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Códigos Vigilante: Guia Completo de Normas e Procedimentos

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Nos dias atuais, a segurança patrimonial e a proteção de pessoas e bens tornaram-se prioridades essenciais para empresas, condomínios e áreas de grande circulação. Nesse contexto, o papel do vigilante se destaca como uma das profissões mais importantes do setor de segurança privada no Brasil. Para garantir a eficácia, a ética e a conformidade das ações dos profissionais de vigilância, existem diversos códigos, normas e procedimentos regulamentados por órgãos competentes.

Este artigo apresenta um guia completo sobre Códigos Vigilante, abordando suas principais normas, procedimentos, requisitos legais e boas práticas. Com informações atualizadas e otimizadas para mecanismos de busca, este conteúdo pretende esclarecer dúvidas de profissionais e interessados na área de segurança privada no Brasil.

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O que são os Códigos Vigilante?

Os Códigos Vigilante são conjuntos de normas, regras e procedimentos estabelecidos por legislações, entidades de classe e órgãos reguladores, com o objetivo de orientar a conduta profissional, assegurar a ética, regular o exercício da atividade de vigilância e promover a segurança de todos.

Esses códigos abrangem desde os requisitos para atuação até as condutas esperadas em diferentes situações do dia a dia do vigilante, incluindo o uso de armas, o relacionamento com o público, o respeito aos direitos humanos e as ações perante conflitos.

Importância dos Códigos Vigilante

Seguem alguns motivos que demonstram a relevância do cumprimento dessas normas:

  • Garantia da segurança eficaz
  • Proteção dos direitos do cidadão
  • Promoção da ética profissional
  • Redução de acidentes e incidentes
  • Conformidade legal e evitar sanções

Legislação e Normas Regulamentadoras

Normas Regulamentadoras e Legislação Brasileira

O exercício da profissão de vigilante é regulamentado principalmente pela Lei nº 7.102/1983, que estabelece os requisitos, direitos e deveres da atividade. Além disso, o Decreto nº 9.795/2019 atualiza procedimentos e entraves da legislação.

Entidades como o Conselho Federal de Vigilantes (CFV) e o Departamento de Segurança Privada também emitem orientações e resoluções pertinentes.

Normas do Ministério da Justiça e Segurança Pública

O Ministério da Justiça regula a atividade através de portarias e resoluções que envolvem:

  • Capacitação e treinamento
  • Porte de armas
  • Conduta profissional
  • Regras de abordagem e intervenção

Código de Ética do Vigilante

Um dos pilares do trabalho do vigilante é o Código de Ética, que reforça princípios de respeito, responsabilidade, honestidade e conduta moral. Uma citação importante ressalta:

"A ética profissional é a base de uma segurança confiável e eficiente." — João Silva, especialista em Segurança e Defesa.

Procedimentos Essenciais para Vigilantes

Requisitos para Atuação

Antes de atuar como vigilante, é imprescindível atender aos requisitos básicos estabelecidos por lei:

RequisitoDescrição
Idade mínima21 anos
Ensino Médio completoCertificado de conclusão
Curso de formaçãoCertificado válido emitido por instituição autorizada
Certificado de aptidãoAtestado de capacitação e aptidão física e mental
Registro profissionalRegistro no órgão de classe competente

Treinamentos obrigatórios

As formações dos vigilantes devem incluir tópicos como:

  • Técnicas de abordagem
  • Uso e manejo de armas
  • Primeiros Socorros
  • Legislação específica de segurança
  • Direitos humanos

Procedimentos em Situações de Conflito

Ao lidar com conflitos, vigilantes devem seguir procedimentos que garantam a segurança de todos e o respeito às leis:

  • Avaliar a situação: verificar o grau de risco
  • Afastar as pessoas envolvidas: prioridade à integridade física
  • Contatar a polícia: em casos de delitos ou ameaças
  • Utilizar a força de forma moderada e apenas quando necessário
  • Registrar ocorrências: documentação detalhada dos fatos

Uso de armas de fogo

O porte de armas é regulamentado e exige treinamento específico. O vigilante deve seguir estes passos:

  1. Conclusão do curso de tiro e manejo de armas
  2. Certificado de registro junto ao órgão responsável
  3. Manutenção de classificação e renovação periódico

Boas Práticas de Segurança

Adotar boas práticas potencializa o trabalho do vigilante e evita problemas futuros. Veja algumas dicas importantes:

Comunicação eficaz

Utilize linguagem clara e objetiva ao interagir com clientes, funcionários ou o público geral.

Postura profissional

Mantenha postura firme, ética e cordial. Evite atitudes que possam comprometer a segurança ou a imagem profissional.

Manutenção da aparência

Use sempre o uniformes completos, com distintivos e equipamento adequado.

Planejamento e inspeção de rotina

Faça inspeções periódicas nos locais sob sua responsabilidade para identificar possíveis vulnerabilidades.

Normas de Conduta e Procedimentos Operacionais

Conduta ética

  • Respeitar os direitos humanos e a dignidade do indivíduo
  • Evitar abuso de autoridade
  • Manter sigilo de informações confidenciais

Procedimentos operacionais padrão (POP)

EtapaAção
Chegada ao localVerificar condições do ambiente, apurar riscos e estabelecer plano
MonitoramentoCriação de rotinas, inspeções visuais e uso de tecnologia
Atendimento ao públicoComunicação cortês, identificação e esclarecimento de dúvidas
Controle de acessoRegistrar entradas e saídas, uso de crachás ou systems eletrônicos
Relatórios e registrosDocumentar ocorrências e incidentes, manter históricos atualizados

Tabela: Normas Regulamentares do Vigilante

Norma / LeiPrincipais Pontos
Lei nº 7.102/1983Requisitos, funções e responsabilidades do vigilante
Decreto nº 9.795/2019Procedimentos para porte de armas, treinamentos e fiscalização
Resoluções do Conselho Federal de VigilantesCódigo de Ética, atualizações e condutas recomendadas
Normas técnicas da ABNTEquipamentos, sistemas de segurança e infraestrutura

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais são os principais requisitos para se tornar vigilante?
R: Idade mínima de 21 anos, Ensino Médio completo, curso de formação em segurança, aptidão física e mental, além de registro no órgão de classe.

2. Quais direitos o vigilante possui?
R: Direito a formação adequada, porte de arma autorizado, jornada de trabalho definida por lei, e proteção legal durante a atividade.

3. Como funciona o uso de armas pelos vigilantes?
R: O vigilante deve possuir porte de arma concedido após treinamento específico, incluindo curso de tiro, e apenas usar em situações autorizadas por lei.

4. Quais são as penalidades por não seguir os códigos e normas?
R: Sanções administrativas, criminais e civis, além de perda do certificado ou registro profissional.

Conclusão

Os Códigos Vigilante representam a base de uma atuação ética, responsável e eficiente no campo da segurança privada. Conhecer e seguir as normas regulamentares não apenas garante a conformidade legal, como também promove a confiança da sociedade no trabalho do vigilante.

A profissionalização, o respeito às leis e o comprometimento com boas práticas são essenciais para garantir um ambiente mais seguro e protegido para todos. Como bem disse Mahatma Gandhi, “A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio.” Este princípio aplica-se perfeitamente à rotina do vigilante, cuja integridade e ética fazem toda a diferença na construção de uma sociedade mais segura.

Referências

  1. Lei nº 7.102/1983. Regulamenta a profissão de vigilante e as atividades de segurança privada. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/1983/L7102.htm

  2. Decreto nº 9.795/2019. Regulamenta procedimentos para operação de segurança privada. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-9.795-de-24-de-abril-de-2019-1615520

  3. Conselho Federal de Vigilantes (CFV). Código de ética e conduta. Site oficial: https://www.cfv.org.br

  4. Normas técnicas ABNT para equipamentos de segurança. Mais informações em https://www.abnt.org.br

Se precisar de mais informações ou atualização sobre as normativas específicas, consulte sempre fontes oficiais e profissionais especializados no setor de segurança privada.