Corte do Cordão Umbilical: Tudo que Você Precisa Saber Sobre o Procedimento
O corte do cordão umbilical costuma ser um momento marcante logo após o nascimento do bebê. Apesar de parecer um procedimento simples, ele carrega implicações importantes para a saúde do recém-nascido e da mãe. Desde a importância do momento adequado até as técnicas utilizadas, este artigo aborda tudo o que você precisa saber sobre o corte do cordão umbilical, trazendo informações baseadas em evidências e recomendações de especialistas.
Neste guia completo, você entenderá os aspectos fisiológicos, os procedimentos realizados, benefícios do corte tardio, e esclarece dúvidas frequentes, ajudando mães, pais e profissionais de saúde a tomarem decisões informadas.

O que é o cordão umbilical?
O cordão umbilical é uma estrutura que conecta o bebê à placenta, fornecendo nutrientes e oxigênio essenciais durante a gestação. Ele é formado por duas artérias e uma veia, envoltas por uma substância gelatinosa, conhecida como geléia de Wharton, que protege os vasos sanguíneos.
Após o nascimento, o cordão mantém sua função por alguns minutos, até que cesse o fluxo sanguíneo. Nesse momento, inicia-se o procedimento de corte, que pode variar de acordo com recomendações médicas e preferências familiares.
A importância do momento do corte do cordão umbilical
Período de espera: cortar cedo ou tarde?
A prática de retardar o corte do cordão umbilical – geralmente de 1 a 3 minutos após o nascimento ou até que pare de pulsar – tem sido incentivada por diversos estudos. Este procedimento, conhecido como corte tardio do cordão, permite que o bebê receba uma quantidade adicional de sangue do cordão, aumentando seus estoques de ferro e melhorando sua adaptação.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atraso no corte do cordão pode reduzir o risco de anemia e melhorar a saúde do recém-nascido, especialmente em regiões com alta incidência de desnutrição. Contudo, há que considerar algumas exceções, principalmente em casos de necessidade de transfusão sanguínea imediata ao bebê.
Técnicas de corte do cordão umbilical
Técnica tradicional
Na técnica tradicional, o cordão é cortado pouco tempo após o nascimento, geralmente dentro de 15 a 30 segundos. O procedimento é realizado utilizando uma tesoura estéril, após a verificação de que o bebê já está estabilizado.
Técnica do corte tardio
Como mencionado, o corte tardio é realizado após o pulsar do cordão cessar ou espera-se pelo menos 1 a 3 minutos. Algumas instituições utilizam clampers específicos para garantir uma circulação adequada antes do corte.
Uso de clampers especiais
Existem clampers de alta tecnologia que permitem uma circulação sanguínea mais segura e controlada durante o procedimento, além de facilitar o corte com maior precisão.
Benefícios do corte tardio do cordão umbilical
| Benefícios | Descrição |
|---|---|
| Aumento de reservas de ferro | Recebe uma quantidade maior de sangue do cordão, reduzindo risco de anemia na infância. |
| Melhor adaptação neonatal | Contribui para a estabilidade circulatória e melhora os níveis de oxigenação. |
| Redução de complicações | Diminui o risco de complicações relacionadas ao baixo peso e anemia. |
| Fortalecimento do sistema imunológico | O sangue recebido pelo bebê contém células-tronco e outros componentes imunológicos. |
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, "o atraso no corte do cordão é uma prática segura e benéfica, trazendo ganhos relevantes em saúde para o recém-nascido".
Cuidados durante o procedimento
- Assegurar que o cordão esteja pulsando antes do corte, quando possível.
- Utilizar materiais estéreis e técnicas higiênicas.
- Garantir que o procedimento seja realizado por profissionais treinados e em ambiente adequado.
- Monitorar o bebê após o corte, observando sinais vitais e bem-estar geral.
Quando o corte do cordão pode ser evitado?
Existem situações específicas em que o corte do cordão é adiado ou realizado imediatamente, como em casos de:
- Necessidade de transfusão sanguínea ao recém-nascido.
- Problemas de saúde na mãe, como hemorragia severa.
- Parto prematuro ou complicações que exijam atenção rápida.
Nessas circunstâncias, a prioridade é garantir a saúde do bebê e a segurança de ambos.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quanto tempo devo esperar para cortar o cordão umbilical?
De acordo com recomendações atuais, aguardar de 1 a 3 minutos ou até que o pulsar pare é o ideal para beneficiar o bebê com uma maior reserva de ferro.
2. O corte do cordão umbilical causa dor na criança?
Não. O procedimento é realizado após o nascimento, quando o bebê já está separado da mãe e não sente dor. Além disso, a técnica é rápida e feita de forma higienizada.
3. É possível realizar o corte do cordão umbilical em casa?
Sim, desde que seja feito por profissionais treinados e com condições adequadas. Porém, a preferência é realizar o procedimento em ambiente hospitalar ou ambulatório sob supervisão médica.
4. Quais cuidados devem ser tomados após o corte do cordão?
Manter a área limpa e seca, limitar o uso de produtos químicos e observar sinais de infecção, como vermelhidão ou secreção. Consultar o profissional de saúde em caso de dúvidas.
Conclusão
O corte do cordão umbilical é mais do que uma etapa rápida após o nascimento; é uma decisão que pode impactar diretamente na saúde do recém-nascido. O corte tardio, recomendado por várias entidades de saúde, traz benefícios comprovados, como maior reserva de ferro e melhor adaptação ao mundo exterior.
Professor Dr. Paulo Martins, especialista em neonatologia, afirma: "A prática do corte tardio do cordão é um avanço na assistência ao recém-nascido, promovendo ganhos na sua saúde e desenvolvimento."
Optar por um procedimento consciente e informado é fundamental para garantir o bem-estar do bebê e satisfação dos pais.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). "Parto seguro e cuidado com o recém-nascido." 2020. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/maternal-and-newborn-health
- Sociedade Brasileira de Pediatria. "Recomendações sobre o corte do cordão umbilical." 2018. Disponível em: https://www.sbp.com.br
- Buitrón L, et al. "Retardo do corte do cordão umbilical: benefícios e recomendações." Jornal de Pediatria, 2019.
Agradecemos por leitura!
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MDBF