Crise de Ausência CID: Entenda os Sintomas e Tratamentos Eficazes
A crise de ausência CID refere-se a um tipo específico de crise epiléptica que acomete principalmente crianças, mas pode persistir na fase adulta. Este distúrbio neurológico, embora muitas vezes subestimado, possui um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos afetados e seus familiares. Compreender os sintomas, as causas, o diagnóstico e as opções de tratamento é fundamental para garantir uma intervenção precoce e eficaz.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de epilepsia, sendo as crises de ausência uma das formas mais comuns em jovens. Este artigo irá explorar detalhadicamente o que caracteriza essa condição, abordando as classificações CID, os sinais clínicos mais frequentes e as estratégias de tratamento disponíveis.

O que é Crise de Ausência CID?
Definição
As crises de ausência, também conhecidas como crises de petit mal, são eventos caracterizados por uma breve perda de consciência, geralmente de poucos segundos, acompanhada de um olhar fixo ou "paralisia do olhar". Elas fazem parte do espectro da epilepsia generalizada e estão categoricamente classificadas na Classificação Internacional de Doenças (CID), código G40.3.
CID e suas classificações
O CID (Código Internacional de Doenças) é uma ferramenta utilizada por profissionais da saúde para codificar e classificar patologias. No caso das crises de ausência, a classificação mais comum é:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| G40.3 | Epilepsia de ausência, de início geralizado |
Este código identifica as crises de ausência de forma específica, facilitando o diagnóstico e o acompanhamento clínico.
Sintomas e Características das Crises de Ausência
Sintomas principais
As crises de ausência são caracterizadas por sintomas bastante distintos, que podem ser sutis, especialmente em crianças. Os principais sinais incluem:
- Perda repentina de consciência ou estado de “desligamento”
- Olhar fixo ou fixação do olhar para o vazio
- Fechamento dos olhos ou movimentos musculares sutis
- Durante a crise, a pessoa não responde a estímulos externos
- Pequenos movimentos automatizados, como movimentos das mãos ou dobra das pálpebras
Duração e frequência
Em geral, as crises duram entre 5 a 20 segundos e podem ocorrer várias vezes ao dia, dificultando a rotina escolar, social e familiar do paciente.
Tabela de sintomas
| Sintomas | Descrição | Frequência |
|---|---|---|
| Perda de consciência | Breve e repentina, muitos nem percebem que aconteceu | Variável, várias ao dia |
| Olhar fixo ou vazio | Olhos fixos com expressão de desconexão | Frequente |
| Movimentos automáticos | Piscar, movimentos das mãos, bocejos | Esporádicos |
| Resposta ausente | Não responde quando chamado ou estimulado | Durante a crise |
Diagnóstico e CID
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico das crises de ausência envolve uma combinação de:
- Anamnese detalhada com relato dos episódios pelos familiares
- Exame neurológico completo
- Eletroencefalograma (EEG), que revela padrões específicos de ondas cerebrais
- Possivelmente, exames de imagem cerebral para descartar outras condições
Críticas ao diagnóstico
Devido à sutileza dos sintomas, muitas crises podem passar despercebidas, principalmente em crianças, levando a diagnósticos tardios. Para facilitar a identificação, recomenda-se o acompanhamento neurológico especializado.
Tratamentos Eficazes para Crise de Ausência CID
Medicações utilizadas
O tratamento principal é medicamentoso, e os medicamentos mais indicados são:
- Ácido valproico
- Ethsuximida
- Lamotrigina
De acordo com a Sociedade Brasileira de Epilepsia, o uso adequado da medicação resulta em um controle eficaz em até 80% dos casos.
Terapias complementares
Além do tratamento medicamentoso, terapias como a estimulação do nervo vago e alterações no estilo de vida podem ajudar a minimizar as crises.
Importância do acompanhamento médico
A adesão ao tratamento e acompanhamento regular são essenciais para ajustar doses e monitorar efeitos colaterais, além de avaliar a evolução da doença.
Como Conviver com a Crise de Ausência
- Monitorar a frequência das crises
- Manter horários regulares de sono
- Evitar fatores desencadeantes como estresse e fadiga
- Garantir suporte emocional para o paciente e sua família
Para informações detalhadas, acesse o site da Epilepsia Brasil.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A crise de ausência CID é uma condição permanente?
Nem todas as crises de ausência persistem em toda a vida. Algumas crianças podem apresentar melhora significativa ou remissão com tratamento adequado. O acompanhamento neurológico é fundamental para avaliar a evolução.
2. Como distinguir uma crise de ausência de outras crises epilépticas?
A principal diferença está na duração e nos sintomas: as crises de ausência são breves, com perda de consciência, enquanto outras crises podem envolver convulsões musculares ou perda de controle.
3. É possível prevenir crises de ausência?
Embora não exista uma forma definitiva de prevenção, o controle de fatores desencadeantes, o uso regular de medicação e o acompanhamento com neurologistas minimizam os riscos.
4. Crianças podem desenvolver crises de ausência na adolescência ou na fase adulta?
Sim, embora mais comum na infância, é possível que as crises de ausência persistam ou iniciem na adolescência e na fase adulta.
5. Qual o prognóstico para quem possui o CID G40.3?
Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem controlar as crises de ausência e levar uma vida normal.
Conclusão
A crise de ausência CID é uma condição neurológica que exige atenção especial devido ao seu impacto na rotina diária e no desenvolvimento do paciente. Com diagnóstico precoce, tratamento correto e acompanhamento contínuo, é possível controlar as crises e proporcionar uma melhor qualidade de vida para quem convive com essa condição.
A compreensão das particularidades dessas crises, bem como o respeito às orientações médicas, são essenciais para promover uma convivência saudável e eficiente. Nunca subestime os sinais — procurar ajuda especializada faz toda a diferença.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Epilepsia. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/epilepsy
- Sociedade Brasileira de Estudos da Epilepsia. Guia Clínico para a Epilepsia. Disponível em: https://sbeepi.org.br
- Epilepsia Brasil. Epilepsia na Infância. Acesso em: 2023.
"A melhor forma de combater a epilepsia é conhecendo-a profundamente." — Dr. Carlos Silva, neurologista.
MDBF