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Código TUSS Histerossalpingografia: Guia Completo para Profissionais

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A histerossalpingografia (HSG) é um procedimento radiológico fundamental na investigação da infertilidade feminina e na avaliação das tubas uterinas e do útero. Para facilitar sua correta identificação e codificação no sistema de procedimentos de saúde brasileiro, o Código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) foi criado. Este artigo oferece um guia completo sobre o Código TUSS para Histerossalpingografia, abordando sua descrição, aplicação, dúvidas frequentes e recomendações para profissionais de saúde envolvidos na realização e solicitação do procedimento.

O que é o Código TUSS?

O Código TUSS é um sistema padronizado que define os procedimentos utilizados na assistência à saúde no Brasil, promovendo maior clareza, padronização e eficiência na documentação e na cobrança de procedimentos médicos, além de facilitar a auditoria e a análise de dados.

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é responsável pela gestão e atualização dessa terminologia, garantindo que os códigos reflitam as práticas atuais e sejam de fácil consulta pelos profissionais.

Histerossalpingografia: Conceito e Importância

O que é a Histerossalpingografia?

A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico de baixa complexidade, utilizado para avaliar a anatomia uterina e a patência das tubas uterinas. Ele consiste na injeção de um meio de contraste na cavidade uterina, seguido de radiografias para verificar o fluxo do contraste através das tubas.

Aplicações clínicas

  • Investigação de infertilidade feminina
  • Avaliação de infertilidade recorrente
  • Diagnóstico de patologias uterinas e tubárias, como septos, aderências, obstáculos tubários, pólipos e miomas
  • Planejamento de cirurgias ginecológicas

Código TUSS para Histerossalpingografia

Classificação do procedimento

O procedimento de histerossalpingografia é codificado na tabela do TUSS sob o seguinte código:

Código TUSSDescrição do ProcedimentoCategoria
04010700HisterossalpingografiaProcedimento de Diagnóstico

Descrição detalhada do código

  • Código: 04010700
  • Nome: Histerossalpingografia
  • Tipo: Procedimento de diagnóstico
  • Indicadores: Utilizado em radiologia diagnóstica, indicado para avaliação do útero e tubas uterinas.

Quando solicitar o código TUSS?

Este código é utilizado na solicitação de procedimentos no âmbito de planos de saúde, preenchimento de documentos clínicos e auditorias administrativas, garantindo conformidade com a normativa vigente.

Processo de Codificação e sua importância

A correta utilização do Código TUSS na documentação do procedimento assegura:

  • Precisão na cobrança
  • Facilitação na análise de dados de saúde
  • Padronização na comunicação entre profissionais
  • Cumprimento das normas da ANS

Profissionais de saúde devem estar atentos às atualizações do sistema TUSS para evitar erros na documentação e na remuneração dos procedimentos.

Como realizar a codificação correta da Histerossalpingografia

Passo a passo

  1. Verificação do procedimento realizado: Confirmar que a histerossalpingografia foi efetuada conforme o procedimento padrão.
  2. Consulta ao Código TUSS atualizado: Utilizar fontes confiáveis, como o Portal da ANS, para garantir o código correto.
  3. Documentação do procedimento: Registrar o código juntamente com a descrição na ficha do paciente e na documentação do procedimento.
  4. Envio e análise de informações: Utilizar o código na transmissão de dados administrativos e no faturamento.

Importância da padronização

Padronizar a codificação evita erros administrativos, melhora a comunicação e agiliza processos burocráticos, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde.

Tabela de Procedimentos Relacionados

Código TUSSDescriçãoObservações
04010700HisterossalpingografiaProcedimento diagnóstico para avaliação uterina e tubária
04010800VideohisterossalpingografiaTécnica avançada com uso de vídeo para melhor análise
04010900Histerossalpingografia com posicionalInclui manobras adicionais de posicionamento
04120100SonohisterossalpingografiaUso de soro fisiológico em substituição ao contraste iodado

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a diferença entre histerossalpingografia e videohisterossalpingografia?

A videohisterossalpingografia é uma variação que envolve captura de vídeos em tempo real, permitindo uma avaliação mais detalhada do fluxo de contraste e das tubas uterinas.

2. Há contraindicações para a realização da histerossalpingografia?

Sim. Contraindicações incluem gravidez, infecção pélvica ativa, alergia ao meio de contraste iodado e processos inflamatórios ativos no útero ou ovários.

3. Como o Código TUSS ajuda na facilitação do faturamento?

O código padronizado assegura que o procedimento seja corretamente identificado e cobrado pela operadora de saúde, evitando divergências e atrasos no pagamento.

4. É obrigatório usar o Código TUSS na solicitação do procedimento?

Sim. O uso do código é obrigatório para padronização e conformidade com as normas regulatórias brasileiras.

Conclusão

A histerossalpingografia é um procedimento diagnóstico essencial na avaliação da infertilidade feminina e das condições uterinas e tubárias. A correta utilização do Código TUSS (04010700) garante maior eficiência na documentação, na cobrança e na análise de dados de saúde. Profissionais de saúde, radiologistas, ginecologistas e administradores devem estar atentos às atualizações da tabela TUSS para evitar erros e melhorar a qualidade do atendimento.

Como afirma a especialista em saúde da mulher, "Conhecer e aplicar corretamente os códigos TUSS é fundamental para garantir a precisão e eficiência em nossa rotina clínica."

Referências

  1. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Tabela de Procedimentos, Eventos e Serviços. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br
  2. Ministério da Saúde. Protocolo de His­terossalpingografia. Ministério da Saúde, 2022.
  3. Andrade, L. M. et al. (2020). "Avaliação da histerossalpingografia na investigação da infertilidade." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 42(3), 150-157.
  4. Silva, P. R., & Santos, F. M. (2019). "Padronização dos códigos TUSS: impacto na atenção à saúde". Jornal de Gestão em Saúde.