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Convulsão Febril CID: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

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A convulsão febril é uma das condições mais comuns que afetam crianças pequenas, provocando preocupação entre pais e cuidadores. Quando associada ao CID (Classificação Internacional de Doenças), ela recebe o código R56.0, facilitando o diagnóstico e o acompanhamento do paciente. Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que é a convulsão febril CID, abordando suas causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos e fatores de risco. Além disso, responderemos às dúvidas frequentes e forneceremos orientações baseadas em evidências para auxiliar pais, familiares e profissionais de saúde.

O que é a Convulsão Febril CID?

Convulsão febril CID refere-se a episódios de convulsões em crianças que, geralmente, apresentam febre elevada, sem uma causa neurológica subjacente evidente. A codificação CID R56.0 é utilizada para classificação e registros médicos, ajudando na padronização do diagnóstico mundial.

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Definição:
A convulsão febril é uma crise que ocorre em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associada à febre (temperatura corporal acima de 38°C), que não é resultado de uma infecção do sistema nervoso central (SNC) ou de alguma condição neurológica.

Causas da Convulsão Febril CID

Fatores Genéticos

Estudos indicam que a predisposição familiar é comum. Crianças com parentes próximos que tiveram convulsões febris têm maior risco de desenvolver o quadro.

Resposta Imunológica

Durante infecções virais ou bacterianas, o sistema imunológico reage, gerando febre que pode desencadear convulsões em crianças predispostas.

Temperatura elevada

A febre rápida e elevada é um fator desencadeador direto. Algumas crianças podem apresentar convulsões com qualquer aumento súbito na temperatura corporal.

Outras condições

  • Infecções do trato respiratório superior
  • Infecções gastrointestinais
  • Vacinação (raramente)

Sintomas da Convulsão Febril CID

Sintomas Gerais

  • Perda de consciência
  • Movimentos convulsivos generalizados ou parciais
  • Espasmos musculares
  • Perda do controle da bexiga ou intestino
  • Olhar fixo ou desviado
  • Dificuldade para respirar (em alguns casos)

Sintomas associados

  • Febre alta (acima de 38°C)
  • Irritabilidade
  • Sonolência ou agitação
  • Moléstias respiratórias ou infecciosas

Diagnóstico e Classificação

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico principal é clínico, realizado por um médico após observar os sinais de convulsão em criança febril. Não há testes específicos, porém, exames auxiliares podem incluir:

ExameObjetivo
hemograma completoAvaliar quadro infeccioso
glicemiaDetectar hipoglicemia
culturasIdentificar agentes infecciosos
punção lombarAvaliar meningite (quando necessário)
exames de neuroimagemDetectar alterações neurológicas

Classificação da Convulsão Febril CID

De acordo com a CID, as convulsões febris podem ser classificadas em:

TipoDescriçãoCID Correspondente
SimplesConvulsões breves, generalizadas, até 15 minutos, sem recorrência em 24 horasR56.0
ComplexasConvulsões prolongadas (>15 min), focais ou recorrentes em 24 horasR56.0

Tratamentos para Convulsão Febril CID

Tratamento de Emergência

  • Proteção da criança: colocar sobre uma superfície segura
  • Não colocar objetos na boca
  • Manter a calma e monitorar o tempo da crise
  • Administração de medicamentos antiepilépticos (com orientação médica)

Tratamento a longo prazo

  • Uso de medicamentos antiepilépticos em casos de convulsões complexas ou recorrentes
  • Controle da febre com antipiréticos (paracetamol ou dipirona)
  • Tratamento da causa da febre (antibióticos, antivirais)

Cuidados e acompanhamento

  • Avaliação neurológica após o episódio
  • Educando os pais sobre como agir durante uma crise
  • Monitoramento regular com um neurologista pediátrico

Fatores de Risco e Prevenção

Fatores de risco

  • História familiar de convulsões febris
  • Precipitação por febre de início rápido
  • Idade entre 6 meses e 3 anos
  • Infecções recorrentes

Como prevenir?

Embora não exista uma prevenção definitiva, seguir as orientações para o controle da febre e evitar infecções pode reduzir o risco de convulsões febris.

Tabela de Classificação da Convulsão Febril CID R56.0

Tipo de ConvulsãoDescriçãoDuraçãoFrequênciaCID R56.0
SimplesConvulsões generalizadas, breves, sem focosAté 15 minutosÚnica ou várias em 24hR56.0
ComplexaConvulsões focais, prolongadas ou recorrentesMais de 15 minutos ou recorrentesPode ocorrer várias vezesR56.0

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A convulsão febril é perigosa para meu filho?

Em geral, convulsões febris são benignas e não causam danos neurológicos permanentes. No entanto, crises prolongadas ou recorrentes devem ser avaliadas por um médico.

2. Quais sinais indicam que a criança precisa de atendimento de emergência?

Se a criança apresentar crise que dure mais de 5 minutos, não respirar, estiver azulada ou não responder, procure atendimento de emergência imediatamente.

3. Crianças que tiveram convulsão febril precisam de medicação contínua?

Na maioria dos casos, não. Medicação preventiva é reservada para convulsões complexas ou recorrentes. Cada caso deve ser avaliado por um neurologista.

4. A vacinação aumenta o risco de convulsões febris?

Algumas vacinas podem causar febre temporária, o que pode desencadear uma convulsão em crianças predispostas. Contudo, os benefícios da vacinação superam os riscos.

Conclusão

A convulsão febril CID é uma condição comum e, na maior parte dos casos, benigna. Entender suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para garantir a segurança da criança e tranquilizar os pais. A prevenção e o acompanhamento médico adequado propiciam uma melhor qualidade de vida e evitam complicações desnecessárias.

Lembre-se sempre de buscar orientação especializada ao observar sinais de convulsão no seu filho e de seguir as recomendações médicas para manejo e prevenção.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2019.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica – Convulsões Febris. 2020.
  3. Nascimento, A. M. et al. Convulsões febris: aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento. Revista de Neurologia. 2022.
  4. Sociedade Brasileira de Neurologia Pediátrica. Orientações para manejo de convulsões febris. Disponível em: https://sbnp.org.br
  5. Instituto de Medicina do Sono e Neurociências, convulsões em crianças. Consultado em: https://saudebemestar.com.br

Este artigo foi elaborado para fornecer informações claras e confiáveis. Para dúvidas específicas ou casos particulares, consulte um profissional de saúde.