Coqueluche CID: Guia Completo Sobre a Diagnóstico e Tratamento
A coqueluche, uma doença infecciosa altamente contagiosa, continua sendo um desafio importante para a saúde pública mundial. Apesar de avanços na vacinação, ela ainda provoca surtos e uma considerável incidência em várias regiões. Neste artigo, você encontrará um guia completo a respeito da coqueluche, abordando desde sua classificação no CID até os métodos de diagnóstico, opções de tratamento, prevenção e orientações essenciais para profissionais de saúde e pacientes.
Introdução
A coqueluche, também conhecida como TPM (Tosse Bobó), é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Apesar de comum em crianças, ela pode atingir adultos e idosos, levando a complicações sérias. Uma compreensão aprofundada de seu código CID, sintomas, métodos diagnóstico e estratégias de manejo é fundamental para o controle da doença e proteção da população.

O que é a Coqueluche CID?
CID e sua importância
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado de códigos utilizados mundialmente para identificar doenças, sinais e sintomas, causas externas, entre outros. Para a coqueluche, o código do CID na sua última versão (CID-10) é:
| Código CID | Doença | Descrição |
|---|---|---|
| A36 | Coqueluche | Infecção respiratória causada por Bordetella pertussis |
A utilização correta do código no prontuário clínico garante uma melhor epidemiologia, controle de dados estatísticos e direcionamento das estratégias de saúde pública.
Histórico e classificação da Coqueluche
Classificação segundo o CID
A coqueluche está classificada principalmente no CID-10 sob o código A36, que cobre toda a gama de manifestações da doença, podendo variar de formas leves a graves.
Na classificação inclui:
- Forma purulenta ou clássica: caracteriza-se por uma fase catarral seguida de acessos convulsivos de tosse.
- Forma atípica ou moderada: mais comum em adultos, com sintomas menos característicos.
- Complicações: como pneumonia, convulsões e encefalite.
Etiologia e Modo de Transmissão
A bactéria Bordetella pertussis é o agente etiológico. Ela é transmitida por gotículas de saliva, quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, facilitando a disseminação.
Fatores de risco incluem:
- Baixa cobertura vacinal
- Contato próximo com infectados
- Ambientes fechados e aglomerados
Sintomas e Fases da Coqueluche
Fases clínicas da doença
A coqueluche possui três fases distintas, cada uma com suas manifestações específicas:
H2 - Fase Catarral (1 a 2 semanas)
- Espirros frequentes
- Coriza
- Febre moderada
- Tosse leve
- Mal-estar geral
Essa fase é muitas vezes confundida com uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico precoce.
H2 - Fase Paroxística (2 a 4 semanas)
- Manifesta-se pelo ataque de tosse intensa e em acessos, com característico som de "gallo" ou "whooping" ao inspirar
- Vómitos após episódios de tosse
- Desconforto respiratório
- Episódios convulsivos em casos mais graves
H2 - Fase de Convalescença (semana 4 em diante)
- Redução progressiva da frequência de ataques
- Melhora gradual dos sintomas respiratórios
Tabela: Resumo das fases da coqueluche
| Fase | Duração | Principais sintomas | Diagnóstico comum |
|---|---|---|---|
| Catarral | 1 a 2 semanas | Coriza, espirros, febre baixa, tosse leve | Suspeita clínica inicial |
| Paroxística | 2 a 4 semanas | Tosse paroxística, whooping, vômitos | Diagnóstico confirmatório |
| Convalescença | Semana 4 em diante | Redução da tosse, melhora geral | Seguimento clínico |
Diagnóstico da Coqueluche CID
Como identificar a doença?
O diagnóstico da coqueluche é baseado na anamnese, exame físico e confirmação laboratorial:
Critérios clínicos
- Presença de tosse em acessos, com ou sem whooping
- Inicio súbito de tosse intensa
- Histórico de contato com caso confirmado
Exames laboratoriais
- Sorologia: detectar anticorpos específicos contra Bordetella pertussis.
- Suspeita laboratorial: Cultura de secreções respiratórias, apesar de sua baixa sensibilidade após os primeiros dias de sintomas.
- PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): método mais sensível e utilizado em fase inicial.
Critérios de confirmação
Segundo o Ministério da Saúde, a confirmação laboratorial por PCR ou cultura, juntamente com a história clínica, é fundamental para diagnóstico definitivo.
Tratamento da Coqueluche CID
Abordagem terapêutica
O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, preferencialmente na fase catarral, para reduzir a transmissão e a gravidade.
H3 - Antibioticoterapia
| Antibiótico | Dose | Duração | Observação |
|---|---|---|---|
| Azitromicina | 10 mg/kg/dia (máximo 500 mg/dia) | 5 dias | Primeira escolha em crianças e adultos |
| Claritromicina | 7.5 mg/kg/dia (máximo 500 mg/dia) | 7 dias | Alternativa ao azitromicina |
| Eritromicina | 40 mg/kg/dia (máximo 2 g/dia) | 14 dias | Uso em situações específicas |
H3 - Cuidados de suporte
- Manter hidratação adequada
- Avaliar complicações respiratórias
- Internação em casos graves ou em pacientes imunocomprometidos
Importância do tratamento precoce
"Quanto mais cedo o tratamento iniciado, menor a transmissão e as complicações" (Ministério da Saúde, 2022).
Prevenção e Imunização
Vacina DTPa
A principal estratégia de prevenção é a vacinação. A vacina DTPa (difteria, tétano e pertussis acelular) é administrada na infância e reforços periódicos em adultos.
Calendário vacinal
| Faixa etária | Vacina |
|---|---|
| 2, 4, 6 meses, e reforço aos 15 meses | DTPa (Difteria, Tétano, Pertussis acelular) |
| Reforço aos 4 anos e aos 9 anos | DTPa |
| Adultos (a partir dos 20 anos) | Reforço a cada 10 anos |
Cuidados adicionais
- evitar contato com casos suspeitos ou confirmados
- manter boas técnicas de higiene respiratória
Para informações atualizadas e detalhadas, acesse o site do Ministério da Saúde.
Perguntas Frequentes
1. A coqueluche é contagiosa?
Sim, a coqueluche é altamente contagiosa, principalmente na fase catarral, antes do diagnóstico ser confirmado.
2. A vacina protege totalmente contra a coqueluche?
Não, embora a vacina ofereça boa proteção, não garante imunidade absoluta. É importante manter a vacinação em dia e seguir recomendações de saúde pública.
3. Quais são os riscos de complicações?
As complicações mais comuns incluem pneumonia, convulsões, encefalite e uma agravamento geral do quadro respiratório, podendo levar à mortalidade em grupos vulneráveis.
Conclusão
A coqueluche, representada pelo código CID A36, continua sendo uma doença de relevância global, apesar das campanhas de vacinação. Uma abordagem clínica abrangente, incluindo diagnóstico preciso, tratamento adequado e ações preventivas, é essencial para reduzir sua incidência e impacto, especialmente em crianças pequenas e pessoas não vacinadas.
A conscientização dos profissionais de saúde e da população sobre a importância da imunização, além de ações de controle epidemiológico, são estratégias-chave para manter a coqueluche sob controle.
Referências
Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica: Doenças de Transmissão Respiratória. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/p/pertussis
World Health Organization. Pertussis (Whooping Cough). Disponível em: https://www.who.int/health-topics/pertussis
Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a coqueluche CID, promovendo conhecimentos essenciais para saúde pública e atenção clínica.
MDBF