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Corrimento com Cheiro de Peixe: Causas e Tratamentos Eficazes

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O corrimento com cheiro de peixe, também conhecido como vaginose bacteriana, é uma condição que afeta muitas mulheres, causando desconforto e preocupação. Apesar de comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre suas causas, sintomas e tratamentos eficazes. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre o corrimento com cheiro de peixe, oferecendo orientações baseadas em evidências para ajudar a identificar e tratar essa condição de maneira adequada.

Introdução

O corrimento vaginal com odor desagradável pode ser um sinal de infecção ou desequilíbrio na flora vaginal. Entre as várias possibilidades, a vaginalidade com cheiro de peixe é uma das mais frequentes e, geralmente, tem origem na vaginose bacteriana. Essa condição não é considerada uma infecção venérea, mas deve ser avaliada por um profissional da saúde para evitar complicações.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 20-30% das mulheres em idade fértil podem apresentar vaginose bacteriana em algum momento da vida, muitas delas sem sintomas perceptíveis. Reconhecer os sinais é fundamental para buscar o tratamento adequado.

O que é o Corrimento com Cheiro de Peixe?

O corrimento com cheiro de peixe é caracterizado por uma secreção vaginal de coloração cinza ou amarelada, com odor forte e desagradável, semelhante ao cheiro de peixe podre. Além do odor, podem ocorrer sintomas como sensação de ardor, coceira e desconforto durante as relações sexuais.

Causas do Corrimento com Cheiro de Peixe

As principais causas do corrimento com cheiro de peixe incluem:

  • Vaginose bacteriana: desequilíbrio na flora vaginal, com aumento de bactérias anaeróbicas.
  • Infecção por Gardnerella vaginalis: uma das bactérias associadas à vaginose.
  • Tricomoníase: infecção sexualmente transmissível por parasitas.
  • Alterações hormonais: mudanças no ciclo menstrual, menopausa ou uso de contraceptivos hormonais.

Como Identificar o Corrimento com Cheiro de Peixe

Sintomas Comuns

SintomaDescrição
Corrimento de odor forteCheiro forte, desagradável, semelhante a peixe podre
Cor do corrimentoCinza, branco ou amarelado
ConsistênciaLíquido, às vezes espumoso
Coceira ou ardorPode ocorrer na vulva ou na região vaginal
Desconforto durante relaçãoSensação de dor ou ardor ao contato sexual

Quando procurar um médico?

Se você perceber algum desses sintomas, é importante procurar um ginecologista para avaliação. O diagnóstico correto é essencial para indicar o tratamento adequado e evitar complicações.

Diagnóstico e Exames

O diagnóstico geralmente é feito através de:

  • Exame clínico ginecológico: visualização do corrimento e avaliação dos sintomas.
  • Testes laboratoriais: análise do pH vaginal, amostras do corrimento, teste de Whiff (teste de odor) e exame de slid smear.

Tratamentos Eficazes para Corrimento com Cheiro de Peixe

Opções de tratamento

Tipo de tratamentoDescrição
AntibioticoterapiaUso de antibióticos específicos, como metronidazol ou clindamicina, via oral ou vaginal
ProbióticosSuplementos de lactobacilos para restaurar a flora vaginal
Mudanças no estilo de vidaEvitar duchas vaginais, uso de roupas confortáveis, higiene adequada
Tratamento de parceiros (se necessário)Em casos de infecção sexualmente transmissível, tratamento do parceiro pode ser indicado

Dicas importantes

  • Mantenha a higiene íntima adequada, evitando sabonetes com perfume ou produtos agressivos.
  • Use roupas de algodão e evite roupas muito apertadas.
  • Evite o uso de duchas vaginais, pois podem piorar o desequilíbrio da flora natural.
  • Consulte um profissional para avaliação e acompanhamento.

Prevenção do Corrimento com Cheiro de Peixe

A prevenção envolve práticas simples que ajudam a manter a saúde vaginal:

  • Higiene diária adequada
  • Uso de roupas leves e de algodão
  • Evitar sabonetes perfumados e irritantes
  • Manter relações sexuais com preservativo
  • Realizar exames ginecológicos periódicos

Quando procurar um especialista?

Procure um ginecologista se:

  • O corrimento persistir ou piorar
  • Surgirem sintomas como febre, dores pélvicas ou mau gosto
  • Houve contato sexual desprotegido e surgiram sinais de infecção

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O corrimento com cheiro de peixe é contagioso?

Normalmente, a vaginose bacteriana não é considerada uma DST, embora possa estar relacionada a relações sexuais. É importante evitar a automedicação e buscar avaliação médica.

2. Como saber se meu corrimento é normal ou sinal de problema?

Se o corrimento for transparente, sem odor ou desconforto, geralmente é normal. Caso haja odor forte, mudança na cor ou sintomas como coceira e ardor, consulte um ginecologista.

3. É possível prevenir a vaginose bacteriana?

Sim, adotando hábitos de higiene adequados, evitando duchas vaginais e roupas apertadas, além de manter contato sexual seguro.

4. Qual é o tratamento mais eficaz?

Depende do diagnóstico específico, mas geralmente envolve antibióticos prescritos por um profissional de saúde.

Conclusão

O corrimento com cheiro de peixe, muitas vezes associado à vaginose bacteriana, é uma condição comum que pode afetar a qualidade de vida das mulheres. Reconhecer os sintomas e procurar acompanhamento médico são passos essenciais para um tratamento eficaz e para evitar possíveis complicações, como infecções recorrentes ou problemas mais sérios.

Lembre-se de que a saúde íntima deve ser uma prioridade e que o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Se você notou qualquer alteração ou desconforto, agende uma consulta com um ginecologista de confiança e esclareça todas as suas dúvidas.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. (2022). Saúde sexual e reprodutiva. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/sexual-and-reproductive-health
  2. Ministério da Saúde. (2019). Guia para saúde da mulher. Brasília: Ministério da Saúde.
  3. Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vaginal Odor. Disponível em: https://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/003286.htm

Referência adicional

Para mais informações sobre cuidados íntimos e tratamentos eficazes, confira o site da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Lembre-se: a orientação médica é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. Não automedique-se.