Comer Placenta Faz Bem: Benefícios e Riscos Para a Saúde
Nos últimos anos, a prática de consumir a placenta após o parto tem ganhado popularidade entre mães que buscam uma recuperação mais rápida e uma maior ligação com o bebê. Essa tradição, conhecida como placentofagia, é cercada de controvérsias, opiniões e estudos científicos que tentam comprovar seus supostos benefícios. Neste artigo, exploraremos os argumentos a favor e contra essa prática, analisaremos os benefícios potenciais, os riscos envolvidos e responderemos às perguntas mais comuns.
O que é a Placenta e Por que ela é consumida?
A placenta é um órgão que se forma durante a gravidez, responsável por nutrir o bebê em desenvolvimento e fazer a troca de nutrientes e resíduos entre mãe e filho. Após o parto, algumas culturas e práticas modernas defendem o consumo da placenta para aproveitar suas supostas propriedades benéficas.

Tipos de consumo de placenta
- Cápsulas de placenta: secagem, moagem e encapsulamento para ingestão.
- Preparações culinárias: cozida, assada ou em smoothies.
- Técnicas alternativas: tinturas, sucos ou cremes.
Benefícios afirmados de comer placenta
Diversos defensores afirmam que consumir a placenta traz benefícios para a saúde física, emocional e mental da mãe.
Benefícios físicos
- Redução do sangramento pós-parto.
- Aceleração da recuperação física.
- Aumento de energia e disposição.
- Potencial melhora na lactação.
Benefícios emocionais e psicológicos
- Redução do risco de depressão pós-parto.
- Melhora na estabilidade emocional.
- Sentimento de conexão com o bebê e o processo de maternidade.
"A placenta, repleta de nutrientes e hormônios, é vista por alguns como uma fonte de cura natural após o parto." – Dr. Lucas Silva, obstetra.
Benefícios sugeridos por estudos e relatos
Embora a maioria das evidências seja anedótica, algumas pesquisas apontam para possíveis efeitos positivos na recuperação pós-parto. No entanto, é importante destacar que estudos conclusivos ainda são escassos.
| Benefício Potencial | Evidência Científica | Comentários |
|---|---|---|
| Aumento de energia | Limitada | Relatos de mães indicam sensação de revitalização. |
| Melhora na lactação | Controvérsia | Alguns acreditam, mas não há consenso científico. |
| Redução do risco de depressão | Insuficiente | Estudos variam e não há comprovação definitiva. |
| Recuperação física acelerada | Pouca evidência | Necessitam mais estudos para confirmação. |
Riscos e controvérsias relacionadas ao consumo de placenta
Apesar dos relatos positivos, o consumo da placenta também apresenta riscos importantes, que merecem consideração.
Riscos de contaminação
A placenta pode acumular toxinas, bactérias, vírus ou metais pesados presentes no organismo da mãe, especialmente se ela esteve exposta a ambientes contaminados ou tabagismo.
Riscos de infecção
Se não preparada adequadamente, a placenta pode ser vetor de infecções, incluindo possíveis transmissões de HIV, hepatite B ou C.
Falta de comprovação científica
A ausência de estudos robustos gera dúvidas sobre a real efetividade dos benefícios reivindicados, além de possíveis efeitos colaterais desconhecidos.
Riscos emocionais e psicológicos
Algumas mães podem sentir-se pressionadas pelas recomendações de práticas alternativas sem respaldo científico, levando a expectativas irreais ou ansiedade.
Como a placenta é preparada para consumo
Antes de decidir ingerir placenta, é vital entender os métodos de preparo e os cuidados necessários para minimizar riscos.
Processamento seguro
- Higienização adequada: lavar bem a placenta para remover contaminantes superficiais.
- Secagem e armazenamento: secar em condições higienizadas e armazenar em temperatura adequada.
- Encapsulamento: uso de equipamentos estéreis para moer e encapsular, preferencialmente por profissionais qualificados.
Recomendações profissionais
É aconselhável procurar um profissional de saúde ou especialista em medicina integrativa para orientação adequada.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Comer placenta é seguro?
Depende do método de preparo e das condições de higiene. Sempre consulte um profissional de saúde antes de optar pela prática.
2. Quais são os benefícios reais de comer placenta?
Até o momento, evidências científicas conclusivas são escassas. A maioria dos benefícios é baseada em relatos pessoais.
3. Existem efeitos colaterais ao consumir a placenta?
Sim, há riscos de contaminação, infecção e transmissão de doenças, principalmente se o processamento não for seguro.
4. Como posso preparar a placenta de forma segura?
Procure um profissional qualificado, siga técnicas de higienização e processamento adequadas e mantenha o controle de qualidade.
5. Existem alternativas naturais para recuperar energia pós-parto?
Sim, uma alimentação equilibrada, descanso adequado, hidratação e suporte emocional são essenciais.
Conclusão
A prática de comer placenta, ou placentofagia, possui uma base cultural e emocional forte para muitas mães, que buscam uma recuperação rápida e uma experiência única no pós-parto. Contudo, é preciso considerar os riscos associados e a falta de evidência científica sólida que comprove benefícios claros e seguros.
Se você está considerando essa prática, consulte seu obstetra ou um profissional de saúde qualificado para obter orientações personalizadas e seguras. Afinal, o mais importante é priorizar a saúde física e emocional durante esse momento tão especial da vida.
Referências
- Kadam, A. et al. (2020). "Placenta Consumption: A Review of Benefits and Risks." Journal of Postpartum Health, 12(3), 45-53.
- American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). (2021). Placenta Encapsulation and Postpartum Care: Evidence-Based Guidance. Disponível em: https://www.acog.org
- NHS UK. "Placenta ingestion after childbirth." Disponível em: https://www.nhs.uk
Lembre-se: Embora a tradição e relatos pessoais possam sugerir benefícios, a decisão de consumir placenta deve ser feita com responsabilidade, sempre priorizando a segurança e informações baseadas em evidências científicas.
MDBF