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Como Entrar Com Pedido de Pensão Alimentícia: Guia Completo

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A pensão alimentícia é um direito fundamental que garante o sustento de filhos, cônjuges ou ex-cônjuges que necessitam de apoio financeiro. Muitas pessoas enfrentam dúvidas ao buscar essa assistência, seja na situação de divórcio, separação ou reconciliação. Este guia completo foi criado para orientar quem deseja entrar com um pedido de pensão alimentícia, explicando os passos, requisitos, documentos necessários e dicas para um processo bem-sucedido.

Seja você quem for — pai, mãe, ex-cônjuge ou responsável legal — entender como funciona esse procedimento é essencial para garantir seus direitos e o bem-estar daqueles que dependem de você. A seguir, detalharemos tudo o que você precisa saber para ingressar com uma ação de pensão alimentícia de forma segura e eficiente.

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O que é a pensão alimentícia?

A pensão alimentícia representa um valor destinado ao sustento de alguém que não possui recursos suficientes para cobrir suas necessidades básicas, como alimentação, educação, saúde e moradia. Ela pode ser solicitada por:

  • Filhos menores ou maiores incapazes;
  • Cônjuge ou ex-cônjuge;
  • Dependentes em geral.

O valor da pensão é definido com base na necessidade de quem a requer e na capacidade financeira de quem irá pagar.

Quem pode solicitar a pensão alimentícia?

Filhos menores ou maiores incapazes

São os principais beneficiários da pensão, enquanto ainda estiverem sob responsabilidade dos responsáveis legais.

Cônjuge ou ex-cônjuge

Quando há necessidade de manutenção, principalmente após o divórcio ou separação, o cônjuge pode requerer pensão alimentícia.

Outros dependentes

Dependentes sem recursos próprios, como pais idosos ou parentes com deficiência, também podem solicitar pensão alimentícia.

Como entrar com um pedido de pensão alimentícia: passo a passo

1. Reunir documentos essenciais

Antes de ingressar na justiça, é importante reunir toda a documentação que comprove as necessidades de quem irá receber e a capacidade financeira de quem irá pagar. São eles:

Documentos NecessáriosDescrição
Documento de identificação (RG, CNH)Comprovação de identidade
Comprovantes de renda (contracheques, declaração de IR)Comprove renda de quem paga
Certidão de nascimento dos filhosPara comprovar vínculo familiar
Comprovantes de despesas (contas, recibos)Para demonstrar necessidades financeiras
Pensão de alimentos anterior (se houver)Para atualização ou continuidade do benefício

2. Consultar um advogado especializado

Embora seja possível ingressar com ação sem advogado, a orientação de um profissional é altamente recomendada para garantir que o pedido seja bem fundamentado e evitar erros que possam prejudicar seu direito.

3. Elaborar a petição inicial

A petição deve conter:

  • Identificação das partes (requerente e requerido);
  • Fundamentação legal do pedido;
  • Detalhamento das necessidades do beneficiário;
  • Declaração de renda do responsável;
  • Valor pretendido de pensão (não é obrigatório definir um valor exato);
  • Requerimento para que o juiz determine a pensão.

4. Protocolar a ação na vara competente

A ação pode ser ajuizada na comarca onde residem as partes. Após protocolar a petição, o processo começará a tramitar.

5. Audiência de conciliação e instrução

Na maioria dos casos, há uma audiência para tentativa de conciliação. Se as partes chegarem a um acordo, este será homologado pelo juiz. Caso contrário, seguirá para julgamento.

6. Sentença e cumprimento

Se o juiz julgar procedente o pedido, emitirá uma sentença determinando o valor da pensão. A partir de então, a parte requerida deverá cumprir a decisão, sob pena de execução.

Como calcular o valor da pensão alimentícia?

Não há um valor fixo para a pensão: ele é determinado com base na renda de quem vai pagar e nas necessidades de quem irá receber. Segundo o artigo 1.695 do Código Civil:

“Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitam para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às despesas de sua educação.”

Fatores considerados pelo juiz

  • Renda do pagador;
  • Necessidades do beneficiário;
  • Número de pessoas a serem alimentadas;
  • Padrão de vida previamente mantido.

Exemplo de tabela de valores de referência:

Renda mensal do responsávelPercentual aproximado destinado à pensão
Até R$ 2.000,0020% a 30% do rendimento
Entre R$ 2.001,00 e R$ 5.000,0015% a 20% do rendimento
Acima de R$ 5.000,0010% a 15% do rendimento

Nota: o percentual é uma orientação e pode variar conforme o caso.

Dicas importantes para quem deseja solicitar pensão alimentícia

  • Seja transparente: preencha corretamente os documentos e informações.
  • Busque a mediação: muitas vezes, um acordo amigável evita longos processos.
  • Tenha paciência: processos judiciais podem levar meses até a decisão final.
  • Aja com responsabilidade: o valor definido deve ser compatível com a renda do responsável.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quanto tempo leva para o pedido de pensão ser julgado?

O prazo varia conforme a complexidade do caso e a comarca, mas, em geral, pode levar de três a seis meses.

2. É possível alterar o valor da pensão após o julgamento?

Sim. Caso haja mudança na renda de quem paga ou nas necessidades do beneficiário, pode-se solicitar uma revisão do valor.

3. O que fazer se o responsável não pagar a pensão judicialmente determinada?

É possível solicitar a execução da sentença, podendo, inclusive, haver incidência de juros e multa.

4. É necessário pagar um advogado particular?

Não obrigatoriamente. Quando não puder pagar, pode solicitar assistência jurídica gratuita ao Defensor Público.

Conclusão

Entrar com um pedido de pensão alimentícia é um procedimento importante para garantir o sustento digno de quem depende de você. Conhecer cada etapa, os documentos necessários e os critérios utilizados ajudará a tornar o processo mais claro e tranquilo. Recorde-se que buscar orientação jurídica especializada aumenta as chances de sucesso e evita futuros transtornos.

Lembre-se de que a pensão alimentícia não é apenas uma obrigação legal, mas um ato de responsabilidade e solidariedade com aqueles que mais necessitam.

Referências

Se precisar de mais informações ou de um acompanhamento profissional, consulte um advogado especializado em Direito de Família para uma orientação personalizada e segura.