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Diástase Abdominal: Como Identificar Sinais e Diagnóstico Efetivo

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A diástase abdominal é uma condição que afeta muitas mulheres, especialmente após a gravidez, mas também pode ocorrer em homens e pessoas que passaram por rápidas mudanças de peso ou exercícios físicos inadequados. Conhecer os sinais e a forma correta de diagnóstico é fundamental para buscar tratamento adequado e evitar complicações futuras. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente como saber se você tem diástase abdominal, apresentando sinais, métodos de diagnóstico, dicas e informações importantes para o seu bem-estar.

Introdução

A saúde do core, ou músculos do centro do corpo, é essencial para uma postura correta, estabilidade e funcionalidade no dia a dia. Quando há uma separação excessiva dos músculos retos do abdômen, conhecido como diástase, essa estabilidade pode ser comprometida, levando a dores, hérnias e dificuldades durante atividades cotidianas.

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Segundo a fisioterapeuta especializada em saúde da mulher, Dra. Ana Paula Souza, "a detecção precoce da diástase abdominal é fundamental para orientar o tratamento adequado e prevenir complicações futuras".

Se você suspeita que pode estar sofrendo com essa condição, continue a leitura para entender como identificar os sinais e realizar um diagnóstico eficaz.

O que é a diástase abdominal?

A diástase abdominal ocorre quando os músculos retos do abdômen, que vão do esterno até o púbis, se separam na linha média, formando uma espécie de "vácuo" ou espaço entre eles. Essa separação é natural durante a gravidez, para acomodar o crescimento do bebê, mas pode persistir após o parto ou desenvolver-se devido a fatores como obesidade, obesidade ou esforço físico inadequado.

Causas da diástase abdominal

  • Gravidez (especialmente em gestações múltiplas)
  • Ganho de peso rápido
  • Prática excessiva de exercícios abdominais incorretos
  • Pós-operatórios de cirurgias abdominais
  • Obesidade
  • Enfraquecimento muscular geral

Como saber se tem diástase abdominal: sinais e sintomas

Reconhecer a diástase abdominal pode ser simples se você estiver atento aos sinais. A seguir, apresentamos os principais indícios que podem indicar essa condição.

Sinais mais comuns

  • Protuberância ao colaborar com uma pressão abdominal
    Quando a pessoa faz um esforço para elevar o tronco ou os membros superiores, uma protuberância ou "bolsa" pode surgir no centro do abdômen.

  • Dificuldade para realizar exercícios abdominais
    Dor ou sensação de fraqueza ao tentar contrair os músculos do abdômen.

  • Sensação de fraqueza ou flacidez na região abdominal
    Perda de firmeza na parede abdominal, causando uma sensação de inchaço ou peso.

  • Dores lombares frequentes
    A instabilidade do core pode levar a dores na região inferior das costas.

  • Hérnias ou protrusões na região do abdômen
    Em casos mais sérios, a separação pode facilitar a saída de órgãos ou tecidos.

  • Alterações na postura
    Inclinação anterior do tronco, ombros curvados e dificuldade de manter a postura correta.

Como palpitar a diástase: método prático

Um método comum para verificar a diástase é a autoavaliação, realizada da seguinte forma:

Passo a passo para autoavaliação

  1. Deite-se de costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.

  2. Coloque uma mão atrás da cabeça ou ao lado do corpo, e a outra mão sobre o centro do abdômen, logo acima do umbigo.

  3. Inspire profundamente, contraindo suavemente os músculos do abdômen.

  4. Ao expirar, posicione os dedos na linha média do abdômen, aproximadamente acima do umbigo, e pressione levemente para dentro.

  5. Peça para alguém ajudar, se possível, para palpitar a região enquanto você realiza a contração abdominal.

  6. Se ao pressionar e contrair o abdômen, você notar uma separação de mais de 2,7 cm (ou três dedos empilhados), pode indicar diástase.

Como realizar o diagnóstico de forma profissional

Embora a autoavaliação seja um primeiro passo útil, o diagnóstico preciso deve ser feito por um profissional especializado, como um fisioterapeuta, ginecologista ou cirurgião geral. Ele utilizará métodos mais específicos para medir a extensão da separação e determinar a necessidade de tratamento.

Métodos utilizados por profissionais

MétodoDescriçãoVantagens
Exame físico manualAvaliação com palpação na linha média do abdômen, medindo a separação.Rápido, acessível e de baixo custo.
UltrassonografiaImagem que mostra a amplitude da diástase em milímetros ou centímetros.Mais preciso, especialmente em casos complexos.
Teste funcionalAvaliação do funcionamento dos músculos durante atividades específicas.Ajuda a entender o impacto na rotina.

Quando procurar um especialista

  • Se a separação tiver mais de 2,7 cm (ou três dedos empilhados).
  • Se houver dor, hérnia ou sensação de fraqueza persistente.
  • Se notar protrusão ou alterações na postura.
  • Para orientações sobre fisioterapia ou cirurgia, caso necessário.

Como prevenir e tratar a diástase abdominal

Prevenção e tratamento são essenciais para evitar que a diástase progrida ou cause complicações. Algumas dicas incluem:

Cuidados durante e após a gravidez

  • Realizar exercícios específicos indicados por profissionais de saúde.
  • Evitar esforços excessivos ou exercícios inadequados.
  • Manter uma alimentação equilibrada para evitar ganho ou perda de peso repentino.

Tratamento fisioterapêutico

O acompanhamento com um fisioterapeuta especializado pode ajudar na recuperação da força abdominal e fechamento da diástase. Técnicas comuns incluem:

  • Exercícios de fortalecimento do core.
  • Técnicas de respiração correta.
  • Treinamento de músculos superficiais e profundos do abdômen.

Cirurgia de correção

Naqueles casos em que a diástase é severa ou associada a hérnias, a cirurgia pode ser indicada para unir novamente os músculos e reparar a parede abdominal.

Tabela de classificação da diástase abdominal

Grau da DiástaseDistância entre os músculos retos (cm)Indicação de tratamento
Leve1,5 a 2,7 cmFisioterapia e cuidados leves
Moderada2,7 a 5 cmFisioterapia intensificada
GraveAcima de 5 cmPode necessitar cirurgia

Fonte: Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Assoalho Pélvico

Perguntas Frequentes

1. A diástase abdominal pode desaparecer sozinha?

Sim, em alguns casos leves, especialmente após o período de recuperação pós-parto, a diástase pode diminuir com o fortalecimento muscular adequado e fisioterapia. Entretanto, casos mais severos geralmente requerem intervenção profissional.

2. A diástase abdominal prejudica a estética?

Dependendo do grau, a diástase pode causar uma protuberância visível na região do abdômen, afetando a estética e a autoestima. Felizmente, com tratamento, esse problema pode ser minimizado ou resolvido.

3. Pode fazer exercícios abdominais se tiver diástase?

Sim, desde que sob orientação de um fisioterapeuta para evitar fortalecer os músculos de maneira incorreta e piorar a condição.

4. Como prevenir a diástase durante a gravidez?

Realizar exercícios específicos recomendados por profissionais, manter uma alimentação equilibrada e evitar esforços desnecessários ajudam na prevenção.

Conclusão

Saber identificar os sinais de diástase abdominal é fundamental para buscar tratamento precoce e evitar complicações. A autoavaliação pode ajudar a entender se há necessidade de procurar um profissional, mas o diagnóstico preciso deve ser feito por um especialista capacitado.

A prática de exercícios adequados, acompanhamento fisioterapêutico e cuidados com a postura e esforço físico são essenciais para garantir a saúde do seu core e a qualidade de vida. Lembre-se: a atenção à sua saúde abdominal é um investimento que traz benefícios a longo prazo.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Assoalho Pélvico. Guia de avaliação da diástase abdominal. Link Relevante
  2. Ministério da Saúde. Orientações para o cuidado pós-parto. Brasil.

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