Enxaqueca: Como Saber Se Você Está Com Este Problema de Saúde
A enxaqueca é uma das dores de cabeça mais comuns e debilitantes enfrentadas por milhões de pessoas ao redor do mundo. Apesar de ser amplamente conhecida, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como identificar corretamente essa condição e diferenciar uma enxaqueca de uma dor de cabeça comum. Este artigo foi desenvolvido para esclarecer essas dúvidas, apresentando sintomas, diferenças, fatores de risco, tratamentos e dicas para identificar se você pode estar sofrendo de enxaqueca.
Se você já sentiu dores de cabeça intensas, acompanhadas de outros sintomas, este material é essencial para entender melhor sua condição e buscar orientações médicas adequadas.

O que é enxaqueca?
A enxaqueca é uma condição neurológica caracterizada por dores de cabeça recorrentes, geralmente intensas, acompanhadas de uma série de sintomas adicionais. Diferentemente de uma dor de cabeça comum, a enxaqueca costuma apresentar uma fase de aura e pode durar de algumas horas até vários dias, comprometendo significativamente a rotina do paciente.
Causas e fatores de risco
Apesar de a causa exata da enxaqueca ainda não ser totalmente compreendida, sabe-se que fatores genéticos, ambientais e hormonais desempenham um papel importante. Algumas condições que aumentam o risco de desenvolver enxaqueca incluem:
- Histórico familiar de enxaqueca
- Estresse e ansiedade
- Mudanças hormonais, especialmente em mulheres
- Dieta inadequada
- Franqueza com o sono
- Consumo de cafeína, álcool e tabaco
- Estímulos sensoriais intensos
Como saber se tenho enxaqueca? Os principais sintomas
Reconhecer uma enxaqueca pode ser desafiador, pois seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. A seguir, apresentamos os sinais mais comuns que indicam essa condição.
Sintomas principais
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Dor de cabeça pulsante | Geralmente na região temporal ou frontal, com sensação de batida ou pulso forte |
| Intensidade da dor | Pode variar de moderada a severa, muitas vezes incapacitante |
| Lado da dor | Frequentemente em um lado da cabeça, mas pode afetar ambos |
| Náusea e vômito | Sintomas comuns, principalmente em crises intensas |
| Sensibilidade a luz e som | Aumenta durante as crises, levando à necessidade de escurecer e repousar |
| Aura | Percepções visuais, sensoriais ou de fala que antecedem ou acompanham a dor |
| Duração | De 4 a 72 horas, se não tratado adequadamente |
Aura enxaquecosa
A aura aparece em aproximadamente 25% a 30% dos casos. Pode incluir sintomas como:
- Pontos ou linhas brilhantes
- Luzes piscando
- Dormência ou formigamento nos membros ou rosto
- Dificuldade de falar ou entender palavras
Como diferenciar uma enxaqueca de uma dor de cabeça comum?
| Característica | Dor de cabeça comum | Enxaqueca |
|---|---|---|
| Intensidade | Leve a moderada | Moderada a severa |
| Localização | Geralmente difusa | Focada em um lado, ou ambos |
| Pulsação | Rara | Comum |
| Sintomas acompanhantes | Ausentes ou leves | Náuseas, sensibilidade, aura, piora com atividade física |
| Duração | Algumas horas | Até 72 horas |
| Frequência | Variável | Pode ser episódica ou crônica |
Como diagnosticar a enxaqueca?
O diagnóstico da enxaqueca é clínico e baseado na história do paciente e nos sintomas apresentados. Não há exames específicos que confirmem a condição, mas o médico pode solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor de cabeça.
Critérios clínicos segundo a Sociedade Internacional de Cefaleia
De acordo com os critérios da IHS – International Headache Society, a enxaqueca é diagnosticada quando:
- Apresenta, pelo menos, cinco crises que atendam aos seguintes critérios:
- Dor de cabeça ataques recorrentes com duração entre 4 a 72 horas
- Pelo menos dois dos seguintes critérios:
- Dor unilateral, pulsante, de intensidade moderada a severa
- Sintomas de agravamento com atividades físicas
- Associada a náusea e/ou vômito ou fotofobia e fonofobia
Como tratar e prevenir a enxaqueca?
O tratamento enfoca no alívio dos sintomas durante as crises e na prevenção de futuras ocorrências.
Tratamentos comuns
- Medicamentos analgésicos: dipirona, paracetamol, ibuprofeno
- Medicamentos específicos para enxaqueca: triptanos, ergotamina
- Mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, sono regular, gerenciamento do estresse
Dicas de prevenção
| Medida | Descrição |
|---|---|
| Identificação de gatilhos | Evitar alimentos específicos, estresse, mudanças hormonais |
| Manutenção de rotina | Horários de sono, alimentação e atividades físicas constantes |
| Técnicas de relaxamento | Meditação, yoga, terapia cognitivo-comportamental |
| Consultas regulares | Acompanhamento médico especializado |
Quando procurar um médico?
Procure ajuda médica se:
- As dores de cabeça começaram repentinamente ou aumentaram de intensidade
- As dores de cabeça ocorrem com outros sintomas neurológicos, como visão turva, fraqueza ou confusão
- Os episódios começam a influenciar sua rotina diária de forma significativa
- Existem dúvidas sobre o diagnóstico ou o tratamento adequado
Perguntas Frequentes
1. A enxaqueca pode ser prevenível?
Sim. Mudanças no estilo de vida e o controle de fatores desencadeantes podem reduzir a frequência e a intensidade das crises.
2. Qual é a diferença entre enxaqueca e cefaleia tensional?
A cefaleia tensional costuma ser uma dor de cabeça mais leve e em faixa ao redor da cabeça, sem sintomas de aura ou náusea. A enxaqueca, por outro lado, é mais intensa, pulsante e frequentemente acompanhada de sintomas adicionais.
3. A enxaqueca é uma doença hereditária?
Sim. A predisposição genética é um fator importante na ocorrência da enxaqueca.
4. Existe cura para enxaqueca?
Não há cura definitiva, mas o tratamento adequado e mudanças no estilo de vida podem controlar os sintomas de forma eficaz.
Conclusão
Reconhecer a enxaqueca é fundamental para garantir uma abordagem adequada e melhorar a qualidade de vida. Se você suspeita que sofre com esse problema, procure um neurologista ou especialista em dores de cabeça para uma avaliação detalhada. Lembre-se de que, com o tratamento correto e atenção a fatores de risco, é possível conviver melhor com essa condição.
Como dizia o renomado neurologista Dr. João Pereira:
"Conhecer os sintomas e os gatilhos da enxaqueca é o primeiro passo para uma vida com menos dor e mais qualidade."
Referências
- Sociedade Brasileira de Cefaleia. Enxaqueca: guia para pacientes. Disponível em: https://www.sbrec.org.br/
- Sociedade Internacional de Cefaleia. Critérios de diagnóstico da enxaqueca. Disponível em: https://ihs-headache.org/
- Instituto de Cefaleia e Dor de Cabeça. Tratamento e prevenção. Acesso em: 2023.
Este artigo foi desenvolvido para fornecer informações gerais. Consultar um profissional de saúde é fundamental para obter diagnóstico e tratamento adequados.
MDBF