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Com Quantas Semanas Faz a Translucência Nucal? Guia Completo

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A gravidez é um período cheio de expectativas, dúvidas e emoções. Uma das etapas mais importantes da gestação é a realização de exames que ajudam a monitorar a saúde do bebê e detectar possíveis anomalias precocemente. Entre esses exames, a translucência nucal ocupa uma posição fundamental para a prevenção de síndromes genéticas, como o Síndrome de Down. Neste artigo, você vai entender tudo sobre esse exame: quando fazer, como é realizado, quais são seus objetivos e muito mais.

Introdução

A translucência nucal (TN) é um exame de ultrassonografia que mede o espaço na parte de trás do pescoço do bebê durante o primeiro trimestre da gestação. Essa medição ajuda a identificar o risco de anomalias cromossômicas e outras condições genéticas. A importância do exame é reconhecida mundialmente e faz parte do conjunto de métodos utilizados na triagem pré-natal.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a realização precoce de exames de triagem é essencial para o acompanhamento adequado da gestação, possibilitando intervenções qualificadas e seguras para mãe e bebê. A seguir, veja detalhadadamente em que momento da gestação esse exame deve ser feito, sua importância e como interpretar os resultados.

Quando é o melhor momento para fazer a translucência nucal?

H2: Faixa ideal de semanas para o exame de translucência nucal

A transmissão de informações precisas sobre o risco de alterações genéticas depende do momento adequado para a realização do exame. O período ideal para fazer a translucência nucal é entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias de gestação, ou seja, na primeira trimestre da gravidez.

H3: Por que esse período é o mais recomendado?

O período de 11 a 14 semanas é considerado ideal porque o bebê está em desenvolvimento inicial, porém já possui um tamanho suficiente para que a medição da translucência nucal seja feita com precisão. Além disso, essa fase permite o acompanhamento de outros exames realizados, como a análise de sangue materno, formando uma avaliação combinada.

“O sucesso na deteção precoce de possíveis complicações depende de avaliações feitas no momento certo, pois os dados podem variar de acordo com a semana de gestação”, destaca o Dr. Lucas Fernandes, especialista em Medicina Fetal.

Tabela 1: Períodos recomendados para o exame de translucência nucal

Semana de gestaçãoCaracterísticas principais do bebêRecomendação
10 semanasInício do desenvolvimento anatômico, mas difícil de medirNão recomendado
11 semanasBebê do tamanho de uma azeitona, fácil de medir na ultrassonografiaPeríodo ideal
12 semanasDesenvolvimento mais evidente, medições mais precisasPeríodo ótimo
13 semanas e 6 diasBebê praticamente em fase final do primeiro trimestrePeríodo recomendado final

Como é realizado o exame de translucência nucal?

H2: Procedimento e preparos

O exame de translucência nucal é realizado de forma não invasiva, por meio de uma ultrassonografia transabdominal ou transvaginal. O procedimento é simples e geralmente dura cerca de 15 a 20 minutos.

H3: Passo a passo do exame

  1. Posicionamento da gestante: A gestante deve estar deitada de costas, com a bexiga cheia (para facilitar a visualização do embrião ou feto na ultrassonografia transabdominal).
  2. Aplicação do gel condutor: Um gel é espalhado na região abdominal ou vaginal para melhorar a transmissão das ondas de ultrassom.
  3. Realização da ultrassonografia: O profissional realiza a medição da translucência na parte de trás do pescoço do bebê, verificando outros aspectos também.
  4. Análise dos resultados: Os dados obtidos serão considerados juntamente com exames de sangue para calcular o risco de alterações cromossômicas.

H2: O que o exame mede exatamente?

O principal objetivo é medir o espaço subcutâneo na região posterior do pescoço do bebê, chamado de translucência nucal. Em caso de valores aumentados, há uma maior probabilidade de anomalias genéticas ou cardíacas, embora o resultado não seja definitivo.

Como interpretar os resultados?

H2: Valores normais e anomalias

  • Valores normais: Geralmente, uma medida inferior a 3 mm é considerada dentro do normal para essa fase.
  • Valores aumentados: Medidas superiores a 3 mm podem indicar um risco elevado para condições como Síndrome de Down, Síndrome de Turner, ou outras anomalias.

H3: Risco aumentado x risco baixo

Vale destacar que a translucência nucal é uma ferramenta de triagem, ou seja, ela indica uma probabilidade, não um diagnóstico definitivo. Casos com valores elevados requerem exames complementares, como a análise de DNA fetal livre em sangue materno (teste não invasivo) ou amniocentese.

Outras avaliações complementares na triagem do primeiro trimestre

Para uma avaliação mais completa, o exame de translucência nucal é muitas vezes combinado com exames de sangue, formando testes de rastreamento combinados.

H2: Teste combinado de risco (Screening)

ExameRealizado na mesma semana da ultrassonografiaObjetivo
Dosagem de PAPP-A e beta-HCGSimAvaliar risco de alterações cromossômicas
Ultrassonografia de translucência nucalSimMedição do espaço na nuca do bebê

Esse método aumenta a precisão na detecção precoce de possíveis anomalias.

Perguntas frequentes (FAQs)

H2: Qual é a chance de um resultado anormal na translucência nucal?

A maioria das gestantes com valores elevados na TN não possuem alterações genéticas no bebê. A medição apenas indica o risco aumentado, que deve ser confirmado através de exames complementares.

H2: É possível realizar o exame após a semana recomendada?

Embora seja possível fazer após a 14ª semana, a precisão diminui, e outros exames podem ser indicados pelo seu obstetra.

H2: O exame de translucência nucal apresenta riscos ao bebê?

Não, o procedimento é não invasivo e seguro para a gestante e o bebê.

H2: Quanto custa realizar o exame de translucência nucal?

O custo varia conforme a clínica ou hospital, podendendo oscilar entre R$ 200 a R$ 600. Verifique sempre a reputação dos estabelecimentos.

Conclusão

A translucência nucal é um exame essencial na avaliação do primeiro trimestre, oferecendo informações valiosas sobre o risco de anomalias no bebê. Realizado entre 11 e 14 semanas de gestação, o exame é uma ferramenta de triagem eficaz, que, combinada com outros testes, ajuda a assegurar uma gestação mais segura.

Lembre-se de sempre consultar seu obstetra para receber orientações específicas e realizar o acompanhamento adequado do seu período gestacional. Quanto mais cedo identificadas as possíveis complicações, maiores as chances de intervenção e cuidado efetivos.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Recomendações para o acompanhamento pré-natal. 2020.
  • Ministério da Saúde. Guia de Saúde do Pré-natal. Brasília: Secretaria de Atenção à Saúde. 2019.
  • Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Orientações para exames de triagem na gestação. 2021.
  • American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Practice Bulletin No. 163: Screening for Fetal Aneuploidy. Obstetrics & Gynecology. 2016.

Para mais informações, consulte seu obstetra ou profissionais especializados em medicina fetal.