Como Saber Se Estou Com Alguma DST: Sintomas, Diagnóstico e Cuidados
As infecções sexualmente transmissíveis (DSTs) representam um importante desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 milhão de novas infecções por DSTs são registradas diariamente em todo o planeta, evidenciando a necessidade de conscientização, prevenção e diagnóstico precoce. Muitas pessoas, no entanto, desconhecem os sinais de que podem estar infectadas ou têm receio de procurar ajuda médica, o que pode agravar a situação. Este artigo visa esclarecer como saber se você está com alguma DST, abordando sintomas, diagnóstico, cuidados e formas de prevenção.
O que são DSTs?
DSTs, ou infecções sexualmente transmissíveis, são doenças que se transmitem através do contato sexual desprotegido, seja vaginal, anal ou oral. Algumas DSTs podem ser transmitidas também por contato com sangue ou de mãe para filho durante a gestação ou parto. Entre as mais comuns estão gonorreia, clamídia, sífilis, herpes genital, HPV, HIV e hepatites B e C.

Como detectar uma DST: sinais e sintomas
Muitas DSTs apresentam sintomas leves ou inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico. Por isso, é fundamental realizar exames periódicos caso você seja sexualmente ativo. A seguir, confira os principais sinais e sintomas que podem indicar uma DST.
Sintomas comuns
| Sinal ou Sintoma | DSTs que podem estar associados |
|---|---|
| Corrimento vaginal ou peniano | Gonorreia, clamídia, tricomoníase |
| Feridas, úlceras ou lesões | Herpes genital, sífilis |
| Dor ao urinar | Gonorreia, clamídia, herpes, sífilis |
| Coceira ou queimação | Herpes, candidíase, tricomoníase |
| Lesões ou manchas na pele | HPV, sífilis |
| Hemorragias inesperadas | HPV, herpes, sífilis, câncer de colo do útero (em alguns casos) |
| Dor durante as relações | Herpes, gonorreia, clamídia |
| Sensação de formigamento ou queimação | Herpes, HPV |
Sintomas menos comuns ou assintomáticos
Algumas DSTs podem não apresentar sintomas evidentes, o que reforça a importância do acompanhamento médico e realização de exames. Pessoas infectadas podem transmitir a doença mesmo sem saber.
Como saber se você tem uma DST: diagnóstico
O diagnóstico correto é essencial para o tratamento adequado. A seguir, apresentamos as principais formas de identificar uma DST.
Exames laboratoriais
- Teste de sangue: destinado a detectar HIV, hepatites B e C, sífilis e outras infecções.
- swab ou amostra de secreção: coletados na região genital, boca ou ânus para identificar gonorreia, clamídia, herpes e HPV.
- Exame de urina: utilizado em alguns casos de clamídia e gonorreia.
- Biópsia de lesão: em casos de lesões suspeitas de HPV, herpes ou câncer.
Como fazer o diagnóstico?
Procure um profissional de saúde ao perceber sintomas ou após contato sexual de risco. O médico poderá solicitar os exames necessários e orientar sobre o procedimento mais adequado. Além disso, é recomendado realizar exames laboratoriais periodicamente, mesmo sem sintomas, principalmente para indivíduos sexualmente ativos ou após múltimos parceiros.
Cuidados e prevenção
Prevenir DSTs é a melhor estratégia para manter a saúde sexual em dia. Confira algumas dicas importantes:
Uso de preservativos
O uso correto do preservativo de látex ou poliuretano é a forma mais eficaz de prevenir a transmissão de muitas DSTs. Deve ser utilizado em todas as relações sexuais, incluindo sexo oral, anal e vaginal.
Testes regulares
Realizar exames periódicos ajuda na detecção precoce de infecções e evita complicações. Pessoas com múltiplos parceiros ou que não usam preservativos com frequência devem aumentar a frequência dos testes.
Vacinação
Vacinas como a contra o HPV, hepatite B e hepatite A são essenciais na prevenção de algumas DSTs.
Comunicação aberta
Converse abertamente com seus parceiros sobre saúde sexual, histórico de DSTs e a necessidade de realizar exames.
Quais cuidados tomar se for diagnosticado com uma DST?
- Siga as orientações médicas rigorosamente e complete o tratamento prescrito.
- Informe os parceiros sobre o diagnóstico para que também sejam avaliados e tratados, se necessário.
- Evite relação sexual até o fim do tratamento para evitar reinfecção ou transmissão.
- Pratique sexo seguro após o tratamento, utilizando preservativos.
- Realize exames de acompanhamento indicados pelo profissional.
Perguntas Frequentes
1. Como saber se uma DST é grave?
Nem toda DST apresenta sintomas gravemente perceptíveis, mas algumas podem evoluir para complicações sérias, como infertilidade, câncer ou transmissão para o bebê durante a gestação. Por isso, exames regulares são essenciais, mesmo sem sintomas.
2. Posso ter uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas DSTs são assintomáticas, motivo pelo qual a realização de exames periódicos é fundamental para quem mantém vidas sexuais ativas.
3. Como evitar a reinfecção após o tratamento?
Após o tratamento, é importante evitar contatos sexuais até que ambos os parceiros estejam livres da infecção, além de usar preservativos em todas as relações.
4. Quanto tempo leva para uma DST se manifestar após a exposição?
O período de incubação varia dependendo do agente infeccioso, podendo ir de alguns dias até várias semanas ou meses.
Conclusão
Saber se você está com alguma DST exige atenção aos sinais do seu corpo, realização de exames periódicos e diálogo aberto com os parceiros e profissionais de saúde. A prevenção com uso de preservativos, vacinação e hábitos saudáveis contribui para reduzir o risco de contrair ou transmitir essas infecções. Caso perceba qualquer sintoma ou tenha dúvida, não hesite em procurar um médico para o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Cuide da sua saúde sexual e mantenha uma vida plena e segura.
Referências
- WHO. (2023). Sexually transmitted infections (STIs). Organização Mundial da Saúde. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sexually-transmitted-infections-(stis)
- Ministério da Saúde. (2022). Conheça as DSTs: Como prevenir e tratar. Governo Federal. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/dst-e-aids
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). HPV e câncer de colo do útero. https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer-do-colo-do-utero
Lembre-se: previna-se, faça exames regularmente e procure ajuda médica ao menor sinal de alerta.
MDBF