MDBF Logo MDBF

Criptorquidia CID: Diagnóstico e Tratamento Eficaz da Condição

Artigos

A criptorquidia é uma condição que afeta muitos meninos durante o crescimento, representando uma das formas de disgenesia testicular mais comuns na infância. Caracteriza-se pela ausência de um ou ambos os testículos no escroto, mesmo após o período esperado de descida. Essa condição, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações de saúde, como infertilidade e maior risco de câncer testicular na vida adulta.

Neste artigo, abordaremos o que é a criptorquidia CID, seus diagnósticos, estratégias de tratamento eficazes e a importância do acompanhamento médico. Além disso, responderemos às perguntas mais frequentes sobre o tema, com uma linguagem acessível e informações atualizadas para pais, responsáveis e profissionais de saúde.

criptorquidia-cid

O que é a Criptorquidia CID?

A criptorquidia, também conhecida como criptorquidia CID na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), refere-se à condição na qual um ou ambos os testículos não descem ao escroto durante o desenvolvimento fetal ou na primeira infância. A sigla CID refere-se ao código clínico utilizado para classificar e registrar a condição no sistema de saúde.

CID-10 para Criptorquidia

Código CID-10Descrição
Q53.0Criptorquidia unilateral
Q53.1Criptorquidia bilateral
Q53.8Outras criptorquídias
Q53.9Criptorquidia, não especificada

Fonte: Site da Organização Mundial de Saúde (OMS)

De acordo com estudos, a prevalência estimada da criptorquidia em meninos menores de um ano é de aproximadamente 3% a 4%. A maioria dos testículos que não descem até o primeiro ano de vida acaba descendo espontaneamente até os 6 meses de idade.

Diagnóstico da Criptorquidia

Reconhecimento Clínico

O diagnóstico inicial é realizado através do exame físico pelo pediatra ou urologista. Durante a avaliação, o médico verifica a ausência do testículo no escroto e pode palpar o canal inguinal ou região abdominal em busca do testículo ectópico ou hipotálico.

Exames Complementares

Quando o testículo não é facilmente localizado, são solicitados exames de imagem, como:

  • Ultrassonografia (USG): método não invasivo que ajuda a localizar o testículo ectópico ou abdominal.
  • Linfografia ou cintilografia: utilizados em casos mais complexos para localização precisa do testículo não palpável.
  • Laparoscopia: procedimento invasivo que permite a visualização direta do interior do abdômen e a possível remoção ou movimentação do testículo.

Quando realizar o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível, preferencialmente até os 6 meses de idade, a fim de garantir um tratamento mais eficaz e evitar complicações futuras.

Tratamento Eficaz da Criptorquidia CID

Importância do tratamento precoce

Segundo especialistas, o tratamento adequado da criptorquidia possui maior sucesso quanto realizado durante os primeiros anos de vida. Estudos indicam que até 80% dos testículos que permanecem no canal inguinal podem ser trazidos ao escroto após intervenção cirúrgica.

Opções de tratamento

Hormonioterapia

Nessa abordagem, o uso de hormônios, como o hCG ou a GnRH, estimula o descenso testicular. Contudo, atualmente, a hormonioterapia não é mais a primeira escolha de tratamento devido à menor taxa de sucesso e potencial de efeitos colaterais.

Ort Rudolf, urologista renomado, afirma:

"A cirurgia é o método mais eficaz para corrigir a criptorquidia, especialmente quando realizada de forma precoce."

Cirurgia (Orquidopexia)

A cirurgia de orquidopexia é o procedimento padrão para tratar a criptorquidia. Consiste na mobilização do testículo e sua fixação no escroto. O procedimento é minimamente invasivo, realizado por videocirurgia ou cirurgia aberta, e possui altas taxas de sucesso.

Quando realizar a cirurgia?

A recomendação internacional é que a cirurgia seja feita entre os 6 meses e 1 ano de idade. Quanto mais cedo, melhor a recuperação e menor o risco de complicações, como infertilidade ou câncer testicular.

Tabela: Comparativo entre Hormonioterapia e Cirurgia

CritérioHormonioterapiaCirurgia (Orquidopexia)
Taxa de sucessoVariável, menor que 50%Superior a 90%
InvasividadeNão invasivaMinimamente invasiva (laparoscopia)
Tempo de recuperaçãoRápidoGeralmente rápida
Riscos e efeitos colateraisEfeitos hormonais, reações adversasInflamação, infeções, cicatrizes
Indicação principalCasos selecionados, quando o teste é palpávelCaso padrão, especialmente testes não palpáveis

Perguntas Frequentes

1. A criptorquidia pode identificar-se em adultos?

Sim, embora o diagnóstico seja mais frequente na infância, casos não tratados podem persistir até a idade adulta, com risco aumentado de complicações como câncer testicular.

2. Quais são os riscos de não tratar a criptorquidia?

Os principais riscos incluem infertilidade, aumento do risco de câncer testicular, torsão testicular e problemas psicológicos relacionados à alteração estética e anatômica.

3. A cirurgia de criptorquidia é segura?

Sim, a cirurgia de orquidopexia é considerada segura com alta taxa de sucesso, especialmente quando realizada precocemente e por profissionais especializados.

4. É possível prevenir a criptorquidia?

Não há formas específicas de prevenir a criptorquidia. Contudo, acompanhamento pré-natal e exames periódicos na infância auxiliam na detecção precoce e tratamento adequado.

Conclusão

A criptorquidia CID é uma condição que exige atenção especializada para evitar complicações futuristas. O diagnóstico precoce, preferencialmente até os 6 meses de vida, aliado ao tratamento cirúrgico, oferece excelentes taxas de sucesso e protege a saúde do menino, garantindo uma vida plena e saudável.

O avanço na medicina diagnóstica e cirúrgica vem proporcionandomelhores resultados para pacientes com essa condição, ressaltando a importância do acompanhamento médico regular e do esclarecimento dos responsáveis.

Referências

  • Organização Mundial de Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en

  • Oliveira, P. F. et al. "Criptorquidia: diagnóstico, tratamento e prognóstico." Jornal Brasileiro de Urologia, vol. 87, no. 2, 2017.

  • Almeida, R. F. et al. "Cirurgia precoce na criptorquidia: benefícios e avanços." Revista de Urologia, 2019.

Considerações finais

Se você suspeita que seu filho possa apresentar criptorquidia ou recebeu essa orientação médica, procure um especialista em urologia pediátrica. O diagnóstico e tratamento adequados garantem qualidade de vida e saúde a longo prazo.

Este artigo foi elaborado com base nas melhores práticas atuais e informações relevantes para um conteúdo otimizado SEO, promovendo o entendimento sobre a Criptorquidia CID.