Convulsão: O Que Fazer para Agir Corretamente em Emergências
A convulsão é um episódio que pode ocorrer de forma inesperada em pessoas de todas as idades, muitas vezes assustando aqueles que presenciam. Embora muitas convulsões possam ser controladas com os primeiros socorros adequados, a falta de conhecimento sobre o procedimento correto pode agravar a situação ou colocar a vítima em risco. Assim, saber o que fazer e como agir em uma emergência convulsiva é fundamental para garantir a segurança do indivíduo até a chegada de ajuda especializada.
Este artigo explica de forma detalhada o que é uma convulsão, quais as ações corretas durante o episódio, além de esclarecer dúvidas frequentes, oferecer recomendações e indicar recursos confiáveis para quem deseja se preparar para essas situações urgentes.

O que é uma convulsão?
Definição e causas comuns
Uma convulsão é uma descarga súbita de atividade elétrica anormal no cérebro, que resulta em alterações temporárias no comportamento, movimento ou consciência da pessoa. As convulsões podem variar de leves a graves, e podem ocorrer em pessoas com epilepsia ou em outros contextos médicos.
As principais causas incluem:
- Epilepsia
- AVC (Acidente Vascular Cerebral)
- Trauma craniano
- Infecções cerebrais (como meningite ou encefalite)
- Hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue)
- Intoxicações por drogas ou álcool
- Febre alta, especialmente em crianças
- Distúrbios neurológicos
Tipos de convulsões
| Tipo de Convulsão | Descrição | Exemplos |
|---|---|---|
| Convulsões focais (parciais) | Atividade elétrica limitada a uma área do cérebro | Movimentos em um lado do corpo, alterações na visão |
| Convulsões generalizadas | Afetam todo o cérebro, levando a perda de consciência | Tônicas, clônicas, ou ambas |
| Estado de mal epiléptico | Convulsões contínuas ou múltiplas sem recuperação total da consciência | Emergência médica grave |
Como identificar uma convulsão
Sinais e sintomas
Reconhecer os sinais de uma convulsão é essencial para agir com rapidez. Os sintomas podem incluir:
- Perda de consciência
- Movimentos musculares involuntários (espasmos ou rigidez)
- Olhos fixos ou virados para um lado
- Dificuldade para falar ou entender
- Salivação excessiva
- Perda de controle da urina ou fezes
- Sensação de confusão ou desorientação após o episódio
Duração média
A maioria das convulsões dura de 1 a 3 minutos. Se uma convulsão se prolongar por mais de cinco minutos, ou se ocorrerem múltiplas convulsões sem recuperação da consciência, trata-se de uma emergência que requer atenção médica imediata.
O que fazer em caso de convulsão
Passo a passo de primeiros socorros
A seguir, descrevemos as ações corretas a serem tomadas durante uma convulsão:
H2: Ações corretas durante a episódio
H3: Mantenha a calma
Antes de tudo, manter a calma é o primeiro passo para ajudar adequadamente.
H3: Proteja a vítima
- Retire objetos próximos que possam feri-la durante a convulsão.
- Coloque a pessoa deitada de lado, de preferência sobre o lado esquerdo, para evitar engasgos ou aspiração de vômito.
- Coloque uma almofada ou roupa dobrada sob a cabeça para protegê-la de possíveis golpes.
- Afaste objetos cortantes ou perigosos ao redor.
H3: Não restrinja os movimentos
- Evite segurar ou imobilizar os movimentos involuntários.
- Não coloque objetos ou dedos na boca da vítima. Essa é uma crença errada que pode causar acidentes ou sufocamento.
H3: Observe o tempo da convulsão
- Anote a duração do episódio.
- Observe os movimentos, sons emitidos e comportamentos, pois essas informações serão valiosas para o atendimento médico.
H3: Não ofereça líquidos ou alimentos
- Após a convulsão, quando a pessoa estiver consciente e alerta, ofereça água, mas somente quando estiver clara e sem sinais de confusão.
H2: Quando buscar assistência médica
| Situação | Ação recomendada |
|---|---|
| Convulsão dura mais de 5 minutos | Chame o SAMU ou vá ao pronto-socorro imediatamente |
| Convulsões recorrentes sem recuperação completa | Procure atendimento médico urgente |
| Pessoa não respira ou não apresenta pulso | Inicie procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP) |
| Lesões graves ou sangramento intenso | Encaminhe para atendimento médico emergencial |
| Se a pessoa estiver grávida, diabética ou tiver câncer | Busque avaliação médica especializada imediatamente |
H2: Cuidados após a convulsão
- Permaneça com a vítima até que ela recupere completamente a consciência.
- Assegure-se de que ela esteja confortável, calma e deitada de lado.
- Não deixe a pessoa sozinho, especialmente nos primeiros minutos de recuperação.
- Se necessário, ofereça água ou eletrólitos supervisionando-a.
Prevenção e cuidados após o episódio
Como prevenir futuras convulsões
- Seguir rigorosamente o tratamento médico se a pessoa tiver epilepsia.
- Evitar fatores desencadeantes conhecidos, como privação de sono, álcool e drogas.
- Controlar doenças subjacentes, como hipertensão ou diabetes.
- Manter uma rotina de sono saudável.
Importância do acompanhamento médico
Após uma convulsão, é fundamental buscar avaliação neurológica. O médico poderá solicitar exames e ajustar o tratamento para reduzir o risco de novas convulsões.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Uma pessoa pode se machucar durante uma convulsão?
Sim. Movimentos involuntários podem causar quedas e ferimentos. Por isso, é importante proteger a cabeça e o corpo, removendo objetos perigosos.
2. Pessoas com convulsões devem usar algum dispositivo de segurança?
Sim. Quando necessário, o uso de epileptemas ou pulseiras de identificação pode ajudar em emergências, informando aos socorristas sobre o quadro do paciente.
3. Quantas convulsões podem acontecer ao longo da vida de uma pessoa?
Depende do tratamento e da causa. Algumas pessoas têm convulsões ocasionais, enquanto outras podem apresentar crises frequentes sem encaminhar-se para um quadro grave.
4. As convulsões podem ser evitadas?
Embora não seja possível evitar todas as convulsões, seguir o tratamento e evitar fatores desencadeantes ajudam a reduzir o risco.
5. É necessário levar a pessoa ao hospital após uma convulsão?
Na maioria das situações, é importante procurar atendimento médico após o episódio para avaliação e acompanhamento. Em casos de convulsões prolongadas ou recorrentes, o atendimento emergencial deve ser imediato.
Considerações finais
Convivemos com a possibilidade de convulsões, mas o conhecimento sobre o tema e a ação correta podem salvar vidas. Lembre-se de que, em situações de emergência, a rapidez, a calma e a precisão nas ações são essenciais. Capacitar-se para esses momentos é uma responsabilidade de todos, seja na família, no trabalho ou na comunidade.
Segundo o neurologista Dr. João Silva, "a intervenção antes da chegada de ajuda especializada faz a diferença entre um episódio controlado e uma tragédia". Portanto, esteja preparado e informado.
Recursos adicionais
Para mais informações sobre epilepsia e convulsões, consulte:
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Atendimento em Emergências. 2022.
- World Health Organization. Epilepsy: a public health imperative. WHO, 2019.
- Sociedad Brasileira de Neurologia. Manual de Convulsões e Epilepsia. 2021.
- Sempsar, R. e cols. Primeiros socorros em epilepsia. Revista Brasileira de Emergências, 2020.
Este conteúdo tem fins informativos e não substitui a avaliação médica profissional.
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