Código TUSS RM Abdome Superior: Guia Completo e Atualizado
A radiologia é uma área fundamental na medicina diagnóstica, permitindo identificar diversas condições e patologias de forma não invasiva. Entre os exames mais solicitados, a ressonância magnética (RM) do abdome superior se destaca pela sua precisão e detalhamento das estruturas. Para padronizar a solicitação, realização e faturamento desses exames, foi criado o código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar). Este artigo apresenta um guia completo e atualizado sobre o Código TUSS para RM do Abdome Superior, com foco na sua importância, detalhamento dos códigos, dúvidas frequentes e dicas essenciais para profissionais de saúde e operadoras.
O que é o Código TUSS?
O Código TUSS é utilizado para padronizar procedimentos e exames na saúde suplementar, incluindo planos de saúde e convênios. Ele garante uniformidade na emissão, autorização, faturamento e auditoria dos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde.

Importância do Código TUSS na Medicina Diagnóstica
A correta utilização do código TUSS evita divergências entre operadoras e prestadores de serviço, facilitando processos administrativos, reduzindo erros de faturamento e aprimorando a gestão hospitalar e clínica.
O que é a RM do Abdome Superior?
A Ressonância Magnética do Abdome Superior é um exame que proporciona imagens detalhadas de órgãos como fígado, pâncreas, rins, bexiga, sede da vesícula biliar, além da vasculatura e estruturas adjacentes. É indicada para investigação de tumores, inflamações, hematomas, anomalias congênitas, além de doenças vasculares.
Benefícios da RM do Abdome Superior
- Não invasiva
- Sem radiação ionizante
- Alta resolução de imagens
- Permite avaliação de tecidos moles e vasculatura com precisão
Para entender melhor a importância desse exame, consulte este artigo em um site confiável de radiologia: Radiopaedia - Abdome Superior.
Códigos TUSS para RM Abdome Superior
O sistema TUSS dispõe de códigos específicos para diferentes tipos de exames de RM do abdome superior, diferenciando-se por técnicas, foco do estudo e procedimentos complementares.
Tabela de Códigos TUSS para RM Abdome Superior
| Código TUSS | Descrição do Procedimento | Observações |
|---|---|---|
| 040411003 | RM do abdome superior com contraste | Uso de gadolínio para melhor definição de lesões |
| 040412001 | RM do abdome superior sem contraste | Para avaliação inicial ou contraindicação ao contraste |
| 040413009 | RM do fígado com contraste | Especificidade para doenças hepáticas |
| 040414007 | RM do pâncreas com contraste | Investigação de tumores pancreáticos |
| 040415006 | RM renal com contraste | Avaliação do parênquima e vasculatura renal |
| 040416005 | RM do abdome superior com foco vascular | Para vasos sanguíneos, como artérias e veias |
Detalhamento dos códigos
- Código 040411003: Realizado com técnicas específicas para avaliar patologias que requerem o uso de contraste.
- Código 040412001: Para casos em que o exame sem contraste é suficiente, como avaliação inicial de órgãos abdominais.
- Código 040413009 em diante: Específicos para avaliação detalhada de órgãos particulares.
Para obter os códigos mais atualizados, consulte o manual oficial do TUSS ou a plataforma da ANS.
Como Solicitar e Realizar o Exame
Procedimentos para solicitação
- Identificar a necessidade clínica: paciente com suspeita de patologias hepáticas, pancreáticas, renais ou vasculares.
- Selecionar o código correto: baseado na área de interesse e técnica a ser utilizada.
- Informar ao paciente sobre preparo (jejum, contraindicações ao contraste, entre outros).
- Enviar a solicitação com código TUSS adequado para os órgãos credenciados.
Procedimento na prática
- Pré-exame: avaliação do paciente, esclarecimento de dúvidas, preparo de contraste, se necessário.
- Durante o exame: realização da RM, observando protocolos específicos para cada código.
- Pós-exame: análise das imagens, relatório detalhado, que será entregue ao médico solicitante.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Existem diferenças entre RM do abdome superior com e sem contraste?
Sim. A RM com contraste (normalmente gadolínio) oferece maior detalhamento de lesões, especialmente tumores, inflamações e vasos sanguíneos. A RM sem contraste é indicada em casos de contraindicação ao contraste ou avaliação inicial.
2. Como saber qual código TUSS usar na solicitação?
A escolha do código depende do foco do exame, técnica utilizada e necessidade de contraste. Consulte os códigos disponíveis na tabela acima e siga as recomendações do fabricante do exame.
3. Quais são as contraindicações para RM do abdome superior?
Aluno com qualquer contraindicação ao uso de gadolínio ou outros agentes de contraste, pacientes com dispositivos metálicos incompatíveis, gestantes, entre outros.
4. Como garantir que o procedimento foi faturado corretamente?
Utilize o código TUSS adequado, assegure-se de registrar todas as informações clínicas, técnico-operatórias e solicitar o relatório final ao radiologista.
Conclusão
A compreensão detalhada do Código TUSS RM Abdome Superior é essencial para profissionais de saúde, clínicas, hospitais e operadoras de planos de saúde. O uso correto garante agilidade nos processos administrativos, maior segurança na cobrança e faturamento, além de facilitar a comunicação entre os envolvidos.
Este guia atualizado visa orientar a correta classificação dos procedimentos, contribuindo para a prática médica eficiente e segura. Lembre-se de consultaras fontes oficiais e manter-se atualizado com as novas portarias da ANS para evitar divergências.
Referências
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Guia do TUSS. Disponível em: https://www.ans.gov.br
- Radiopaedia. Abdome Superior. Disponível em: https://radiopaedia.org/articles/abdominal-magnetic-resonance-imaging
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.073, de 28 de setembro de 2020. Consolidação dos procedimentos médicos.
Citação relevante:
"A padronização na classificação dos procedimentos diagnósticos é fundamental para a eficiência do sistema de saúde, garantindo maior segurança para pacientes e profissionais." — Dr. João Silva, especialista em radiologia e diagnóstico por imagem.
MDBF