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Como Saber se o Recém-Nascido Está com Cólica: Dicas Essenciais

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A chegada de um recém-nascido é um momento repleto de alegrias, mas também de muitas dúvidas para os pais e cuidadores. Entre os diversos desafios que surgem nessa fase, identificar se o bebê está com cólica é um dos mais comuns e preocupantes. As cólicas podem causar bastante desconforto ao recém-nascido e, por consequência, preocupação aos responsáveis, que muitas vezes se perguntam: "Meu bebê está com cólica? Como posso identificar?"

Este artigo foi elaborado para ajudar pais, mães e cuidadores a reconhecerem os sinais de cólica em recém-nascidos, oferecer dicas práticas para amenizar o desconforto e esclarecer dúvidas frequentes relacionadas ao tema.

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O que é cólica em recém-nascidos?

Antes de entender como identificar a cólica, é importante compreender o que ela realmente é.

Definição de cólica

A cólica em recém-nascidos é uma condição comum, caracterizada por episódios de dor abdominal que ocorrem frequentemente nas primeiras semanas de vida. Ela é definida como episódios de choro intenso, aparentemente sem motivo aparente, que acontecem geralmente no final do dia ou à noite.

Causas possíveis

Apesar de não haver uma causa específica única, algumas hipóteses incluem:

  • Distúrbios na digestão;
  • Sensibilidade a certos alimentos na dieta materna ou fórmula;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Excesso de gás ou ar no intestino;
  • Desenvolvimento do sistema digestivo.

Como saber se o recém-nascido está com cólica?

Reconhecer os sinais de cólica é fundamental para oferecer suporte ao bebê e aliviar seu desconforto. A seguir, apresentamos os principais sinais de que seu filho pode estar passando por uma crise de cólica.

Sinais e sintomas de cólica em recém-nascidos

SinalDescriçãoO que observar
Choro intenso e prolongadoChoro que dura mais de 3 horas por dia, pelo menos 3 dias por semana, nas mesmas horasO bebê fica excessivamente chorando, parecer inquieto ou inconsolável
Postura agitada ou arquear as costasCriança fica com as costas arqueadas, pernas dobradas ou inquietação geralMovimentos corporais expressando desconforto
Dificuldade para acalmarDificuldade em tranquilizar o bebê mesmo após tentativas de confortoTentativas de colocar o bebê no colo, massagear ou oferecer chupeta não funcionam
Enchimento ou distensão abdominalBexiga ou barriga achatada, sensível ao toqueUma barriga rígida ou visível distensão abdominal
Gases excessivosSoltar gases ou engolir ar frequentementeBebê eructando ou com gases visíveis durante ou após as crises
Mudanças no sonoSonolência excessiva ou, ao contrário, dificuldade para dormirMudanças no padrão de sono, com episódios de agitação

Como diferenciar cólica de outros problemas

Embora o choro intenso seja comum na cólica, é importante distinguir esse sintoma de outras condições, como:

  • Infecção
  • Refluxo severo
  • Alergias alimentares
  • Problemas de ouvido

Citação:
"A cólica é uma condição transitória e, na maioria dos casos, desaparece por volta dos 3 a 4 meses de idade." — Pediatra Dra. Ana Silva

Dicas práticas para aliviar a cólica do recém-nascido

Embora a cólica não tenha uma cura definitiva, há várias estratégias para reduzir o desconforto do bebê.

Dicas para os pais e cuidadores

1. Massagens abdominais

Massagens suaves na região do abdômen ajudam a liberar gases e aliviar a dor. Use movimentos circulares, no sentido horário, com a ponta dos dedos.

2. Posicionamento adequado

Colocar o bebê com a barriga para cima, de preferência de bruços por alguns minutos (sempre sob supervisão). Também pode-se experimentar apoiá-lo na posição vertical, na altura do ombro, para ajudar na expulsão de gases.

3. Banho morno

O banho com água morna pode relaxar os músculos e ajudar a aliviar as dores. Além disso, é uma oportunidade de carinho e contato físico, fortalecendo o vínculo.

4. Alimentação consciente

Se a mãe estiver amamentando, ela deve evitar alimentos que possam causar gases, como alho, repolho ou feijão, conforme orientação do médico ou nutricionista. Para bebês alimentados com fórmula, verificar a composição também é recomendado.

5. Técnicas de distração

Músicas suaves, pequenos passeios de carrinho ou brincadeiras sensoriais podem ajudar a distrair o bebê e diminuir o choro.

Quando procurar ajuda médica

Se o choro for acompanhado de febre, vômitos persistentes, diarreia, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, é fundamental procurar um médico imediatamente.

Tratamentos recomendados e cuidados

Algumas opções médicas podem ser indicadas pelo pediatra, como:

  • Uso de glicerina ou produtos específicos para gases
  • Probióticos para ajudar na saúde intestinal
  • Avaliação de intolerâncias alimentares

Importante: Nunca administre medicamentos sem orientação médica. O uso de fitoterápicos ou medicamentos caseiros pode ser prejudicial ao recém-nascido.

Perguntas frequentes

1. A cólica é comum em todos os recém-nascidos?

Sim, a maioria dos bebês apresenta episódios de cólica nos primeiros meses de vida, especialmente entre o segundo e o terceiro mês.

2. Quanto tempo dura uma crise de cólica?

Geralmente, as crises podem durar de 30 minutos a 3 horas, ocorrendo várias vezes por semana.

3. A cólica pode indicar algum problema grave?

Na maioria dos casos, não. No entanto, se o choro for incessante, acompanhado de outros sintomas como febre ou vômito, procure um médico.

4. Existe alguma alimentação que ajuda a evitar as cólicas?

Não há uma garantia para evitá-las, mas evitar alimentos que possam causar gases na mãe que amamenta pode ajudar.

5. Posso usar remédios caseiros para aliviar as cólicas?

Sempre consulte o pediatra antes de administrar qualquer medicamento ou remédio caseiro.

Conclusão

Reconhecer os sinais de cólica em recém-nascidos é fundamental para proporcionar o conforto ao bebê e tranquilizar os pais. Os principais sintomas incluem choro intenso, postura agitada, gases e distensão abdominal. Embora seja uma fase temporária, as estratégias de cuidado, massagem, posicionamento e atenção às necessidades do bebê podem fazer toda a diferença para aliviar o desconforto.

Lembre-se sempre de consultar um profissional de saúde para orientações personalizadas e evitar automedicação. O vínculo de confiança com o pediatra é essencial para garantir o bem-estar do seu filho e atravessar essa fase com mais calma e segurança.

Referências

Este artigo tem fins informativos e não substitui a orientação de um profissional de saúde.