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Constipação Crônica CID: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A constipação crônica é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando a qualidade de vida e causando desconforto constante. Quando associada à Classificação Internacional de Doenças (CID), essa condição recebe atenção especializada, indicando sua gravidade e a necessidade de um tratamento eficaz. Neste artigo, abordaremos as causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos para a constipação crônica CID, oferecendo informações valiosas para quem busca compreender e administrar esse problema de saúde.

Introdução

A constipação é uma condição comum, mas sua versão crônica pode indicar problemas mais sérios, como distúrbios neurológicos, hormonais ou estruturais do intestino. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 14% da população mundial sofre de constipação crônica, afetando a rotina e o bem-estar emocional dos indivíduos.

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A classificação CID (Código Internacional de Doenças) define a constipação crônica sob diversos códigos, dependendo da causa e da gravidade. Entender esses códigos e suas implicações é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento efetivo.

O que é Constipação Crônica CID?

Definição e Classificação

A constipação crônica é caracterizada por evacuações infrequentes, esforço excessivo ou sensação de evacuação incompleta por pelo menos 3 meses consecutivos. A CID relevante para essa condição geralmente inclui os seguintes códigos:

Código CIDDescriçãoObservação
K59.0Constipação funcionalSem causa orgânica aparente
K59.1Fissura anal, hemorróidas, etc.Como causas secundárias
K59.3Constipação de origem neurológicaPode estar associada a distúrbios neurológicos

Diferença entre Constipação Aguda e Crônica

AspectoConstipação AgudaConstipação Crônica
DuraçãoAté 2 semanasMais de 3 meses
Causas comunsDieta pobre, uso de medicamentos, estresseDistúrbios intestinais, neurológicos, hormonais
TratamentoMudanças na dieta, hidratação, medicamentos levesAvaliação médica aprofundada, abordagens multifatoriais

Por que a Classificação CID é importante?

A classificação CID auxilia os profissionais de saúde a selecionar tratamentos específicos e identificar a origem do problema, seja ela funcional, estrutural ou neurológica.

Causas da Constipação Crônica CID

Existem diversas causas que podem levar à constipação crônica, e muitas estão relacionadas a condições específicas segundo a classificação CID.

Causas Funcionais (CID K59.0)

A maioria dos casos de constipação crônica se enquadra na categoria funcional, onde não há uma causa orgânica aparente. Entre as principais causas, destacam-se:

  • Dieta pobre em fibras
  • Baixa ingestão de líquidos
  • Sedentarismo
  • Uso excessivo de laxantes
  • Desregulação neurológica

"A mudança no estilo de vida é frequentemente o primeiro passo para aliviar a constipação funcional." - Dr. João Silva, gastroenterologista

Causas Orgânicas e Estruturais

Algumas condições podem comprometer a motilidade intestinal ou criar obstáculos físicos, como:

  • Hemorroidas e fissuras anais
  • Tumores ou pólipos
  • Doença diverticular
  • Obstruções intestinais
  • Doenças neurológicas como Parkinson e esclerose múltipla

Causas Relacionadas a Distúrbios Neurológicos (CID K59.3)

Distúrbios que comprometem os sinais nervosos responsáveis pelo controle intestinal podem levar à constipação crônica. Exemplos incluem:

  • Diabete
  • Lesões na medula espinhal
  • Acidente vascular cerebral (AVC)

Sintomas da Constipação Crônica CID

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, podendo evoluir para complicações se não tratados adequadamente.

Sintomas Comuns

  • Evacuações infrequentes (menos de três vezes por semana)
  • Esforço excessivo durante a evacuação
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Fezes duras e secas
  • Plenitude abdominal ou inchaço
  • Dor ou desconforto abdominal

Sintomas associados

Dependendo da causa, podem ocorrer:

  • Sangramentos retais
  • Perda de peso não intencional
  • Fadiga
  • Náusea ou vômito (em casos mais graves)

Diagnóstico da Constipação Crônica CID

Para um diagnóstico preciso, é essencial uma avaliação completa por um profissional de saúde. Os principais passos incluem:

Anamnese detalhada

Entender o padrão de evacuação, histórico familiar, uso de medicações e sintomas associados.

Exames complementares

Exames laboratoriais

  • Hemograma completo
  • Exames de tiroide
  • Avaliação de glicemia

Exames de imagem e procedimentos

ExameObjetivo
Enema baritadoAvaliar anatomia do intestino
colonoscopiaVisualizar mucosa e identificar lesões
Manometria anorretalAnalisar a motilidade do colon e do reto
Estudo de trânsito colônicoAvaliar o tempo de passagem do conteúdo pelo intestino

Critérios clínicos para diagnóstico

Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a constipação crônica é diagnosticada quando as queixas persistem por mais de 3 meses e atendem a pelo menos dois critérios de Roma IV.

Tratamentos para Constipação Crônica CID

O tratamento eficaz depende da causa identificada, podendo envolver mudanças no estilo de vida, medicamentos ou intervenções cirúrgicas.

Mudanças no estilo de vida

Dieta rica em fibras

Incluir alimentos como frutas, verduras, cereais integrais e sementes auxilia na formação de fezes mais macias.

Hidração adequada

Consumo de pelo menos 2 litros de água por dia é fundamental para evitar fezes secas.

Atividade física regular

Exercícios como caminhada, corrida ou yoga estimulam a motilidade intestinal.

Tratamento farmacológico

MedicaçãoIndicaçãoObservação
Laxantes bulkingAumentam o volume das fezesUso a longo prazo, deve ser sob orientação
Laxantes osmóticosEstimulam o trânsito intestinalComo lactulose, polietilenoglicol
Laxantes estimulantesEstimulam a musculatura intestinalUso temporário devido a possíveis efeitos colaterais
Reguladores do trânsitoControle do ritmo intestinalComo tegaserode (quando indicado)

Intervenções médicas e cirúrgicas

Em casos mais complexos, pode ser necessária intervenção cirúrgica, como a colectomia com ileostomia, especialmente em distúrbios neurológicos severos ou obstrutivos.

Tratamentos Complementares

  • Terapia comportamental
  • Biofeedback (quando há disfunções musculares do assoalho pélvico)
  • Acupuntura (como terapia complementar)

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A constipação crônica pode ser um sinal de câncer colorretal?

Sim, embora nem toda constipação seja sinal de câncer, alterações persistentes no padrão de evacuação, sangue nas fezes ou perda de peso devem ser avaliadas por um médico.

2. Quanto tempo leva para tratar a constipação crônica CID?

O tempo varia conforme a causa e a gravidade, podendo levar meses de tratamento e mudanças de hábito.

3. É possível prevenir a constipação crônica?

Sim, mantendo uma dieta equilibrada, hidratação adequada, prática regular de exercícios físicos e evitando o uso excessivo de laxantes.

4. Quando procurar um especialista?

Sempre que a constipação persistir por mais de três semanas, estiver associada a sangramento, dor intensa ou perda de peso inexplicada.

Conclusão

A constipação crônica CID é uma condição que exige atenção multidisciplinar para um diagnóstico preciso e tratamento eficaz. Com mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico e, quando necessário, uso de medicamentos específicos, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

A conscientização sobre os sintomas, causas e tratamentos é fundamental para evitar complicações e proporcionar uma abordagem mais humanizada e eficaz. Se você sofre de constipação crônica, procure um profissional de saúde para uma avaliação adequada e inicie o caminho para o bem-estar.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Diretrizes para o tratamento da constipação intestinal. 2021.
  • Organização Mundial da Saúde. Inquérito global sobre saúde intestinal. 2020.
  • Romano, M. et al. Constipação intestinal: diagnóstico e manejo. Revista Brasileira de Gastroenterologia, 2022.
  • Associação Americana de Gastroenterologia

"Conhecimento e atenção são essenciais na abordagem da constipação crônica, que muitas vezes pode ser tratada com estratégias simples e eficazes." – Dr. João Silva