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Como e as Feridas da Sífilis: Orientações e Cuidados

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A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que, apesar de ser antiga, continua sendo um problema de saúde pública global. Um dos principais sintomas iniciais da sífilis são as feridas, muitas vezes confundidas com outras lesões de pele ou infecções. Conhecer como são essas feridas, seus sinais, cuidados e tratamentos é fundamental para evitar complicações e disseminação da doença.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente como são as feridas da sífilis, suas características, formas de identificação, cuidados necessários e orientações para quem foi diagnosticado ou suspeita de infecção. Além disso, responderemos às perguntas mais comuns e forneceremos informações essenciais para a prevenção.

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Introdução

A sífilis foi classificada como uma das doenças infecciosas mais antigas e persistentes ao longo da história. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que aproximadamente 6 milhões de novos casos de sífilis sejam registrados globalmente a cada ano. No Brasil, a doença ainda apresenta alta incidência, especialmente em populações vulneráveis.

Um dos marcos iniciais da infecção é a formação de feridas, também chamadas de cancro ou úlceras sifilíticas, que aparecem na fase primária. Essas feridas representam um sinal importante de que a infecção foi contraída e, por isso, sua identificação rápida é essencial para tratamento adequado e prevenção da transmissão.

Como são as feridas da sífilis: características e identificação

H3: Características gerais das feridas sifilíticas

As feridas da sífilis na fase primária apresentam características específicas que facilitam sua identificação:

  • Forma: Úlcera ou cancro, geralmente de formato arredondado ou oval.
  • Tamanho: Pode variar de alguns milímetros a mais de 2 centímetros de diâmetro.
  • Borda: Margens raised (levantadas), com uma borda regular e bem definida.
  • Superfície: Pode apresentar uma base limpa, lisa ou com secreção, mas sem dor na maioria dos casos.
  • Cor: Normalmente, de cor avermelhada ou semelhante ao tecido circundante.
  • Localização: Geralmente aparece na região genital, boca, ânus ou outras áreas expostas ao contato sexual.

H3: As fases da ferida na sífilis

A evolução das feridas da sífilis ocorre em diferentes fases:

FaseDescriçãoCaracterísticas Principais
PrimáriaAparece cerca de 3 semanas após o contato sexual.Ferida única ou múltipla, indolor, de bordas elevadas.
SecundáriaPode ocorrer semanas ou meses após a primeira ferida cicatrizar.Manifestações cutâneas, incluindo lesões em várias partes do corpo e feridas em boca.
LatentePeríodo assintomático, sem feridas visíveis.Ausência de sinais visíveis, mas a infecção persiste.
TerciáriaPode surgir anos após a infecção inicial, afetando órgãos internos e gerando lesões graves.Lesões em ossos, pele, sistema nervoso, entre outros.

Como as feridas da sífilis se diferenciam de outras lesões

H3: Diferenças entre as feridas da sífilis e outras infecções

CaracterísticasFeridas na sífilisHerpes GenitalCandidíase Oral
DorGeralmente indolor; pode ocorrer dor na fase secundária.Dolorosas ou desconfortáveis.Não há feridas, apenas lesões brancas.
Localização comumRegião genital, boca, ânus.Região genital, boca.Boca, língua, gengiva.
FormaÚlcera de bordas elevadas, arredondadas.Vesículas que evoluem para feridas.Placas brancas, não ulcerações.
Tempo de aparecimentoApós 3 semanas do contato.Após alguns dias a semanas.Progressivamente, com sintomas de coceira ou queimação.
Relação com dorGeralmente insensível.Dolorosas ou desconfortáveis.Sem feridas, apenas lesões brancas.

Cuidados e tratamentos para as feridas da sífilis

H3: Como proceder ao identificar uma ferida suspeita

Caso identifique uma ferida compatível com descrições acima, o ideal é procurar imediatamente um profissional de saúde. O diagnóstico precoce garante uma cura eficaz com tratamento adequado.

H3: Tratamento médico

O tratamento padrão para a sífilis consiste na administração de penicilina, seja por injeção ou via oral, dependendo do estágio da doença. O tratamento deve continuar sob acompanhamento médico, evitando complicações e reinfecção.

H3: Cuidados adicionais

  • Higiene adequada: Manter a área afetada limpa e seca.
  • Evitar contato direto: Não tocar ou tentar remover as feridas.
  • Relacionamentos sexuais: Abster-se de atividades sexuais até a cura completa.
  • Acompanhamento: Realizar exames de acompanhamento para garantir a cura.

H3: Prevenção

  • Uso de preservativos durante as relações sexuais.
  • Realizar exames de rotina regularmente.
  • Educação sexual para evitar comportamentos de risco.
  • Vacinação contra outras ISTs, quando disponível.

Tabela: Resumo das principais características das feridas da sífilis

AspectoDescrição
InícioCerca de 3 semanas após contato sexual.
FormaÚlcera arredondada, indolor.
LocalizaçãoRegião genital, boca, ânus.
BordaElevada, bem definida.
DorGeralmente insensível.
EvoluçãoCicatriza espontaneamente em algumas semanas, mesmo sem tratamento.

Perguntas Frequentes

Como saber se a ferida da sífilis é grave?

Se a ferida permanecer por mais de três semanas, aumentar de tamanho, apresentar secreção ou estiver acompanhada de outros sintomas como febre, manchas na pele ou dor de cabeça, procure um médico imediatamente.

Posso transmitir a sífilis mesmo sem feridas visíveis?

Sim. Embora as feridas na fase primária sejam as principais vias de transmissão, a sífilis pode ser transmitida também por outras vias, especialmente durante a fase secundária, quando há disseminação do agente na corrente sanguínea, por isso a prevenção e realização de exames periódicos são essenciais.

Como é o acompanhamento após o tratamento?

Após o tratamento, é necessário repetir exames de sangue em intervalos recomendados pelo médico, geralmente após 3, 6 e 12 meses, para assegurar que a infecção foi completamente curada.

Conclusão

As feridas da sífilis representam o sinais mais evidentes de uma fase inicial da infecção, sendo fundamentais para o diagnóstico precoce. Essas feridas geralmente são indolores, de borda elevada e localizadas principalmente na região genital, boca ou ânus, surgindo cerca de três semanas após o contato sexual.

O tratamento, feito principalmente com penicilina, é eficaz quando iniciado rapidamente. Assim, a conscientização, o uso de preservativos e a realização de exames regulares são medidas essenciais para prevenir a transmissão e complicações da doença.

Lembre-se: O diagnóstico precoce salva vidas. Se suspeitar de alguma ferida ou sintomas relacionados, procure uma unidade de saúde para avaliação adequada.

Referências

  1. World Health Organization (WHO). Sexually transmitted infections (STIs). Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sexually-transmitted-infections-(stis)
  2. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde: Infecção pelo Treponema pallidum. Disponível em: https://www.saude.gov.br/

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica especializada. Em caso de suspeita ou sintomas, procure uma unidade de saúde imediatamente.