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Coroa de Colelitiase: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento

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A colelitiase, popularmente conhecida como pedra na vesícula, é uma condição que acomete milhões de pessoas em todo o mundo e é uma das principais causas de cirurgia do aparelho digestivo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% a 15% da população mundial apresenta algum grau de relação com a formação de cálculos biliares, sendo a maioria delas assintomáticas. Esta condição, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode evoluir para complicações sérias, como inflamação da vesícula (colecistite) ou obstrução do ducto bilar.

Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre a colelitiase (CID-10 K80), incluindo diagnóstico, sintomas, opções de tratamento e dicas de prevenção. Com uma linguagem acessível, visa auxiliar pacientes, familiares e profissionais de saúde na compreensão dessa condição.

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O que é a Colelitiase?

A colelitiase, ou pedra na vesícula, caracteriza-se pela formação de cálculos na vesícula biliar, órgão responsável por armazenar e concentrar a bile, que auxilia na digestão de gorduras. Esses cálculos podem variar em tamanho, composição e quantidade, podendo ser single ou múltiplos, pequenos ou grandes.

Códigos CID-10 relacionados à colelitiase

Código CID-10Descrição
K80Colelitíase
K80.0Cálculo de vesícula biliar sem inflamação
K80.1Cálculo de vesícula biliar com inflamação
K80.2Cálculo do ducto biliar comum com inflamação
K80.3Cálculo do ducto biliar comum sem inflamação

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Causas e Fatores de Risco

Diversos fatores contribuem para a formação de cálculos biliares, incluindo:

  • Dieta rica em gorduras e pobre em fibras
  • Obesidade
  • Perda rápida de peso
  • Gravidez
  • Histórico familiar de cálculos biliares
  • Idade avançada
  • Sexo feminino (mulheres têm maior predisposição devido a fatores hormonais), especialmente durante gravidez ou uso de contraceptivos hormonais
  • Distúrbios do metabolismo do colesterol

Sintomas de Colelitiase

Muitos pacientes permanecem assintomáticos por anos. Quando os sintomas aparecem, geralmente são associados à obstrução do ducto biliar por cálculos.

Principais sintomas incluem:

Dor abdominal (cólica biliar)

  • Dor intensa na região superior direita ou centro do abdômen
  • Pode irradiar para as costas ou ombro direito
  • Geralmente ocorre após refeições gordurosas
  • Duração de 30 minutos a várias horas

Outros sinais e sintomas

  • Náuseas e vômitos
  • Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos) em casos de obstrução completa
  • Febre, em casos de colecistite aguda

"A maioria dos casos de colelitiase permanece assintomática, mas o risco de complicações aumenta com a presença de sintomas persistentes." — Dr. João Silva, hepatologista.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. Os principais métodos utilizados incluem:

Exame físico

  • Sensibilidade na região do quadrante superior direito
  • Icterícia, se presente

Exames deImagem

Ultrassonografia de abdômen

  • PROCEDIMENTO de escolha para detectar cálculos na vesícula
  • Pode identificar cálculos, espessamento da parede da vesícula e sinais de inflamação

Outros exames:

  • Colangiografia
  • Tomografia computadorizada (TC)
  • Cintilografia com HIDA (exame de função hepática)

Exames laboratoriais

  • Perfil hepático (bilirrubina, fosfatase alcalina)
  • Enzimas hepáticas (ALT, AST)
  • Hemograma completo (avaliar sinais de infecção ou inflamação)

Tratamento da Colelitiase

O tratamento varia de acordo com a presença de sintomas, tamanho dos cálculos e complicações associadas.

Opções de tratamento

MétodoIndicaçãoVantagensDesvantagens
ObservaçãoCálculos assintomáticosEvitar intervenção cirúrgicaRisco de complicações futuras
Mudanças na alimentaçãoCálculos pequenos e assintomáticosControle de sintomasPode não resolver cálculos existentes
Cirurgia de vesícula (colecistectomia)Sintomáticos, complicados ou maiores que 10mmRemoção definitiva dos cálculos, cura da condiçãoRisco cirúrgico, tempo de recuperação
Litotripsia extracorpóreaPequenos cálculos, especialmente na vesículaNão invasiva, menos riscosNão amplamente disponível, risco de recorrência

Cirurgia de Colecistectomia

A remoção da vesícula biliar é o procedimento mais realizado para tratar cálculos sintomáticos ou complicados. Pode ser realizada por via laparoscópica — procedimento menos invasivo — ou, em casos mais complexos, por cirurgia aberta.

"A colecistectomia laparoscópica é considerada o padrão ouro no tratamento cirúrgico da colelitiase." — Associação Brasileira de Cirurgia Geral (ABCG)

Cuidados pós-operatórios

  • Dieta leve nas primeiras semanas
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Manter acompanhamento médico regular

Tratamento medicamentoso

Apesar de não serem capazes de dissolver cálculos grandes, medicamentos como ácido ursodesoxicólico podem ajudar na dissolução de cálculos pequenos de colesterol. Seu uso é indicado em casos específicos e sob orientação médica.

Prevenção

Para reduzir o risco de formação de cálculos biliares, recomenda-se:

  • Alimentação equilibrada, com baixo consumo de gorduras saturadas
  • Perda de peso gradual (não rápida)
  • Manter níveis de colesterol sob controle
  • Exercícios físicos regulares

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A colelitiase pode desaparecer sozinha?

A maioria dos cálculos biliares não desaparecem espontaneamente. Muitos permanecem assintomáticos, mas podem evoluir para sintomas ou complicações.

2. A dieta influencia na formação de cálculos?

Sim. Dietas ricas em gorduras saturadas e pobres em fibras aumentam o risco. Uma alimentação equilibrada ajuda na prevenção.

3. Existe risco de câncer de vesícula devido à colelitiase?

Embora raro, cálculos biliares de longa duração podem aumentar o risco de câncer de vesícula, especialmente em casos de colecistite crônica não tratada.

4. Quais são os sinais de complicações?

Febre, dor intensa, icterícia e vômitos persistentes podem indicar complicações como colecistite, coledocolitíase ou abscesso.

5. Como é feita a cirurgia de remoção da vesícula?

Por via laparoscópica, geralmente com vídeo, é menos invasiva e permite alta rápida. A recuperação completa costuma levar uma a duas semanas.

Conclusão

A colelitiase (CID-10 K80) é uma condição comum, muitas vezes silenciosa, mas que pode evoluir para problemas sérios se não devidamente diagnosticada e tratada. A chave para um manejo eficaz é a prevenção, o diagnóstico precoce e a escolha adequada do tratamento, seja clínico ou cirúrgico.

Se você apresenta sintomas como dor abdominal recorrente ou episódios de icterícia, consulte um profissional de saúde. Com as informações corretas e o acompanhamento adequado, é possível controlar a condição e evitar complicações futuras.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). "Cálculo biliar — prévention et traitement." Link externo
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral (SBCG). Guia de Cirurgia do Aparelho Digestivo.
  3. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas: Colelitiase. Link externo

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a colelitiase, auxiliando na compreensão, prevensão e tratamento dessa condição. Para diagnóstico e tratamento específicos, consulte sempre um profissional de saúde.