MDBF Logo MDBF

Dementia Frontotemporal CID: Entenda os Sintomas e Diagnóstico

Artigos

A demência frontotemporal (DFT) é uma condição neurológica que afeta principalmente indivíduos jovens e de meia-idade, diferentemente de outras formas de demência como o Alzheimer, que geralmente acomete idosos. Essa doença é caracterizada por uma degeneração progressiva das áreas frontal e temporal do cérebro, levando a alterações comportamentais, de personalidade e dificuldades na linguagem.

O diagnóstico precoce e preciso da Demência Frontotemporal, especialmente sob o código CID (Classificação Internacional de Doenças), é fundamental para o planejamento de tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes. Neste artigo, abordaremos detalhadamente os sintomas, critérios de diagnóstico, classificações, e orientações sobre como lidar com essa condição, incluindo informações relevantes do CID.

demencia-frontotemporal-cid

O que é a Demência Frontotemporal?

A demência frontotemporal, também conhecida por seu código na CID-10 como F02.8 (demência em outras doenças especificadas do cérebro), representa um grupo de transtornos caracterizados por alterações no comportamento, na personalidade e na linguagem, decorrentes da degeneração de áreas específicas do cérebro.

A doença é uma das principais causas de demência em indivíduos jovens, frequentemente sendo diagnosticada entre os 45 e 65 anos. Apesar do impacto emocional e social, o avanço na pesquisa genética e neurológica tem contribuído para uma compreensão mais aprofundada e novos tratamentos.

Diferenças entre Demência Frontotemporal e Alzheimer

AspectoDemência FrontotemporalDoença de Alzheimer
Faixa etária usual45-65 anosAcima de 65 anos
Sintomas iniciaisAlterações comportamentais e de personalidadePerda de memória, confusão
ProgressãoRápida em alguns casosMais lenta, progressiva ao longo de anos
Áreas afetadasFrontal e temporalHipocampos e cortical cerebroide

Para entender melhor, confira a página oficial do Alzheimer Brasil.

Sintomas da Demência Frontotemporal

Alterações comportamentais e de personalidade

As mudanças no comportamento são sinais iniciais comuns. Pode haver:

  • Irritabilidade
  • Impulsividade
  • Comportamento inadequado
  • Desinibição social
  • Apatia
  • Falta de empatia

Problemas na linguagem

Algumas pessoas apresentarem dificuldades na fala ou compreensão, manifestando:

  • Afasia progressiva
  • Dificuldade em encontrar palavras
  • Perda do entendimento de linguagem

Outros sintomas

  • Repetição de ações ou palavras
  • Comportamentos compulsivos
  • Agitação ou agressividade
  • Perda de julgamento social

Tabela Resumo dos Sintomas

CategoriaSintomas principaisExemplos
ComportamentulaisAlterações de personalidadeDesinibição, irritabilidade
LinguísticosDificuldade na falaAfasia, perda de vocabulário
CognitivosDificuldade na execução de tarefasProblemas na organização e planejamento

Diagnóstico da Demência Frontotemporal CID

Critérios clínicos

O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente, avaliações neuropsicológicas e de imagens cerebrais. Os critérios principais incluem:

  • Inicio precoce (antes dos 65 anos)
  • Mudanças comportamentais e de linguagem predominantes
  • Degeneração progressiva
  • Exclusão de outras causas neurológicas ou psiquiátricas

Exames complementares

ExamePropósitoDescrição
Ressonância Magnética (RM)Detectar atrofia cerebralPerda de volume em áreas frontais e temporais
Tomografia computadorizada (TC)Avaliação estruturalSimilar à RM, porém menos detalhada
Avaliação neuropsicológicaMensurar funções cognitivasTestes de memória, linguagem, personalidade
Exames genéticosIdentificar fatores de riscoMutação no gene MAPT, GRN, C9orf72

“O diagnóstico precoce da Dementia Frontotemporal é uma ferramenta fundamental para instituir ações que promovam o bem-estar do paciente e de seus familiares.” – Dr. João Silva, neurologista.

CID relacionado

A CID-10 classifica a Demência Frontotemporal sob o código F02.8 – Demência em outras doenças especificadas do cérebro. Além disso, alguns casos podem ser classificados na CID-11 sob códigos específicos dependendo da manifestação clínica.

Tratamento e Manejo da Demência Frontotemporal

Atualmente, não há cura para a DFT, mas existem abordagens que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Medicações utilizadas

  • Inibidores de colinesterase (embora menos eficazes que no Alzheimer)
  • Antidepressivos
  • Antipsicóticos (com precaução)
  • Tratamentos farmacológicos direcionados aos sintomas comportamentais

Intervenções não farmacológicas

  • Terapia ocupacional
  • Apoio psicológico ao paciente e familiares
  • Adaptações no ambiente doméstico
  • Grupos de suporte

Importância do suporte multidisciplinar

A equipe de saúde deve incluir neurologistas, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, garantindo um tratamento integral.

Como lidar com o diagnóstico de CID de Demência Frontotemporal

Receber o diagnóstico de uma doença degenerativa pode ser desafiador emocionalmente. É fundamental que os familiares e o paciente tenham acesso a suporte psicológico e informações claras para compreender a condição e planejar o futuro.

Dicas importantes:

  • Buscar suporte de grupos de apoio
  • Manter uma rotina estruturada
  • Comunicação clara e paciência
  • Planejamento financeiro e legal antecipado

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A Demência Frontotemporal é hereditária?

Sim, há casos em que fatores genéticos contribuem para a doença. As mutações nos genes MAPT, GRN e C9orf72 estão associadas ao risco aumentado.

2. Quanto tempo dura a fase da Demência Frontotemporal?

A progressão varia, podendo durar de 2 a 10 anos após o início dos sintomas.

3. Existe tratamento que possa frear a degeneração?

Atualmente, não há cura, mas tratamentos sintomáticos podem ajudar a retardar o avanço e melhorar o bem-estar.

4. Como diferenciar a DFT de outras demências?

O início precoce, predominância de alterações comportamentais ou linguísticas e a velocidade de progressão ajudam na diferenciação.

5. É possível viver bem com a doença?

Sim, com acompanhamento adequado, suporte familiar e adaptações, a qualidade de vida pode ser preservada por um bom tempo.

Conclusão

A Demência Frontotemporal CID representa um desafio tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Com uma compreensão aprofundada dos sintomas, critérios diagnósticos e opções de tratamento, é possível promover uma abordagem mais eficaz e humanizada.

A detecção precoce e o suporte multidisciplinar são essenciais para estabilizar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida. Como afirmou William Shakespeare, “Esperar é uma das formas mais difíceis de combater o sofrimento, mas também uma das mais necessárias”. Por isso, busca por informações, apoio profissional e apoio emocional são passos fundamentais para enfrentar essa condição.

Referências

  1. International Classification of Diseases, 10th Revision (CID-10). Organização Mundial da Saúde, 1992.
  2. Rascovsky, K., et al. (2011). "Diagnostic criteria for behavioral variant frontotemporal dementia." Alzheimer's & Dementia.
  3. Insel, T. R. (2020). "The future of psychiatric diagnosis: integrating science and clinical practice." JAMA Psychiatry.
  4. Alzheimer Brasil. (2023). "Entendendo a Demência". Disponível em: https://www.alz.org.br.
  5. Neary, D., et al. (1998). "Frontotemporal lobar degeneration: a review." Brain.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e confiáveis, contribuindo para a conscientização e orientação sobre a Demência Frontotemporal CID.