Como Fazer Densitometria Óssea: Guia Completo e Passo a Passo
A saúde óssea é um aspecto fundamental para o bem-estar geral, especialmente em populações mais envelhecidas, onde a osteoporose e outras doenças ósseas se tornam mais prevalentes. A densitometria óssea é um exame diagnóstico que permite avaliar a densidade mineral dos ossos, contribuindo para a prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças osteometabólicas, como a osteoporose.
Se você está buscando entender como fazer densitometria óssea, este guia completo irá esclarecer todas as suas dúvidas, passando pelo procedimento, preparação, indicações, resultados e cuidados relacionados.

Introdução
A densitometria óssea é um exame não invasivo, rápido e preciso, essencial para identificar riscos de fraturas e verificar a saúde de seus ossos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico precoce da osteoporose pode reduzir significativamente as chances de fraturas, que muitas vezes resultam em complicações graves, especialmente em idosos.
Neste artigo, você aprenderá passo a passo como fazer densitometria óssea, quais exames são utilizados, quem deve fazer, como se preparar e interpretar os resultados.
O que é a densitometria óssea?
A densitometria óssea, também conhecida como DXA ou DEXA (dupla absorptiometria de raios-x de corpo inteiro), mede a quantidade de minerais minerais, principalmente cálcio e fósforo, presentes nos ossos. O exame avalia a densidade mineral óssea (DMO) e gera um escore que indica a saúde óssea do paciente.
Indicações para fazer o exame
- Pessoas com risco de osteoporose
- Mulheres pós-menopausa
- Idosos
- Pessoas com doenças que afetam o metabolismo ósseo
- Pacientes que já tiveram fraturas
- Pessoas em uso prolongado de corticoides
Como fazer densitometria óssea: passo a passo
Passo 1: Agendamento do exame
O primeiro passo consiste em procurar um centro de diagnóstico ou clínica especializada. É possível agendar a densitometria via telefone ou plataforma online. Recomenda-se consultar um médico antes, para avaliar se é necessário fazer o exame.
Passo 2: Orientação médica
O médico avaliará seu histórico clínico, fatores de risco e solicitará o exame se julgar necessário. A partir daí, você receberá orientações específicas sobre a preparação.
Passo 3: Preparação para o exame
Para garantir resultados precisos, o paciente deve seguir algumas recomendações:
Regras de preparação
| Recomendação | Justificativa |
|---|---|
| Evitar uso de contrastes e medicamentos específicos | Alguns medicamentos podem interferir na leitura do exame |
| Informar se estiver grávida | Para evitar exposição à radiação em gestantes |
| Não fazer o exame após refeições pesadas | Para evitar desconforto durante o procedimento |
| Manter rotina habitual de atividades físicas | Evitar alterações na densidade óssea temporariamente |
Passo 4: Realização do exame
No dia do procedimento, você deve:
- Comparecer com roupas confortáveis, sem acessórios metálicos ou joias (que podem interferir na leitura)
- Seguir as orientações do técnico de radiologia
- O exame dura cerca de 10 a 30 minutos, dependendo da região a ser avaliada
Passo 5: Execução do exame propriamente dito
O técnico posicionará o paciente na máquina, que utiliza raios-X de baixa dose para coletar as imagens. Os exames mais comuns são de coluna lombar, quadril e, às vezes, o escaneamento total de corpo, dependendo da necessidade.
Passo 6: Análise e emissão do laudo
Após a captura das imagens, um radiologista ou especialista em densitometria interpretará os resultados, avaliando os escore T e Z, e enviará para o médico solicitante.
Interpretação dos resultados
| Escore | Significado | Descrição |
|---|---|---|
| T-score | Comparação com jovens adultos saudáveis | Utilizado para diagnóstico de osteoporose |
| Z-score | Comparação com adultos da mesma idade | Auxilia na investigação de causas secundárias |
Categorias segundo o T-score
| Classificação | T-score | Risco Associado |
|---|---|---|
| Normal | -1,0 ou acima | Ossos saudáveis; risco baixo de fraturas |
| Osteopenia (queda de densidade óssea) | Entre -1,0 e -2,5 | Risco moderado de fraturas |
| Osteoporose | -2,5 ou abaixo | Alto risco de fraturas; necessidade de tratamento |
Cuidados após a realização do exame
O procedimento não exige repouso ou cuidados especiais posteriores. Você pode retomar suas atividades normais imediatamente.
Onde fazer densitometria óssea?
A densitometria pode ser realizada em clínicas, hospitais e postos de saúde equipados com o equipamento adequado. É importante verificar se o local possui credenciamento e profissionais qualificados.
Dica: Procure por centros que ofereçam a análise por profissionais reconhecidos, garantindo maior precisão nos resultados.
Por que fazer densitometria óssea?
Realizar o exame periodicamente permite monitorar a saúde óssea, ajustar tratamentos e prevenir fraturas. Segundo o Dr. João Silva, especialista em reumatologia, “o diagnóstico precoce de osteoporose pode ser a diferença entre uma fratura e uma vida normal, especialmente na população idosa.”
Perguntas Frequentes
1. Quem deve fazer a densitometria óssea?
Pessoas com fatores de risco como envelhecimento, uso de corticosteroides, histórico familiar de osteoporose, mulheres pós-menopausa e pessoas que já tiveram fraturas.
2. Com que frequência devo fazer o exame?
Geralmente, recomenda-se a realização a cada 2 anos, mas a periodicidade deve ser orientada pelo seu médico, dependendo do risco individual e dos resultados anteriores.
3. A densitometria é segura?
Sim. A radiação utilizada é de baixa dose, similar à de uma radiografia de tórax, sendo segura para a maioria das pessoas.
4. Quanto custa uma densitometria óssea?
O valor varia dependendo da região e do estabelecimento, podendo variar de R$ 150 a R$ 400. Verifique seus planos de saúde, pois muitos cobrem o exame.
5. Quais exames podem substituir a densitometria?
Nenhum exame substitui completamente a densitometria, mas testes laboratoriais e avaliação clínica ajudam na análise do risco.
Conclusão
A densitometria óssea é um exame fundamental para a avaliação da saúde dos ossos, especialmente em populações com maior risco de osteoporose. Seguindo os passos descritos neste guia, você poderá realizar o procedimento com tranquilidade e obter informações valiosas sobre sua densidade mineral óssea.
A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações futuras, e a densitometria é uma ferramenta eficaz nesse sentido.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Diretrizes para o diagnóstico da osteoporose. Disponível em: WHO Osteoporosis Guidelines
- Sociedade Brasileira de Reumatologia. Manual de Densitometria Óssea. Disponível em: SBReumatologia
Lembre-se: sempre consulte seu médico para orientações específicas e acompanhamento adequado.
MDBF