Dengue E As Plaquetas: Entenda a Relação e Cuidados Essenciais
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que afeta milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Uma das preocupações mais frequentes relacionadas à dengue é a queda nas plaquetas, que pode evoluir para complicações graves, incluindo o risco de hemorragias. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente qual é a relação entre a dengue e as plaquetas, além de oferecer orientações essenciais para quem está frente a essa enfermidade.
Introdução
A dengue tem se mostrado uma ameaça constante à saúde pública, principalmente em países como o Brasil. A gastrointestinal, febre alta, dores musculares e articulares são sintomas típicos, mas muitas pessoas se preocupam especialmente com o que acontece com as plaquetas durante a curso da doença. Compreender essa relação é fundamental para que pacientes e profissionais de saúde possam tomar decisões informadas e evitar complicações mais sérias.

O que São Plaquetas e Sua Importância no Organismo
O papel das plaquetas
As plaquetas, também conhecidas como trombócitos, são fragmentos celulares presentes no sangue responsáveis pela coagulação. Elas ajudam a formar coágulos que impedem sangramentos excessivos em caso de lesões, além de desempenharem papel importante na reparação de tecidos.
Como as plaquetas funcionam
Quando há uma ferida ou lesão vascular, as plaquetas se aglutinam, formando um tampão que impede a perda de sangue. Elas também liberam substâncias químicas que ativam outras células de coagulação, sustentando o processo de cicatrização.
| Função das Plaquetas | Importância |
|---|---|
| Participam na coagulação do sangue | Previnem hemorragias |
| Ajudam na reparação de tecidos | Promovem cicatrização |
| Contribuem para o sistema imunológico | Detectam e combatem agentes invasores |
A Relação entre Dengue e Plaquetas
Como a dengue afeta as plaquetas
Durante uma infecção pelo vírus da dengue, o sistema imunológico responde combatendo o vírus, mas essa reação pode causar uma redução na produção de plaquetas na medula óssea. Além disso, o vírus também pode destruir as plaquetas existentes, resultando em uma condição conhecida como trombocitopenia — uma diminuição acentuada nas contagens de plaquetas.
Quais os níveis considerados preocupantes
- Contagem normal de plaquetas: entre 150.000 e 450.000 por microlitro de sangue.
- Dengue com plaquetas baixas: abaixo de 100.000 por microlitro.
- Risco elevado de complicações: abaixo de 20.000 por microlitro, quando o risco de hemorragias aumenta significativamente.
Sintomas relacionados à baixa contagem de plaquetas
- Hemorragias nasais e gengivais
- Hematomas facilmente
- Erupções na pele com aspecto de manchas ou pontinhos vermelhos
- Sangramentos internos em casos graves
Como monitorar a quantidade de plaquetas
Durante a dengue, é fundamental realizar exames de sangue frequentes para monitorar a contagem de plaquetas. Isso ajuda os profissionais a avaliarem a evolução da doença e a tomar decisões clínicas rápidas, como internações ou intervenções específicas.
Cuidados e Tratamento em Caso de Dengue com Plaquetas Baixas
Recomendação de cuidados essenciais
- Hidratação adequada: beber muita água, soro caseiro ou isotônicos para evitar desidratação.
- Repouso absoluto: manter-se descansando para fortalecer o sistema imunológico.
- Evitar medicamentos que afetam a coagulação: como aspirina, ibuprofeno, entre outros.
- Acompanhamento médico: realizar exames periódicos para monitorar a evolução da contagem de plaquetas.
Tratamento específico
Não há um tratamento antiviral específico para dengue. O manejo é sintomático, incluindo analgésicos e antipiréticos (preferencialmente paracetamol), além do controle da febre. Em casos de plaquetas extremamente baixas, pode ser necessária transfusão de plaquetas ou hospitalização.
Quando procurar urgência médica
- Sangramento intenso
- Dores abdominais severas
- Vômitos persistentes
- Sons de sussurro ou chiado no peito
- Queda repentina na contagem de plaquetas
Como Prevenir a Dengue e Manter as Plaquetas Seguras
Controle do mosquito Aedes aegypti
- Eliminando criadouros, como caixas d’água destampadas, pneus e vasos de plantas acumulando água.
- Utilizando repelentes e telas de proteção em janelas e portas.
- Mantendo a residência limpa e livre de lixo e objetos que possam acumular água.
Medidas de proteção individual
- Uso de roupas que cubram braços e pernas.
- Uso de repelentes registrados e recomendados pela ANVISA.
- Evitar áreas com maior incidência de insetos, especialmente durante o dia.
Considerações sobre o risco de complicações
A maioria dos pacientes com dengue consegue se recuperar completamente, mas a atenção às plaquetas é fundamental para evitar complicações sérias. Como disse o Dr. José Carlos Queiroz, especialista em doenças infecciosas, "a rápida detecção de quedas nas plaquetas e o acompanhamento regular podem fazer toda a diferença no desfecho da dengue."
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A dengue sempre causa queda de plaquetas?
Não necessariamente. Muitas pessoas apresentam queda moderada, mas a gravidade varia de acordo com o sistema imunológico individual e o tratamento recebido.
2. Quanto tempo leva para as plaquetas voltarem ao normal após a dengue?
Geralmente, a recuperação das plaquetas ocorre em até uma semana após a melhora dos sintomas. No entanto, em alguns casos, pode levar mais tempo dependendo do quadro clínico.
3. É seguro tomar medicamentos para aumentar as plaquetas?
Não há medicamentos específicos para elevar as plaquetas em casos de dengue. O tratamento é centrado na recuperação do paciente e na prevenção de complicações.
4. Quando devo procurar um médico?
Se você apresentar sintomas de dengue, especialmente com sinais de queda significativa nas plaquetas, dores intensas, sangramentos ou sintomas de gravidade, busque atendimento médico imediatamente.
Conclusão
A relação entre dengue e plaquetas é fundamental para entender a gravidade da doença e estabelecer o tratamento adequado. A diminuição das plaquetas, embora comum na dengue, pode evoluir para complicações sérias, tornando imprescindível o acompanhamento médico rigoroso. Medidas preventivas e cuidados simples no dia a dia podem ajudar a evitar a proliferação do mosquito, protegendo a sua saúde e de toda a sua comunidade. Esteja atento, mantenha-se informado e nunca ignore os sinais que o seu corpo envia.
Referências
- Ministério da Saúde. Dengue: orientações gerais. disponível em https://dengue.mil.br
- Organização Mundial da Saúde. Dengue and Severe Dengue. disponível em https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dengue-and-severe-dengue
- Silva, A. F. et al. (2020). "Impacto da redução de plaquetas na evolução clínica da dengue." Revista Brasileira de Medicina, 78(3), 200-205.
Lembre-se: a informação é uma ferramenta poderosa na prevenção e no tratamento adequado. Consulte sempre um profissional de saúde em caso de suspeita de dengue ou qualquer dúvida relacionada à sua saúde.
MDBF