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Corrimento Marrom: O Que Pode Ser e Quando Procurar Ajuda

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O corrimento marrom é uma queixa comum entre mulheres de diferentes idades, causando muitas dúvidas e preocupações. Apesar de muitas vezes ser considerado algo benigno, ele pode ser sinal de alterações no organismo que requerem atenção médica. Compreender as possíveis causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda especializada é fundamental para manter a saúde em dia. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que pode estar por trás do corrimento marrom, esclarecendo dúvidas frequentes e orientando sobre os passos corretos para cuidar do seu corpo.

O que é o corrimento marrom?

O corrimento marrom consiste na secreção proveniente do colo do útero ou da vagina que apresenta uma tonalidade que varia do marrom escuro ao avermelhado. Normalmente, ele ocorre fora do período fértil ou após o ciclo menstrual, sendo considerado uma variação normal em algumas situações.

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Características do corrimento marrom

AspectoDescrição
CorMarrom, escuro, avermelhado ou com tonalidade amortecida
ConsistênciaVariável: líquida, viscosa ou pastosa
FrequênciaPode ser diário, ocasional ou ocasionalmente intenso
OdorNormalmente sem cheiro ou com odor leve

Principais causas do corrimento marrom

Existem diversas causas possíveis para o corrimento marrom, que variam desde questões fisiológicas até condições patológicas. A seguir, destacamos as principais.

1. Ciclo menstrual e sangramento de manchas

Durante o ciclo menstrual, é comum ocorrer pequenos sangramentos ou secreções de cor marrom que representam sangue antigo sendo eliminado. Isso acontece especialmente antes ou após o período menstrual.

2. Ovulação

Algumas mulheres experenciam um ou dois dias de secreção marrom durante a ovulação, devido à descamação do revestimento do folículo ovariano.

3. Uso de contraceptivos hormonais

Pílulas anticoncepcionais, DIU hormonal ou outros métodos hormonais podem alterar o padrão de secreções, ocasionando corrimento marrom, especialmente nos primeiros meses de uso ou na suspensão do método.

4. Gravidez

Durante a gravidez, especialmente nas primeiras semanas, pode ocorrer sangramento de implantação, que costuma apresentar coloração marrom. Contudo, qualquer sangramento na gestação deve ser avaliado por um médico.

5. Infecções vaginais e cervicais

Infecções causadas por bactérias, vírus ou fungos podem apresentar sintomas associados, como odor desagradável, coceira ou desconforto, além do corrimento marrom.

6. Miomas e pólipos uterinos

Alterações benignas no útero, como miomas e pólipos, podem causar sangramentos que se manifestam como corrimento marrom.

7. Endometriose

Condicional que provoca crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo gerar sangramentos irregulares e secreções marrons.

8. Câncer de colo do útero ou endométrio

Em casos mais graves, o corrimento marrom pode ser um sintoma de câncer cervical ou endometrial, especialmente se acompanhado de outros sinais, como sangramento irregular, dor ou desconforto pélvico.

Quando buscar ajuda médica?

É fundamental estar atenta a sinais que indicam necessidade de avaliação médica. Procure um especialista se:

  • O corrimento marrom ocorrer de forma contínua por mais de uma semana.
  • Apare acompanhado de dor pélvica, febre ou mau cheiro.
  • Houve relação sexual sem proteção seguida de sangramento.
  • Houve aborto espontâneo ou suspeita de gravidez ectópica.
  • Você possui enfermidades conhecidas ou fatores de risco para câncer ginecológico.

Sinais de alerta

  • Corrimento com sangue vivo, intenso ou com odor fétido.
  • Dor durante o relacionamento sexual ou ao urinar.
  • Sangramento entre os ciclos menstruais.

Diagnóstico e exames

Para descobrir a causa do corrimento marrom, o médico pode solicitar:

  • Exame ginecológico completo.
  • Papanicolau (exame preventivo).
  • Ultrassonografia transvaginal.
  • Cultura vaginal ou exames específicos para infecções.
  • Histeroscopia, em casos mais complexos.

Saiba mais sobre exames ginecológicos na Clínica Obstetrícia e Ginecologia

Como prevenir e cuidar do corrimento marrom

  1. Higiene adequada: Utilize sabonetes específicos para higiene íntima e evite produtos agressivos.
  2. Use preservativo: Para prevenir infecções sexualmente transmissíveis.
  3. Procure acompanhamento regular: Consultas ginecológicas periódicas ajudam na detecção precoce de alterações.
  4. Realize exames de rotina: Papanicolau anual e ultrassonografia a cada 1-3 anos, conforme orientação médica.
  5. Evite o uso de corticosteroides ou antibióticos sem necessidade: Podem afetar a flora vaginal saudável.
  6. Cuidados na gravidez: Sempre consulte um obstetra antes de iniciar qualquer tratamento ou medicação.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Corrimento marrom é sempre sinal de algo grave?

Não, muitas vezes é uma variação normal do ciclo menstrual ou efeito de anticoncepcionais. No entanto, se persistir ou acompanhado de outros sintomas, é importante consultar um ginecologista.

2. Posso tratar o corrimento marrom em casa?

O tratamento depende da causa. Não recomenda-se automedicação. Procure um profissional para obter orientação adequada.

3. Quanto tempo o corrimento marrom pode durar sem indicar problemas?

Se for uma ocorrência ocasional, como antes ou após o ciclo menstrual, geralmente não há motivo de preocupação. Caso dure mais de uma semana ou apareça frequentemente, consulte um médico.

4. O uso de remédios caseiros é seguro?

Não há comprovação científica de eficácia de remédios caseiros para tratar causas específicas de corrimento marrom. Sempre busque aconselhamento médico.

Conclusão

O corrimento marrom, apesar de ser muitas vezes uma situação normal, pode indicar diversos fatores, desde os fisiológicos até condições mais graves. Conhecer os sinais de alerta, manter os exames em dia e buscar orientação médica quando necessário são ações essenciais para garantir a sua saúde e bem-estar. Lembre-se sempre de que a prevenção e o acompanhamento regular são as melhores estratégias para evitar complicações e manter-se saudável.

Referências

  • Ministério da Saúde. (2020). Caderno de Atenção Básica às Pessoas com Doenças Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: saúde.gov.br
  • Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). (2018). Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças do Colo do Útero e Endométrio.
  • Instituto Nacional de Saúde dos EUA. (2022). Menstrual and Post-Menstrual Vaginal Discharge. Disponível em: nih.gov
  • Clínica Obstetrícia e Ginecologia. Exames Ginecológicos. Disponível em: sitedeginecologia.com.br

Lembre-se: qualquer alteração na sua saúde deve ser avaliada por um profissional qualificado. Cuide-se!