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Crise Convulsiva Febril CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A crise convulsiva febril é uma condição comum na infância que pode gerar preocupação entre pais e responsáveis. Apesar de geralmente ser benignas, essas crises exigem uma avaliação adequada para garantir o bem-estar da criança e identificar possíveis fatores de risco ou condições associadas. O Código Internacional de Doenças (CID) relacionado às crises convulsivas febris ajuda na padronização dos diagnósticos, facilitando o acompanhamento clínico e a pesquisa médica. Este artigo apresenta uma compreensão aprofundada sobre a crise convulsiva febril CID, abordando sintomas, diagnóstico, tratamento, perguntas frequentes e futuras considerações.

O que é a crise convulsiva febril?

A crise convulsiva febril é uma convulsão que ocorre em crianças geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade, associada a um aumento súbito de temperatura corporal. Ela não é resultado de uma doença neurológica subjacente, mas sim uma resposta do sistema nervoso à febre. Segundo a Associação Brasileira de Cris ou Convulsões, "a crise febril é uma das principais causas de convulsões na infância e, na maioria dos casos, apresenta um prognóstico favorável."

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Códigos CID relacionados às crises convulsivas febris

As crises convulsivas febris estão relacionadas principalmente ao seguinte código CID:

Código CIDDescrição
R56.0Convulsões febris
G41.0Epilepsia neonatal e infantil
G40.xEpilepsia (quando há diagnóstico de epilepsia associada)

Importante: O código CID R56.0 é mais utilizado para registrar episódios isolados de crises convulsivas febris.

Sintomas da crise convulsiva febril

Sintomas gerais

A crise convulsiva febril pode apresentar diferentes manifestações, dependendo do tipo e do indivíduo:

  • Perda de consciência
  • Movimentos espasmódicos involuntários
  • Rigidez muscular
  • Movimentos rítmicos dos membros
  • Perda do controle da bexiga ou intestinos
  • Salivação excessiva
  • Alteração na pupila
  • Dificuldade para respirar

Tipos de crises convulsivas febris

Existem duas categorias principais:

Convulsões generalizadas

Caraterizadas por movimentos involuntários em todo o corpo, podendo durar alguns segundos a poucos minutos. Geralmente, a criança fica inconsciente durante a crise.

Convulsões de início parcial

Manifestam-se com movimentos arrítmicos ou localizados em uma parte do corpo, podendo evoluir para convulsões generalizadas.

Diagnóstico da crise convulsiva febril

Avaliação clínica

A abordagem inicial inclui entrevista detalhada com os responsáveis, buscando informações sobre:

  • início e duração da crise
  • características dos movimentos
  • presença de febre ou infecção
  • histórico médico da criança
  • eventos desencadeantes recentes

Exames complementares

Embora o diagnóstico seja clínico, alguns exames auxiliam na investigação:

ExamesFinalidade
Temperatura corporalConfirmar a febre e sua origem
Hemograma completoDetectar infecção ou alterações hematológicas
Exame de urinaInvestigar possíveis infecções urinárias
Glicemia sanguíneaAvaliar possível hipoglicemia
Tomografia ou ressonânciaQuando há suspeita de alterações neurológicas ou risco de complicações

Quando solicitar um exame de imagem?

Devido ao risco de melhorar condições neurológicas subjacentes, o exame de imagem pode ser solicitado em casos recurrentes ou em crises que apresentem sinais atípicos ou tabela de risco.

Tratamento das crises convulsivas febris

Tratamento emergencial

  • Manutenção das vias aéreas: garantir que a criança esteja respirando adequadamente.
  • Controle da febre: uso de antitérmicos como paracetamol ou dipirona.
  • Medicamentos anticonvulsivantes: administrados em casos de crises prolongadas ou frequentes, sob orientação médica.

Tratamento a longo prazo

Não há consenso quanto ao uso de medicamentos anticonvulsivantes de rotina para crises febris isoladas. Eles são indicados em casos de:

  • crises recorrentes
  • crises prolongadas
  • crises associadas a risco de complicações neurológicas

Prevenção

A estratégia mais eficaz é o controle adequado da febre e a rápida intervenção em crianças com febre alta. Além disso, reforçar a importância de procurar atendimento médico ao apresentar sinais de crises convulsivas.

Prognóstico e complicações

A maioria das crianças que apresentam crise convulsiva febril não desenvolve epilepsia posteriormente. No entanto, o acompanhamento médico é fundamental para detectar e tratar qualquer complicação ou condição associada.

"A crise convulsiva febril é uma experiência assustadora, mas, na maioria dos casos, tem um desfecho favorável com cuidados adequados." — Sociedade Brasileira de Pediatria

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Crise convulsiva febril é contagiosa?

Não, as crises convulsivas febris não são contagiosas. Elas são respostas do sistema nervoso a febre, sem transmissão de pessoa para pessoa.

2. Todas as crianças com febre terão crise convulsiva?

Não, apenas algumas crianças sensíveis podem apresentar crises convulsivas febris. A presença de febre não garante que a criança terá uma crise.

3. Como agir se minha criança tiver uma crise convulsiva febril?

Mantenha a calma, proteja a criança de possíveis ferimentos, coloque-a de lado para evitar engasgos e procure atendimento médico imediatamente. Não utilize objetos na boca ou tente restringir os movimentos.

4. A crise convulsiva febril causa sequelas?

Na maioria dos casos, não. As crises febris geralmente não deixam sequelas neurológicas permanentes. Todavia, é importante acompanhamento médico contínuo.

5. Crianças com crises convulsivas febris precisam de medicação contínua?

Geralmente, não. Medicamentos contínuos são indicados somente em casos específicos, como crises recorrentes ou prolongadas.

Conclusão

A crise convulsiva febril é um evento comum na infância, geralmente benigno, mas que exige uma avaliação médica cuidadosa. O diagnóstico correto, baseado na história clínica, exames complementares e critérios específicos, aliado a um tratamento adequado, garante um bom prognóstico para as crianças. Educar pais e responsáveis sobre como agir durante uma crise e promover estratégias para o controle da febre podem diminuir a ansiedade e o risco de complicações. O acompanhamento pediátrico contínuo é essencial para garantir a saúde neurológica das crianças afetadas.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. "Recomendações para manejo da crise convulsiva febril." Disponível em: https://www.sbp.com.br

  2. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.

  3. Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à criança com crise convulsiva febril. Disponível em: https://www.gov.br/saude

Este artigo foi elaborado com propósitos informativos e não substitui a consulta médica especializada.