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Como Fazer os Cálculos de Demissão: Guia Prático e Atualizado

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A demissão de um colaborador é um momento delicado tanto para o empregador quanto para o funcionário. Além de exigirem uma conversa transparente, os cálculos corretos garantem que todos os direitos sejam respeitados e evitam possíveis problemas jurídicos. Neste artigo, apresentaremos um guia completo sobre como fazer os cálculos de demissão de forma adequada, atualizada com a legislação vigente e as melhores práticas do mercado.

Introdução

A realização de cálculos de demissão envolve a consideração de diversos fatores trabalhistas, como férias proporcionais, 13º salário proporcional, aviso prévio, multas e outros direitos adquiridos pelo empregado. Uma equação mal feita pode gerar prejuízo financeiro ou problemas jurídicos para a empresa. Por isso, entender passo a passo como fazer esses cálculos é fundamental para gestores, RHs e contadores.

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Segundo o Ministério do Trabalho, "a clareza e precisão nos cálculos trabalhistas contribuem para um ambiente de trabalho mais justo e transparente"[^1].

Vamos explorar os principais aspectos do cálculo de demissão de forma detalhada e prática.

O que deve ser considerado nos cálculos de demissão?

Antes de iniciar os cálculos, é importante levantar as informações do trabalhador:

  • Tempo de serviço na empresa;
  • Salário atual;
  • Benefícios adicionais (se houver);
  • Data da admissão e desligamento;
  • Tipo de rescisão (com ou sem justa causa);
  • Aviso prévio (indenizado ou trabalhado).

Com esses dados em mãos, podemos seguir para os passos do cálculo.

Passo a passo para calcular uma demissão

1. Verificar o tempo de serviço

O cálculo dos direitos rescisórios depende do tempo de casa do funcionário. Quanto maior o período, maior será o pagamento de certos benefícios, como férias e 13º salário proporcionais.

2. Categorizar o tipo de rescisão

  • Demissão sem justa causa
  • Demissão com justa causa
  • Pedido de demissão

Cada tipo envolve diferentes cálculo de direitos e multas.

3. Cálculo do aviso prévio

O aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado. Segundo a legislação vigente, a regra geral é:

  • 30 dias para até 1 ano de serviço;
  • Acrescenta-se 3 dias por ano adicional de trabalho, até o limite de 90 dias.

Exemplo:

Tempo de serviçoAviso prévio (dias)
1 ano30 dias
3 anos36 dias
5 anos42 dias

Caso o aviso seja indenizado, seu valor corresponde ao salário integral do empregado.

4. Cálculo das férias proporcionais

Férias proporcionais são de 1/12 avos por mês trabalhado no período aquisitivo incompleto ou na rescisão.

Fórmula:

Férias proporcionais = (Salário / 12) x meses trabalhados após o último período de férias

5. Cálculo do 13º salário proporcional

Semelhante às férias, considera-se o tempo trabalhado no ano da rescisão.

Fórmula:

13º proporcional = (Salário / 12) x meses trabalhados no ano da demissão

6. Multa de 40% do FGTS (quando aplicável)

Na demissão sem justa causa, a empresa deve pagar uma multa de 40% sobre o saldo do FGTS do trabalhador, além do saque do valor na conta vinculada.

7. Outras verbas devidas

Dependendo da situação, podem existir adicionais, horas extras pendentes, sentimentais ou rescisórias específicas.

Tabela Resumo de Valores

ItemCálculoValor Estimado
Salário Baseinformado na admissãoR$ X.XXX,XX
Aviso prévio (indenizado)Salário x dias de aviso (30 ou mais)R$ Y.YYY,YY
Férias proporcionais(Salário / 12) x meses trabalhados após o último período de fériasR$ Z.ZZ,ZZ
13º salário proporcional(Salário / 12) x meses trabalhados no ano da demissãoR$ W.WW,WW
Multa de 40% do FGTS40% do saldo do FGTSR$ S.SS
Outras verbas (Horas extras, etc.)VariávelVariável

Como realizar o cálculo completo: exemplo prático

Vamos supor que um funcionário foi contratado há 3 anos e 4 meses, com um salário de R$ 3.000,00 e foi demitido sem justa causa.

Dados iniciais:

  • Salário: R$ 3.000,00
  • Tempo de trabalho: 3 anos e 4 meses
  • Aviso prévio: 33 dias (considerando 3 anos + 4 meses)
  • Saldo do FGTS: R$ 4.500,00 (exemplo)

Cálculo passo a passo:

a) Aviso prévio:

  • Salário: R$3.000,00
  • Aviso: 33 dias -> 1 mês e 3 dias
  • Valor: R$3.000,00 (proporcional ao aviso)

b) Férias proporcionais:

  • Meses trabalhados após último período de férias: 4 meses
  • Cálculo: (3.000 / 12) x 4 = R$ 1.000,00

c) 13º salário proporcional:

  • Meses trabalhados no ano: 4 meses
  • Cálculo: (3.000 / 12) x 4 = R$ 1.000,00

d) Multa do FGTS:

  • 40% de R$ 4.500,00 = R$ 1.800,00

Resumo dos valores:

ItemValor
Aviso prévio (indenizado)R$ 3.000,00
Férias proporcionaisR$ 1.000,00
13º proporcionalR$ 1.000,00
Multa FGTSR$ 1.800,00

Total de verbas rescisórias:

R$ 6.800,00 (sem considerar descontos ou deduções específicas)

Perguntas Frequentes

1. Como calcular o aviso prévio proporcional?

O aviso prévio proporcional é estabelecido pela legislação, acrescentando 3 dias por ano trabalhado, até um limite de 90 dias. Por exemplo, um funcionário com 5 anos de casa teria direito a 42 dias de aviso prévio (30 + 12).

2. Quais direitos do trabalhador na demissão por justa causa?

Na demissão por justa causa, o trabalhador não tem direito ao aviso prévio, férias proporcionais, 13º proporcional ou multa de 40% do FGTS. No entanto, ainda pode receber valores devidos por horas extras, férias vencidas e outros direitos.

3. É obrigatório realizar cálculos precisos na rescisão?

Sim. A precisão evita problemas jurídicos, multas e prejuízos financeiros. Utilizar uma planilha de cálculo ou softwares especializados é altamente recomendado.

4. Onde posso consultar a legislação atualizada?

O site do Ministério do Trabalho e Emprego oferece informações atualizadas e orientações oficiais sobre cálculos trabalhistas.

Conclusão

Realizar os cálculos de demissão de forma consciente e precisa é essencial para garantir o cumprimento da legislação trabalhista e evitar complicações futuras. Conhecendo os passos, as variáveis e utilizando ferramentas adequadas, empregadores e profissionais de RH podem assegurar uma rescisão justa e transparente.

Lembre-se sempre de consultar fontes oficiais e manter-se atualizado com as mudanças na legislação. Um cálculo bem feito é uma demonstração de respeito aos direitos do trabalhador e uma prática que fortalece a reputação da sua empresa.

Referências

[^1]: Ministério do Trabalho e Emprego. "Guia de Cálculos Trabalhistas", 2023. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos/calculos-rescisorios

Note: Este artigo é uma compilação de orientações gerais e não substitui a consulta a um profissional especializado em direito trabalhista ou contabilidade.