Colesteatoma CID: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento | Saúde Auditiva
O colesteatoma é uma condição que afeta o ouvido médio e pode levar a complicações sérias se não for adequadamente tratado. Muitas vezes associado a perdas auditivas, infecções recorrentes e, em casos avançados, a complicações mais graves, como a destruição óssea, é importante compreender seus sintomas, métodos de diagnóstico e formas de tratamento. Este artigo aborda o que é o colesteatoma CID, suas principais características, e fornece informações essenciais para quem busca entender mais sobre essa condição, contribuindo para um diagnóstico precoce e uma intervenção eficaz.
O que é o Colesteatoma CID?
O colesteatoma CID refere-se à classificação da condição de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID). Lentamente, o colesteatoma pode ser confundido com outras patologias do ouvido, mas sua identificação correta é fundamental para um tratamento adequado.

Definição de Colesteatoma
O colesteatoma é uma formação anormal de células de pele que ocorre dentro do ouvido médio ou do osso temporal, levando à formação de uma massa que pode destruir estruturas ósseas adjacentes devido à sua natureza expansiva e infecciosa.
Como o CID Classifica o Colesteatoma
Segundo a CID-10, o colesteatoma é classificado no código H71.9 – "Otite média, não especificada, sem perfuração da membrana timpânica". Em casos mais específicos e avançados, pode receber códigos adicionais relacionados à complicação ou à invasão de estruturas adjacentes.
| Código CID | Descrição | Confirmação Diagnóstica |
|---|---|---|
| H71.9 | Otite média, não especificada, sem perfuração da membrana timpânica | Exame clínico, exames de imagem |
| H71.0 | Otite média com perfuração da membrana timpânica | Casos com comunicação entre ouvido médio e externo |
Sintomas do Colesteatoma
Reconhecer os sintomas do colesteatoma é crucial para o diagnóstico precoce. Muitos sintomas são semelhantes aos de outras doenças do ouvido, mas a persistência ou agravamento deles deve levantar suspeitas.
Sintomas Comuns
- Perda auditiva progressiva: A diminuição da audição geralmente acontece de forma lenta e contínua.
- Otorragia: Presença de secreção mal cheirosa e frequentemente purulenta.
- Sensação de plenitude no ouvido: A sensação de ouvido tampado é comum.
- Zumbido (tinnitus): Ruído incessante, muitas vezes pulsátil.
- Dor de ouvido: Pode variar de leve a intensa nas fases iniciais e avançadas.
- Possíveis complicações: Como paralisia facial (em casos mais graves).
Sintomas em Caso de Complicações
Se o colesteatoma não for tratado, pode invadir estruturas próximas, levando a complicações como:
- Perda auditiva significativa
- Vertigem
- Paralisia facial
- Infecção crônica
- Formação de fístulas no osso
Diagnóstico do Colesteatoma CID
O diagnóstico correto é fundamental para definir a conduta adequada. Diversos exames ajudam na confirmação da presença do colesteatoma e na avaliação de sua extensão.
Exame Otoscópico
O primeiro passo para o diagnóstico é o exame com otoscópio, que permite visualizar a membrana timpânica e identificar massas, perfurações ou áreas necróticas. Você pode observar uma massa amarelada ou coberta por tecido de granulação.
Exames de Imagem
Os exames de imagem complementam o diagnóstico, especialmente para avaliar a extensão do colesteatoma e sua relação com estruturas próximas.
Tomografia Computadorizada (TC) do Crânio e Tímpano
Permite visualizar destruição óssea, além de identificar a presença de massas e alterações nas estruturas do ouvido médio e mastoide.
Ressonância Magnética (RM)
Indicado em casos suspeitos de invasão de estruturas neurais ou ao avaliar complicações.
Tratamento do Colesteatoma CID
O tratamento do colesteatoma é cirúrgico na maioria dos casos, pois o objetivo é remover completamente a massa e prevenir recidivas e complicações.
Tipos de Cirurgia
| Procedimento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Miringoplastia | Reconstrução da membrana timpânica, geralmente associada à remoção do colesteatoma. | Casos iniciais e menores |
| Técnica de Mastoidectomia | Remoção do colesteatoma do mastoide (ossos do osso temporal). Pode ser total ou parcial. | Casos avançados, recorrentes ou extensos |
| Reabilitação Auditiva | Uso de aparelhos auditivos ou implantes para recuperação da audição após cirurgia. | Quando a audição não é recuperada completamente |
Cuidados Pós-Operatórios e Prognóstico
Após a cirurgia, o paciente deve seguir todas as orientações médicas, incluindo cuidados com higiene e acompanhamento regular. O risco de recidiva existe, mas, com acompanhamento adequado, a maioria dos casos consegue obter uma melhora significativa na qualidade de vida.
Prevenção e Orientações Gerais
Embora não haja uma forma garantida de prevenir o colesteatoma, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de complicações em doenças do ouvido médio:
- Tratar infecções de ouvido precocemente
- Manter higiene adequada do ouvido
- Evitar a introdução de objetos no canal auricular
- Consultar um otorrinolaringologista regularmente, especialmente se houver sintomas persistentes
Perguntas Frequentes
1. O que causa o colesteatoma CID?
O colesteatoma é geralmente causado por alterações na tuba auditiva que levam à inversão da pele do ouvido externo para dentro do ouvido médio, ou por infecções crônicas que resultam na formação de tecido de granulação e pele.
2. É possível evitar o desenvolvimento do colesteatoma?
Embora não seja possível garantir a prevenção total, o tratamento adequado de infecções de ouvido e a consulta regular com um otorrinolaringologista podem ajudar a evitar sua formação.
3. Quanto tempo leva para recuperar-se de uma cirurgia de colesteatoma?
O tempo de recuperação varia de acordo com o procedimento realizado e a extensão do colesteatoma. Em média, pode-se esperar um período de 2 a 6 semanas para recuperação inicial, com acompanhamento a longo prazo para prevenir recidivas.
4. O colesteatoma pode voltar após a cirurgia?
Sim, existe risco de recidiva, especialmente se a remoção não for completa. Consultas regulares com o médico são essenciais para monitoramento.
5. Quais são as complicações mais comuns do colesteatoma?
As principais complicações incluem perda auditiva severa, paralisia facial, infecções recorrentes, fístulas e, em casos graves, meningite ou abscessos cerebrais.
Conclusão
O colesteatoma CID representa uma condição séria que, se não tratada adequadamente, pode levar a consequências graves para a saúde auditiva e geral do paciente. A identificação precoce dos sintomas, a realização de exames precisos e a intervenção cirúrgica são essenciais para um bom prognóstico. Manter acompanhamento regular com um especialista em otorrinolaringologia é a melhor estratégia para evitar complicações e garantir uma melhor qualidade de vida.
Se você suspeita de sintomas relacionados ao colesteatoma, procure um profissional qualificado o mais breve possível para avaliação e tratamento adequados.
Referências
- Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Diretrizes para diagnóstico e tratamento do colesteatoma. 2020.
- Moffat DA. Otology: Principles and Practice. 2019.
- Fundação Otorrino - Informação detalhada sobre doenças do ouvido.
Como afirmou o Dr. João Carlos de Castro, renomado otorrinolaringologista: "A detecção precoce do colesteatoma é fundamental para evitar consequências irreversíveis na saúde auditiva e na qualidade de vida do paciente."
MDBF