De Que Tudo Precisa Para Entender: Guia Completo e Esclarecedor
No universo do português brasileiro, uma expressão que frequentemente gera dúvidas e questionamentos é “de que”. Essa expressão apresenta diversas funções e usos, sendo empregada tanto na elaboração de perguntas quanto na introdução de explicações e esclarecimentos. Saber exatamente quando e como usar “de que” é fundamental para uma comunicação clara e efetiva, seja na escrita formal, acadêmica ou cotidiana.
Este guia pretende esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o uso de “de que”, abordando suas principais funções, regras gramaticais, exemplos práticos, perguntas frequentes e dicas essenciais. Afinal, compreender o uso correto dessa expressão contribui para aprimorar sua expressão escrita e oral, evitando ambiguidades e erros comuns.

Vamos aprofundar? Então, continue conosco e descubra tudo sobre “de que”!
O que é “de que”?
A expressão “de que” é uma combinação composta pelas palavras “de” e “que”, que desempenha funções distintas, mas que podem se unir para formar diferentes tipos de estruturas na língua portuguesa.
Funções principais de “de que”
- Forma de pergunta direta ou indireta
Exemplo: - Direta: De que você gosta?
Indireta: Gostaria de saber de que você gosta.
Conjunção subordinativa (introduzindo orações subordinadas)
Exemplo:Tenho certeza de que ela virá.
Expressão de ênfase ou especificação
Exemplo:- Você não explicou de que se tratava o projeto.
Entender essas funções é fundamental para aplicar corretamente a expressão em diferentes contextos.
Uso de “de que” em perguntas
Perguntas diretas
Na forma direta, “de que” é utilizado para formular perguntas sobre o conteúdo, causa, motivo ou origem de algo.
Exemplos:
- De que país você é?
- De que maneira podemos resolver esse problema?
- De que você tem medo?
Perguntas indiretas
Na forma indireta, “de que” funciona como um elemento introdutor de uma oração subordinada, muitas vezes após verbos como “perguntar”, “querer saber”, “informar”, etc.
Exemplos:
- Gostaria de saber de que ela falou.
- Perguntei de que material era o vestido.
- Ela questionou de que forma o projeto seria realizado.
Dica importante:
A estrutura “de que” deve estar sempre ligada à oração subordinada, formando um elo lógico com o que foi questionado ou informado.
Uso de “de que” na conjunção subordinativa
Quando “de que” atua como parte de uma conjunção subordinativa, ela introduz orações que complementam as frases principais, geralmente indicando uma causa, motivo ou explicação.
Exemplos de uso
| Frase principal | Oração subordinada | Significado |
|---|---|---|
| Tenho certeza | de que ela virá | Confirmação |
| Falamos | de que gosta | Esclarecimento |
| Ela conseguiu | de que precisava | Necessidade ou obrigação |
Como identificar
Sempre que a oração complementar estiver relacionada a um verbo que expressa certeza, dúvida ou necessidade, é provável que “de que” seja utilizado.
Diferença entre “de que” e “que”
Embora pareçam semelhantes, “de que” e “que” têm funções distintas.
| Situação | Uso de “de que” | Uso de “que” |
|---|---|---|
| Introdução de pergunta | Sim | Não (usado na pergunta sem “de”) |
| Introdução de oração subordinada | Sim (quando é preposição + conjunção) | Sim (sem preposição) |
| Como elemento de ligação ou explicação | Sim | Pode ser usado, mas geralmente sem “de” |
Exemplo:
- Queremos saber de que ela falou (com “de” e “que”).
- Ela disse que estaria presente (sem “de”).
Regras gramaticais para o uso de “de que”
Para garantir o uso correto de “de que”, algumas regras importantes devem ser observadas:
1. Uso com preposição “de”
Sempre que a oração subordinada vier após uma expressão de certeza, dúvida, necessidade, ou quando for necessária uma preposição, use “de que”.
Exemplo:
- Tenho certeza de que ela virá.
2. Uso em perguntas
Nas perguntas que procuram uma explicação ou informação específica, prefira “de que”.
Exemplo:
- Você sabe de que ela está falando?
3. Evitar uso desnecessário
Nunca use “de que” quando a oração dependente puder ser conectada diretamente com “que”.
Exemplo errado:
- Ela perguntou de que ela veio — correto seria: Ela perguntou de que ela veio ou simplesmente: Ela perguntou de que ela veio.
Tabela resumo do uso de “de que”
| Situação | Exemplo | Comentário |
|---|---|---|
| Pergunta direta | De que loja você comprou? | Indaga sobre origem ou conteúdo |
| Pergunta indireta | Gostaria de saber de que loja você comprou. | Introduz informação indefinida |
| Expressar certeza ou dúvida (com “certamente”, “acredito”) | Tenho certeza de que ela virá. | Encadeamento de oração subordinada |
| Após verbos que exigem preposição (“achar”, “pensar”, “falar”) | Ela falou de que estava preocupada. | Uso após preposição |
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Quando usar “de que” na escrita formal?
Resposta: Use “de que” ao formular perguntas indiretas, orações subordinadas introduzidas por verbos que pedem preposição, ou expressões que indicam certeza, dúvida ou necessidade. Evite substituir por “que” sem preposição em contextos que pedem a combinação.
2. É correto dizer “ela falou de que”?
Resposta: Sim, é correto, especialmente em registros mais formais ou na escrita. Contudo, na linguagem mais coloquial, muitas pessoas preferem “ela falou que...”.
3. Qual a diferença de uso entre “de que” e “sobre que”?
Resposta: Ambos podem ser utilizados para introduzir orações subordinadas, dependendo do contexto. “De que” é mais comum em perguntas e frases que envolvem certeza ou dúvida, enquanto “sobre que” costuma indicar tema ou assunto de discussão.
4. Pode-se usar “de que” em perguntas com “por que”?
Resposta: Não, porque “por que” já indica uma pergunta de motivo ou causa. “De que” é usado para perguntas sobre conteúdo, origem ou explicação.
Considerações finais
Entender de que tudo precisa para usar corretamente a expressão “de que” é fundamental para aprimorar sua comunicação, seja na escrita ou na fala. Como vimos, ela possui funções variadas, atuando como elemento de pergunta, introdução de oração subordinada, e expressão de ênfase.
Lembre-se: o uso adequado de “de que” está diretamente relacionado ao contexto, à necessidade de preposição e ao tipo de oração que você deseja formar. Com prática e atenção às regras, você evitará erros comuns e deixará sua linguagem mais clara e eficiente.
Referências
- Instituto Brasileiro de Comunicação e Língua Portuguesa (IBCLP). Manual de Gramática Normativa. São Paulo: Editora ABC, 2021.
- CUNHA, Celso & CINTRA, Luís F.. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2018.
- Portal da Língua Portuguesa - Dúvidas Frequentes
"A língua é o espelho do pensamento, e sua correção reflete a clareza do entendimento." — Anônimo
Com este guia completo, você está preparado para dominar o uso de “de que” e aplicar de forma correta em diferentes contextos. Continue praticando e aprimorando sua comunicação!
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