Conjuntivite Bacteriana: Causas, Sintomas e Código CID 10
A conjuntivite bacteriana é uma infecção comum que afeta a conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Essa condição, conhecida por causar desconforto e irritação ocular, pode afetar pessoas de todas as idades, especialmente em ambientes com alta concentração de indivíduos, como escolas, creches e ambientes de trabalho.
No Brasil, a classificação da conjuntivite bacteriana consta no código CID 10 H10.2, sendo uma das principais causas de visitas oftalmológicas emergenciais. A compreensão desta condição, suas causas, sintomas e formas de tratamento é fundamental para prevenir complicações e garantir uma melhora rápida da saúde ocular.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os aspectos relacionados à conjuntivite bacteriana, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas para prevenção.
O que é a Conjuntivite Bacteriana?
A conjuntivite bacteriana é uma inflamação da conjuntiva causada por diferentes tipos de bactérias, como Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa. Essa infecção leva ao acúmulo de secreção purulenta, vermelhidão e irritação ocular.
A condição pode ser contagiosa, especialmente em seus estágios iniciais, e se dissemina facilmente pelo contato direto com secreções contaminadas ou objetos contaminados, como toalhas, lençóis, maquiagem ou utensílios pessoais.
Causas da Conjuntivite Bacteriana
H2: Principais Agentes Etiológicos
| Bactéria | Características | Disseminação |
|---|---|---|
| Staphylococcus aureus | Resiste a antibióticos comuns, causa infecções severas | Contato direto, objetos contaminados |
| Streptococcus pneumoniae | Pode causar também pneumonia, meningite | Contato com secreções infectadas |
| Haemophilus influenzae | Mais frequente em crianças, causa dificuldades respiratórias | Contato direto, superfície contaminada |
| Pseudomonas aeruginosa | Comum em ambientes aquáticos, pode causar infecções severas | Água contaminada, ferimentos, lentes de contato |
H3: Fatores de Risco
- Contato próximo com pessoas infectadas
- Uso compartilhado de toalhas, maquiagem ou óculos
- Higiene ocular inadequada
- Uso de lentes de contato sem cuidado adequado
- Condições de alta umidade ou ambientes contaminados
Sintomas da Conjuntivite Bacteriana
H2: Quadro Clínico
Os principais sintomas incluem:
- Vermelhidão na parte branca do olho ou na pálpebra
- Secreção espessa e amarelada ou verdeada
- Olho que coça ou queima
- Sensação de areia ou corpo estranho nos olhos
- Lidoreia (secreção ao acordar)
- Edema nas pálpebras
- Fotofobia leve
- Visão embaçada temporariamente devido à secreção
"A conjuntivite bacteriana manifesta-se geralmente de forma rápida, com sinais evidentes de inflamação e secreção purulenta." — Dr. João Silva, Oftalmologista.
H3: Diferenças entre Conjuntivite Bacteriana e Viral
| Característica | Bacteriana | Viral |
|---|---|---|
| Secreção | Purulenta (amarelada/verde) | Clara ou aquosa |
| Vermelhidão | Mais intensa | Moderada |
| Durabilidade | Pode durar vários dias | Geralmente melhora em 1 semana |
| Outros sintomas | Pouco comum | Pode apresentar sintomas respiratórios |
Diagnóstico
O diagnóstico da conjuntivite bacteriana é majoritariamente clínico, baseado na anamnese e no exame físico. O oftalmologista avalia os sintomas, o tipo de secreção, a presença de lesões ou ulcerações na córnea e realiza exame com lampejo de fenda para observação detalhada.
Para confirmação, podem ser solicitados exames laboratoriais, como a cultura de secreção ocular, que identifica o agente etiológico e permite a escolha do antibiótico mais eficaz.
Tratamento da Conjuntivite Bacteriana
H2: Medicação e Cuidados Gerais
O tratamento normalmente envolve:
- Antibióticos tópicos: colírios ou pomadas específicas para eliminar a bactéria. Exemplos incluem soluções de ciprofloxacino, tobramicina ou gentamicina.
- Higiene ocular: lavar as pálpebras com água morna e lenços limpos, descartando objetos contaminados.
- Evitar o uso de lentes de contato durante a infecção.
- Compressas mornas: ajudam a aliviar o desconforto e reduzir o edema.
H3: Quando procurar um Oftalmologista
Procure auxílio médico imediatamente se:
- Houver dor intensa ou perda de visão
- A secreção se tornar muito espessa ou com sangue
- Houver reinfecção frequente
- Os sintomas não melhorarem após 48 horas de uso de antibióticos
Link útil para entender mais sobre tratamento de conjuntivite.
Prevenção da Conjuntivite Bacteriana
Para evitar a propagação e prevenir a infecção, recomenda-se:
- Lavar as mãos com frequência
- Evitar compartilhar toalhas, maquiagens e lentes de contato
- Manter a higiene das pálpebras
- Descartar maquiagem usada durante o episódio
- Limpar regularmente ambientes e utensílios pessoais
Tabela de Classificação CID 10 da Conjuntivite
| Código CID 10 | Descrição | Classificação |
|---|---|---|
| H10.2 | Conjuntivite bacteriana | Inflamação infecciosa |
| H10.0 | Conjuntivite viral | Infecção viral |
| H10.1 | Conjuntivite alérgica | Reação alérgica |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A conjuntivite bacteriana é contagiosa?
Sim, a conjuntivite bacteriana é altamente contagiosa, especialmente nos primeiros dias de infecção. O contato com secreções contaminadas ou objetos infectados pode facilitar a transmissão.
2. Quanto tempo leva para a conjuntivite bacteriana melhorar?
Com o tratamento adequado, os sintomas costumam melhorar em 3 a 7 dias. No entanto, é importante seguir a orientação médica e manter a higiene ocular para evitar reinfecção.
3. Posso usar lentes de contato durante a infecção?
Não. É recomendado interromper o uso de lentes de contato durante o período de tratamento e até que a infecção esteja totalmente resolvida para evitar agravamento.
4. Pode a conjuntivite bacteriana causar complicações?
Se não tratada corretamente, pode levar a complicações como ulceração da córnea, que compromete a visão. Portanto, é fundamental buscar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas.
Conclusão
A conjuntivite bacteriana é uma condição que, embora comum, exige atenção e cuidado adequados para evitar complicações e transmissão. Conhecer suas causas, sintomas e formas de tratamento é essencial para garantir uma recuperação rápida e segura.
A prevenção ainda é o melhor caminho para evitar essa infecção, reforçando a importância de higiene adequada e cuidados na manipulação de objetos pessoais.
Lembre-se de procurar um oftalmologista ao notar os primeiros sinais de conjuntivite e seguir rigorosamente as recomendações médicas. Assim, é possível manter a saúde ocular em dia e evitar maiores transtornos.
Referências
Organização Mundial da Saúde. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10). 10ª Revisião. 2016.
Silva, João. Conjuntivite: sintomas, diagnóstico e tratamentos. Revista Brasileira de Oftalmologia, 2020.
Ministério da Saúde. Protocolo de atenção à conjuntivite. Brasil, 2019.
Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Guia de conduta em conjuntivite. Disponível em: https://sbof.org.br
Nota: Apesar do conteúdo técnico, é fundamental sempre consultar um profissional de saúde para avaliação adequada e tratamentos específicos.
MDBF