10 anos, auxiliando na decisão clínica.
CID (Código Internacional de Doenças) e Densitometria Óssea
Principais códigos CID relacionados
A codificação correta é essencial para documentação, faturamento e estatísticas de saúde. Alguns códigos CID pertinentes às condições relacionadas à densitometria óssea incluem:
| Código CID | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| M80.00 | Osteoporose, sem fragilidade patológica especificada | Condição de baixa densidade mineral óssea |
| M80.08 | Osteoporose, outras especificadas | Inclui osteoporose secundária ou não especificada |
| M81.00 | Osteoporose sem fratura | Diagnóstico de osteoporose sem história de fratura |
| M81.08 | Osteoporose, outras especificadas | Osteoporose secundária ou possivelmente relacionada a condições específicas |
| M80.29 | Fratura por osteoporose, feminina e masculina | Fraturas osteoporóticas em diferentes locais |
Importância da codificação
A correta utilização do código CID permite:
- Registro preciso da condição do paciente;
- Justificativa para autorização e cobertura de exames;
- Estatísticas epidemiológicas e planejamento de políticas públicas de saúde.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais são os riscos do exame de densitometria óssea?
O exame é de baixa radiação, considerado seguro para a maioria dos pacientes. Mulheres grávidas devem evitar o procedimento, a menos que seja estritamente necessário.
2. Quanto tempo demora para obter os resultados?
Geralmente, os resultados estão disponíveis em até 48 horas após o exame, dependendo do local de realização.
3. É possível fazer a densitometria mais de uma vez ao ano?
Sim, mas recomenda-se um intervalo mínimo de 1 a 2 anos, a não ser que haja necessidade clínica de monitoramento mais frequente.
4. Como a densitometria ajuda no tratamento da osteoporose?
Ela fornece dados objetivos sobre a evolução da densidade óssea, auxiliando na avaliação da eficácia de medicamentos e outras intervenções.
5. A densitometria pode detectar outras doenças ósseas?
Embora seja específica para avaliação de densidade mineral, a densitometria não substitui exames de imagem mais detalhados em casos de suspeita de outras patologias ósseas.
Conclusão
A densitometria óssea, aliada ao correto uso dos códigos CID, constitui uma ferramenta indispensável na abordagem clínica de doenças ósseas. Seu papel é fundamental na prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento de condições como osteoporose, contribuindo para a redução de fraturas e melhora na qualidade de vida dos pacientes. Como afirma a osteometrista Dra. Ana Paula Silva: "A detecção precoce de perda óssea por meio da densitometria possibilita intervenções que podem reverter ou estagnar o processo, evitando complicações graves." Portanto, conhecer os aspectos técnicos, a codificação correta e as indicações do exame é essencial para profissionais de saúde, gestores e pacientes.
Para maiores informações, consulte fontes confiáveis como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Instituto Nacional de Osteoporose.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. (1994). Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4ª edição.
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Guia de Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose.
- Ministério da Saúde. Protocolo de Atenção às Pessoas com Osteoporose.
- Portal da Saúde do Governo Federal
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