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Como Age a Pílula do Dia Seguinte: Entenda Como Funciona

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A pílula do dia seguinte é um método de emergência utilizado por mulheres que desejam evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual sem proteção ou quando houve falha de outro método contraceptivo. Apesar de sua ampla utilização, ainda há muitas dúvidas sobre seu funcionamento, eficácia e quando deve ser utilizada. Este artigo visa esclarecer como age a pílula do dia seguinte, apresentando informações baseadas em estudos científicos e orientações de profissionais de saúde.

O que é a Pílula do Dia Seguinte?

A pílula do dia seguinte, também conhecida como contraceptivo de emergência, consiste em uma dose elevada de hormônios que atuam no corpo feminino para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou com contracepção inadequada.

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Existem dois tipos principais de pílulas do dia seguinte:

  • Levonorgestrel: geralmente disponível sem prescrição médica.
  • Acetato de ulipristal: disponível mediante receita médica.

Cada uma possui características específicas em relação ao mecanismo de ação, intervalo de uso e eficácia.

Como Age a Pílula do Dia Seguinte

A operação da pílula do dia seguinte é baseada na ação hormonal que interfere em processos essenciais para a ovulação, fecundação e implantação do óvulo. Veja a seguir detalhes de como ela age no organismo.

Interrupção da Ovulação

A principal ação da pílula do dia seguinte é inibir ou atrasar a ovulação. Quando a mulher está em fase de liberação do óvulo (ovulação), o ovo é liberado pelos ovários para ser potencialmente fecundado. Se a ovulação for impedida, não há óvulo disponível para a fecundação, evitando assim a gravidez.

Combate à Fertilização

Caso a ovulação já tenha ocorrido, a pílula do dia seguinte tenta impedir que o óvulo seja fertilizado ao alterar o ambiente hormonal, dificultando a união do óvulo com um espermatozoide.

Alteração do Endométrio

Algumas versões da pílula também podem alterar o revestimento do útero (endométrio), dificultando que um óvulo fertilizado, se por acaso for fecundado, consiga se implantar na parede do útero.

Como Funciona na Prática?

O efeito da pílula do dia seguinte ocorre através de uma combinação de ações que dependem do momento do ciclo menstrual da mulher e do tipo de pílula utilizada.

1. Imediatamente após a ingestão

A dose elevada de hormônios presentes na pílula atua rapidamente, para atrasar ou impedir a ovulação.

2. Bloqueio da Ovulação

Se ainda não houve liberação do óvulo, a pílula funciona impedindo esse processo, que é essencial para a fecundação.

3. Redução da Probabilidade de Fertilização

Se o óvulo já foi liberado, a pílula tenta incapacitar a fertilização, dificultando a união entre espermatozoide e óvulo.

4. Prevenção da Implantação

Embora esta seja uma ação secundária, a alteração do endométrio impede que um óvulo fertilizado se fixe na parede do útero.

Eficácia da Pílula do Dia Seguinte

A eficácia da contracepção de emergência varia de acordo com o momento do ciclo menstrual e o tempo decorrido após a relação de risco.

Tempo de UsoEficácia Aproximada
Até 24 horas após a relaçãoCerca de 95%
Entre 24 e 48 horasCerca de 85%
Entre 48 e 72 horasCerca de 58%
Após 72 horasMenor eficácia, mas ainda possível

Nota: A eficácia diminui quanto maior o tempo após a relação sexual, sendo mais eficaz se tomada o quanto antes.

Quando e Como Usar a Pílula do Dia Seguinte

A orientação principal é que a pílula seja usada o mais rápido possível após uma relação sexual sem proteção ou falha do método contraceptivo. Ela não deve ser usada como método contraceptivo regular, pois sua eficácia não é tão alta quanto outros métodos contraceptivos utilizados de forma contínua.

As principais recomendações são:

  • Uso máximo até 72 horas (3 dias) após o ato;
  • Consultar um profissional de saúde para avaliação e uso adequado;
  • Em caso de vômito dentro de duas horas após a ingestão, procurar orientação médica para repor a dose.

Quais São os Efeitos Colaterais

Assim como qualquer medicamento, a pílula do dia seguinte pode causar efeitos adversos, embora sejam temporários. Entre os mais comuns estão:

  • Náusea e vômito
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Alterações no sangramento menstrual
  • Dor abdominal

Se os sintomas persistirem ou se houver reação alérgica, é importante procurar atendimento médico.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A pílula do dia seguinte é segura para todas as mulheres?

De modo geral, sim. Entretanto, mulheres com certas condições de saúde devem consultar um médico antes do uso, especialmente em casos de doenças hepáticas, trombofilia ou alergia a hormônios.

2. Posso usar a pílula do dia seguinte várias vezes?

Sim, mas não como método contraceptivo regular. O uso frequente pode causar efeitos hormonais indesejados e não garante proteção contínua contra gravidez.

3. A pílula do dia seguinte funciona se minha ovulação já ocorreu?

Ela pode reduzir a chance de gravidez, mas sua eficácia diminui significativamente neste caso. A principal função é prevenir a ovulação antes que ela aconteça.

4. É possível engravidar após o uso da pílula do dia seguinte?

Embora seja uma medida eficaz, nenhuma contracepção é 100% segura. Assim, há possibilidade de gravidez, principalmente se usada tardiamente ou de modo incorreto.

5. A pílula do dia seguinte afeta meu ciclo menstrual?

Ela pode causar alterações temporárias no ciclo, como atrasos ou sangramentos irregulares, mas o ciclo costuma normalizar-se em alguns ciclos sucessivos.

Conclusão

A pílula do dia seguinte é uma importante ferramenta de contracepção de emergência que atua principalmente impedindo ou atrasando a ovulação, além de dificultar a fertilização e a implantação. Seu uso rápido é fundamental para garantir maior eficácia. Apesar de ser considerada segura para a maioria das mulheres, ela não deve substituir métodos contraceptivos de uso contínuo e regular.

Para garantir uma escolha consciente e segura, sempre consulte um profissional de saúde antes do uso do contraceptivo de emergência. Assim, é possível esclarecer dúvidas e receber orientações específicas para seu caso.

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2020). Guia de contracepção de emergência. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. Organização Mundial da Saúde. (2019). contracepção de emergência: recomendações atualizadas. Disponível em: https://www.who.int

  3. "A orientação correta pode fazer toda a diferença na prevenção de uma gravidez indesejada." — Profissional de Saúde, especialista em ginecologia.

Este conteúdo tem fins informativos e não substitui a orientação médica adequada.