Como Saber Se Tem Sífilis: Sintomas, Diagnóstico e Cuidados
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) que, se não tratada, pode levar a complicações graves de saúde. Apesar de ser uma condição conhecida há muitos séculos, ela ainda representa um desafio para a saúde pública mundial, incluindo o Brasil. Por isso, entender os sinais, o diagnóstico correto e os cuidados necessários é fundamental para prevenir suas consequências. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada como saber se tem sífilis, os sintomas, métodos de diagnóstico e os cuidados essenciais.
Introdução
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode ser transmitida por contato sexual direto, pela mãe para o bebê durante a gestação (sífilis congênita) ou pelo contato com feridas infectadas. Apesar de sua prevalência, muitas pessoas não sabem identificar os sinais iniciais ou acreditam que não estão infectadas. Por isso, a conscientização e os exames periódicos são essenciais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 6 milhões de casos novos de sífilis ocorram globalmente por ano, sendo uma doença que pode ser curada facilmente se diagnosticada a tempo.
Como Saber se Tem Sífilis?
A melhor forma de descobrir se você está infectado é realizando exames específicos. Os sinais clínicos podem variar dependendo do estágio da doença, tornando o diagnóstico clínico desafiador sem suporte de testes laboratoriais.
Sintomas iniciais (Primária)
O estágio primário apresenta um sinal típico: feridas indolores, chamadas de cancro, que surgem geralmente na região genital, anal ou na boca. Essas feridas desaparecem espontaneamente após algumas semanas, mas a infecção permanece no organismo.
Sintomas secundários
Se não tratado, o estágio secundário ocorre algumas semanas ou meses após o inicial, apresentando sinais como manchas na pele, febre, fadiga, dores de cabeça, dor de garganta e aumento dos gânglios linfáticos.
Sintomas terciários
Em fases avançadas, podem ocorrer complicações neurológicas, cardíacas e cutâneas, além de lesões nos ossos e outros órgãos. Entretanto, muitas pessoas permanecem assintomáticas por anos.
Como Diagnosticar a Sífilis
A confirmação da sífilis requer exames laboratoriais específicos que detectam a presença da bactéria ou os anticorpos produzidos em resposta à infecção. Os principais testes incluem:
| Tipo de Teste | Descrição | Quando usar |
|---|---|---|
| Teste não treponêmico | Detecta anticorpos semi-quantitativos (ex: VDRL, RPR) | Rastreamento inicial em casos de suspeita ou exames em rotina |
| Teste treponêmico | Detecta anticorpos específicos contra Treponema pallidum (ex: FTA-Abs, TPHA) | Confirmação diagnóstica após teste não treponêmico negativo ou positivo |
Processo de diagnóstico
- Avaliação clínica: análise dos sintomas e histórico sexual.
- Exames laboratoriais: realização de testes de sangue, teste não treponêmico na fase inicial e teste treponêmico para confirmação.
- Testes complementares: em casos de sífilis congênita ou complicações neurológicas, podem ser solicitados exames de líquor, exames de imagem e outros.
A importância do diagnóstico precoce
Detectar e tratar a sífilis precocemente evita complicações graves e evita a transmissão para outras pessoas. Como destacou o Dr. Rafael Loyola, especialista em DSTs, “o diagnóstico precoce é o melhor caminho para prevenir danos irreversíveis à saúde”.
Cuidados e Tratamento
A sífilis é uma doença curável com antimicrobianos, preferencialmente penicilina. O tratamento deve ser indicado por um profissional de saúde e realizado de acordo com o estágio da infecção.
Cuidados após o diagnóstico
- Seguir rigorosamente a prescrição médica.
- Abster-se de relações sexuais durante o tratamento.
- Realizar exames de acompanhamento para verificar a cura.
- Notificar os parceiros sexuais para que também realizem avaliação e tratamento, prevenindo reinfecções.
Prevenção
Dentre as principais ações preventivas estão:
- Uso consistente de preservativos.
- Realização de exames periódicos, especialmente em funções sexuais de risco.
- Comunicação aberta com parceiros sexuais.
- Vacinação contra doenças que possam agravar quadros de DSTs.
Perguntas Frequentes
1. A sífilis pode ser confundida com outras doenças?
Sim. Os sintomas iniciais podem lembrar infecções de pele, herpes ou até candidíase. Por isso, exames laboratoriais são essenciais para o diagnóstico correto.
2. Como saber se estou curado após o tratamento?
Após o tratamento, exames de sangue devem ser realizados periodicamente para monitorar a redução dos anticorpos. A cura é confirmada quando os testes de anticorpos se tornam negativos ou estabilizados em níveis baixos según orientação médica.
3. Pode a sífilis ser transmitida por contato não sexual?
Embora seja mais comum por contato sexual, há relatos de transmissão através do contato com feridas infectadas ou de mãe para o bebê durante a gestação.
4. Qual a relação entre sífilis e HIV?
Pessoas com sífilis têm maior risco de adquirir HIV devido às lesões na pele e mucosas. Além disso, a coinfecção pode complicar o tratamento de ambas as doenças.
Conclusão
Saber se tem sífilis envolve estar atento aos sinais do corpo, realizar exames laboratoriais e seguir as orientações médicas. A doença, apesar de antiga, continua presente e pode gerar sérias complicações caso não seja diagnosticada e tratada corretamente. A prevenção é o melhor caminho, incluindo o uso de preservativos e a realização de exames periódicos.
Lembre-se: a realização de exames é rápida, acessível e fundamental para cuidar da sua saúde. Se você suspeita estar infectado ou apresentou qualquer sinal de alerta, procure um profissional de saúde imediatamente.
Referências
- Ministério da Saúde. (2022). Guia de Bolso DST/Aids. Disponível em: https://portalms.saude.gov.br
- Organização Mundial da Saúde. (2021). Sexually transmitted infections (STIs). Disponível em: https://www.who.int
Lembre-se: A prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas. Não ignore os sinais do seu corpo e mantenha seus exames em dia!
MDBF