Comer Fezes Faz Mal: Riscos à Saúde e Consequências
A prática de ingerir fezes, conhecida popularmente como coprofagia, é um comportamento que gera repúdio e preocupação na sociedade moderna. Embora seja uma conduta incomum, ela pode ocorrer por diversos motivos, incluindo questões de saúde mental, desordens neurológicas ou até mesmo em ambientes de privação. Todavia, é fundamental compreender que comer fezes traz sérios riscos à saúde, podendo levar a diversas complicações e doenças graves.
Este artigo aborda de forma detalhada os riscos de consumir fezes, explicando por que essa prática faz mal ao corpo humano, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema. Nosso objetivo é informar e conscientizar sobre os perigos envolvendo esse comportamento, promovendo a saúde e o bem-estar de todos.

O que é a coprofagia?
Definição
A coprofagia é o ato de consumir fezes, seja de si mesmo ou de outra pessoa. Apesar de ser considerada uma anormalidade em adultos, ela é mais comum em crianças pequenas e em indivíduos com transtornos neurológicos ou de saúde mental.
Causas comuns
- Desordens neurológicas: como autismo ou esquizofrenia.
- Deficiências nutricionais: ausência de certos nutrientes no organismo.
- Desnutrição e hipersensibilidade gustativa.
- Práticas culturais ou rituais específicos.
- Distúrbios psiquiátricos: como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Embora seja uma prática desaconselhável, entender suas causas ajuda na busca por tratamentos adequados e na orientação de profissionais especializados.
Por que comer fezes faz mal à saúde?
Riscos de contaminação e infecção
Fezes humanas contêm uma grande quantidade de micro-organismos patogênicos, incluindo bactérias, vírus, protozoários e parasitas. Quando alguém ingere fezes, há alto risco de introduzir esses agentes no organismo, o que pode resultar em doenças sérias.
Principais doenças causadas pela coprofagia
| Doença | Patógenos envolvidos | Sintomas | Consequências |
|---|---|---|---|
| Hepatite A | Vírus da hepatite A | Febre, fadiga, icterícia | Danos ao fígado, risco de insuficiência hepática |
| Amebíase | Entamoeba histolytica | Diarreia, dor abdominal | Complicações intestinais graves |
| Infecções bacterianas | E. coli, Salmonella, Shigella | Diarreia, febre, vômito | Desidratação, sepse, morte |
| Parasitoses | Ascaris, Ancylostoma, Giardia | Dor, diarreia, anemia | Anemia, desnutrição, complicações intestinais |
Segundo o Ministério da Saúde, o contato com fezes é uma das principais causas de infecções intestinalmente transmissíveis.
Outras complicações à saúde
- Desidratação severa devido à diarreia provocada por infecções.
- Desnutrição, causada por parasitas que competem por nutrientes no organismo.
- Lesões digestivas e perfurações intestinais por parasitas e bactérias.
- Comprometimento do sistema imunológico, uma vez que o organismo fica mais suscetível a várias doenças.
Como a ingestão de fezes afeta o corpo humano?
Permanente impacto na saúde física e mental
A ingestão de fezes pode causar uma variedade de problemas físicos, como diarreia, febre e dores abdominais, além de afetar mentalmente quem realiza a prática. Acredita-se que, em alguns casos, a coprofagia seja uma resposta a distúrbios psiquiátricos não tratados, tornando-se um comportamento compulsivo autodestrutivo.
Endemia de doenças
Em ambientes de baixa higiene, o consumo de fezes contribui para a circulação de agentes infecciosos, aumentando o risco de surtos epidêmicos, especialmente em comunidades vulneráveis.
Impacto na saúde infantil
Crianças que praticam coprofagia correm risco de intoxicações, infecções e desnutrição, além de prejudicar seu desenvolvimento cognitivo e físico. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis fiquem atentos a comportamentos incomuns na infância.
Como prevenir e tratar a coprofagia?
Medidas de higiene e educação
- Manter ambientes limpos e livres de bactérias e parasitas.
- Ensinar crianças sobre a importância da higiene pessoal.
- Buscar tratamento psicológico em casos de transtornos mentais ou comportamentais.
Tratamento médico e terapêutico
- Avaliação médica completa para identificar infecções ou parasitas.
- Acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para tratar causas subjacentes.
- Intervenções comportamentais para modificar comportamentos compulsivos.
Fontes de tratamento e orientação
Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, podem propor estratégias específicas para lidar com o comportamento, enquanto profissionais de saúde realizam exames para identificar possíveis infecções ou deficiências nutricionais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Comer fezes faz mal à saúde?
Sim. Consumir fezes expõe o organismo a uma quantidade significativa de micro-organismos patogênicos, podendo causar doenças infecciosas graves, parasitoses, desidratação e outros problemas de saúde.
Por que algumas pessoas praticam coprofagia?
As razões podem variar, incluindo questões psiquiátricas, deficiências nutricionais, práticas culturais ou comportamentos compulsivos resultantes de transtornos neurológicos, como autismo ou esquizofrenia.
Como saber se minha criança ou alguém próximo tem coprofagia?
Observe comportamentos como o ato de ingerir fezes, sinais de desatenção à higiene, mudanças de comportamento ou sinais de doenças infecciosas. Em caso de suspeita, procure orientação médica imediatamente.
Qual é o tratamento para quem ingere fezes frequentemente?
O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo avaliação médica para tratar infecções, além de terapia psicológica para lidar com comportamentos compulsivos ou distúrbios subjacentes. A conscientização e a educação são essenciais para mudança de comportamento.
Como prevenir a coprofagia?
Mantenha ambientes limpos, ensine crianças sobre higiene adequada, monitore comportamentos de risco e procure ajuda médica e psicológica sempre que necessário.
Conclusão
Consumir fezes, além de repulsivo, impõe riscos graves à saúde humana. As doenças infecciosas, parasitárias e o impacto psicológico tornam essa prática altamente prejudicial, podendo levar a complicações que afetam a qualidade de vida.
Conscientizar-se sobre os perigos, manter uma higiene rigorosa e procurar ajuda especializada em casos de comportamentos compulsivos ou transtornos mentais são passos essenciais para evitar a coprofagia. Afinal, a saúde e o bem-estar de todos dependem do cuidado com o próprio corpo e do respeito às boas práticas de higiene.
“O que reveste o corpo é a higiene; o que reveste a alma é a moral.” – Mahatma Gandhi
Referências
- Ministério da Saúde. Doenças de transmissão hídrica e alimentar. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Organização Mundial da Saúde. Higiene e Saúde Pública. Disponível em: https://www.who.int
MDBF