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Autoexame da Mama: Como Detectar Câncer Precoce de Forma Simples

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Detectar o câncer de mama precocemente pode fazer toda a diferença no tratamento e na sobrevivência da paciente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o autoexame da mama é uma ferramenta importante, complementando a rotina de acompanhamento médico, especialmente para mulheres com risco aumentado. Apesar de não substituir a mamografia ou outros exames médicos, o autoexame é uma prática simples, acessível e que pode ajudar na identificação de alterações suspeitas, facilitando a busca por orientação especializada. Neste artigo, vamos explicar passo a passo como fazer o autoexame, esclarecer dúvidas frequentes e oferecer dicas importantes para que você possa cuidar melhor da sua saúde.

Por que fazer o autoexame da mama?

O autoexame da mama é uma prática de autojaqueamento que permite às mulheres identificar alterações incomuns, como nódulos, secreções ou alterações na pele. Essa rotina diária ou semanal é fundamental porque:

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  • Estimula o conhecimento do próprio corpo;
  • Facilita a identificação precoce de sinais de câncer;
  • Promove maior autonomia na saúde feminina;
  • Complementa os exames médicos periódicos.

Segundo o Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP), a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura e redução de tratamentos invasivos.

Como fazer o autoexame da mama: passo a passo

Quando fazer o autoexame?

  • Melhor período: Uma sugestão comum é realizar o autoexame uma semana após o início da menstruação, quando os hormônios estão mais equilibrados. Mulheres que já têm menopausa podem escolher um dia fixo, como o primeiro dia do mês.
  • Frequência: Recomenda-se fazer o autoexame uma vez por mês, para criar o hábito e conhecer bem as suas mamas.

Como fazer o autoexame da mama: etapas principais

1. Observação visual das mamas

Antes de tocar, observe as suas mamas no espelho, com os braços relaxados ao lado do corpo e depois com os braços levantados.

Procure por:

Sinal de alertaO que fazer
Alterações na peleVermelhidão, enrugamento ou pele com aspecto de casca de laranja
Assimetria entre as mamasUma mama destoar da outra em tamanho ou formato
Alterações no mamiloInverções, secreções ou retrações
Edema ou feridas na peleLesões, feridas que não cicatrizam, diferenças visuais nas mamas

2. Palpação das mamas na posição deitada

Deite-se de costas para espalhar melhor o tecido mamário e facilitar a palpação.

Procedimento:

  • Use a ponta dos dedos médios, com movimentos leves e circulares.
  • Palpando toda a mama, da clavícula até a altura do abdômen, e do meio do peito até a axila.
  • Faça movimentos suaves e de diferentes sentidos (circulares, verticais e horizontais).

3. Palpação na posição de pé ou sentada

  • Fique de pé ou sentada, com as mãos na cintura.
  • Palpe as mamas no mesmo padrão de movimentos feitos deitado.
  • Verifique se há alguma alteração, nódulo ou sensibilidade diferenciada.

Como explorar diferentes áreas

Área da mamaTécnica sugerida
Quadrantes superioresCubra a região superior da mama com movimentos circulares suaves.
Quadrantes inferioresExplore até a região próxima às costelas.
MamiloVerifique secreções ou alterações na pele ao redor; pode pressionar suavemente.

Dicas adicionais para o autoexame

  • Faça o autoexame em um ambiente bem iluminado e de preferência na posição de frente para um espelho.
  • Use os dedos médios, de forma confortável e suave.
  • Sinta toda a superfície da mama, incluindo axilas, onde também podem surgir nódulos.
  • Seja paciente e cuidadosa; repita o procedimento mensalmente para maior conhecimento do seu corpo.

Quando procurar um médico?

Procure um especialista caso observe algum dos seguintes sinais:

  • Nódulo ou caroço na mama ou axila;
  • Secreções, especialmente com sangue;
  • Alterações na cor ou na textura da pele;
  • Inversão do mamilo;
  • Feridas que não cicatrizam.

Lembre-se: mesmo que a alteração seja percebida em um autoexame, o diagnóstico definitivo só pode ser feito por um profissional.

Tabela: Sintomas que podem indicar a presença de câncer de mama

SintomaDescriçãoQuando procurar um médico
Caroço ou nóduloPresença de uma região endurecida ou irregular na mama ou axilaSe persistir por mais de duas semanas
Secreções não típicasSecreção sanguinolenta ou com odor desagradávelSempre que perceber alguma secreção incomum
Modificação na peleVermelhidão, descamação ou enrugamentoCaso perceba alterações visíveis na pele
Mudança no formato da mamaInversão do mamilo ou deformidadesDessa forma, procurar atendimento médico
Dor na mama ou na axilaDor persistente ou aumento de sensibilidadeAvaliar com um especialista

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O autoexame substitui a mamografia?

Não. O autoexame é uma ferramenta de autocuidado que ajuda na percepção de mudanças, mas a mamografia continua sendo o método mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama, especialmente em mulheres acima de 40 anos ou com fatores de risco.

2. Com que frequência devo fazer o autoexame?

Recomenda-se fazer o autoexame uma vez ao mês, preferencialmente na mesma fase do ciclo menstrual ou em um dia fixo, para melhor reconhecimento do seu corpo.

3. Como tenho certeza de que estou fazendo corretamente?

Seguindo as orientações passo a passo apresentadas nesta reportagem, o procedimento deve ser funcional. Caso tenha dúvidas ou sinta insegurança, consulte um profissional de saúde para uma orientação personalizada.

4. Quem tem risco aumentado deve fazer o autoexame?

Sim. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, portadoras de mutações genéticas ou fatores de risco devem fazer o autoexame e manter um acompanhamento médico mais próximo.

Conclusão

O autoexame da mama é uma prática simples, acessível e fundamental para o autocuidado feminino. Conhecer seu corpo, perceber qualquer alteração e procurar ajuda especializada cedo podem salvar vidas. Lembre-se de que a prevenção, aliada a exames periódicos recomendados por especialistas, é a melhor estratégia na luta contra o câncer de mama.

Mantendo essa rotina de cuidado e atenção, você aumenta suas chances de detectar qualquer anormalidade na fase inicial, quando as possibilidades de sucesso no tratamento são maiores.

Referências

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