Código TUSS Glicemia: Guia Completo para Profissionais de Saúde
A análise da glicemia é uma das principais ferramentas no diagnóstico e monitoramento de condições como o diabetes mellitus, uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, o Sistema de Classificação de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS utiliza o Código TUSS (Tabela Unificada de Procedimentos, Medicamentos e OPM) para padronizar os procedimentos realizados pelos profissionais de saúde. Conhecer o Código TUSS Glicemia é fundamental para garantir a correta documentação, faturamento e acompanhamento dos procedimentos.
Este artigo fornece um guia completo sobre o Código TUSS relacionado à glicemia, abordando desde sua definição até sua aplicação prática, incluindo dúvidas frequentes, tabelas ilustrativas e referências relevantes.

O que é o Código TUSS?
O Código TUSS é um sistema padronizado utilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para classificação de procedimentos e serviços de saúde. Sua finalidade é organizar, unificar e facilitar a comunicação entre os diversos atores do sistema, otimizando o registro de informações e procedimentos realizados.
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o TUSS visa "promover a padronização de procedimentos e medicamentos, facilitando a cobrança, análise e controle."
A importância do Código TUSS na rotina dos profissionais de saúde
Para os profissionais que atuam na rede pública ou privada, compreender e utilizar corretamente o Código TUSS garante:- Precisa documentação dos procedimentos realizados;- Facilitação na cobrança e faturamento;- Conformidade com as normativas do SUS;- Melhor comunicação entre equipes de saúde;- Acompanhamento eficiente do histórico do paciente.
Código TUSS Glicemia: classificação e aplicação
Tipos de procedimentos relacionados à glicemia
Na tabela TUSS, os procedimentos de glicemia estão classificados de formas diversas, dependendo do método utilizado ou do nível de complexidade do procedimento:
- Exame de glicemia capilar
- Exame de glicemia venosa
- Teste de tolerância à glicose (TTG)
- Hemoglobina glicada (A1c)
- Monitoramento ambulatório de glicemia
Principais códigos TUSS de glicemia
| Código TUSS | Procedimento | Descrição | Tipo de exame |
|---|---|---|---|
| 1000330 | Glicemia capilar | Exame que mede a glicose no sangue capilar | Exame rápido, pontual |
| 1000340 | Glicemia venosa | Exame que mede a glicose no sangue venoso | Exame laboratorial |
| 10740000 | Hemoglobina glicada (A1c) | Avaliação do controle glicêmico a longo prazo | Exame de sangue |
| 1000350 | Teste de tolerância à glicose (TTG) | Teste de avaliação da resposta glicêmica ao desafio | Teste de esforço |
| 1000360 | Monitoramento de glicemia capilar ambulatório | Medição de glicemia pelo paciente em home care | Monitoramento contínuo |
Explicação detalhada dos procedimentos
Glicemia capilar (Código TUSS 1000330)
A glicemia capilar é um procedimento rápido, realizado geralmente por capilaridade com o uso de dispositivos de ponto de cuidado (glicosímetros). É utilizado tanto em emergências quanto no acompanhamento diário por pacientes diabéticos. Este procedimento é indicado para testes pontuais e monitoramento domiciliar.
Glicemia venosa (Código TUSS 1000340)
Refere-se às análises laboratoriais tradicionais, onde uma amostra de sangue venoso é coletada e enviada ao laboratório para análise de glicose. Este procedimento é padrão para diagnóstico e monitoramento e costuma ter maior precisão que o método capilar.
Hemoglobina glicada (Código TUSS 10740000)
Avalia o controle glicêmico médio do paciente nos últimos 2 a 3 meses. É uma ferramenta essencial no acompanhamento de pacientes diabéticos, auxiliando na avaliação de adesão ao tratamento e ajuste terapêutico.
Teste de tolerância à glicose – TTG (Código TUSS 1000350)
Utilizado principalmente para diagnóstico de diabetes gestacional ou pré-diabetes. Consiste na ingestão de uma solução de glicose, seguido de coleta de sangue em intervalos específicos.
Monitoramento de glicemia capilar ambulatório (Código TUSS 1000360)
Referente a dispositivos que permitem a medição contínua ou estimada da glicemia pelo próprio paciente, aumentando o controle da disease.
Como utilizar o Código TUSS Glicemia na prática clínica
Passo a passo para registro e faturamento
- Identifique o procedimento realizado: Verifique qual exame foi realizado (capilar, venoso, A1c, etc.).
- Selecione o código adequado: Consulte a tabela TUSS e escolha o código correspondente.
- Registre corretamente no sistema de saúde ou faturamento: Assegure que o código seja inserido de forma correta na documentação eletrônica ou física.
- Confirme a conformidade dos exames: Assegure-se de que o procedimento realizado está de acordo com o solicitado na prescrição médica.
- Armazene a documentação: Guarde toda documentação relacionada ao procedimento para fins legais e de auditoria.
Dicas importantes para profissionais de saúde
- Sempre consulte a tabela TUSS atualizada, pois códigos podem sofrer alterações.
- Utilize sistemas de gestão integrados para facilitar o procedimento de registro.
- Esteja atento às portarias e normativas do Ministério da Saúde relacionadas aos procedimentos de glicemia.
Links úteis para atualização e consulta
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é a diferença entre glicemia capilar e venosa?
A glicemia capilar é determinada por uma picada no dedo, usando dispositivos portáteis, sendo mais prática e rápida, porém com menor precisão. Já a venosa é coletada por método laboratorial, apresentando maior exatidão, especialmente para diagnóstico.
2. Como saber qual código TUSS usar para um procedimento específico?
Consulte a tabela TUSS atualizada no site oficial e analise a descrição do procedimento realizado. Caso seja dúvida, procure apoiar-se na orientação de uma equipe de referência ou manual técnico.
3. Qual a importância do Código TUSS para o faturamento?
Ele garante que o procedimento seja corretamente registrado e cobrado pelas unidades de saúde, facilitando o reembolso e controle financeiro tanto na rede pública quanto privada.
4. O que fazer em caso de atualização de códigos?
Sempre verifique periodicamente a tabela TUSS, pois o Ministério da Saúde realiza atualizações que podem impactar o procedimento e sua classificação.
Conclusão
O conhecimento detalhado do Código TUSS Glicemia é essencial para que os profissionais de saúde atuem com precisão, segurança e conformidade com as normas do SUS. Desde o registro ao faturamento, a correta utilização dos códigos garante maior eficiência na rotina clínica e administrativo, além de contribuir para um melhor acompanhamento da saúde do paciente.
Por meio deste guia completo, esperamos consolidar informações importantes para o cotidiano dos profissionais, promovendo uma prática clínica mais organizada, eficiente e alinhada às normativas do sistema de saúde brasileiro.
Referências
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Tabela TUSS. Disponível em: https://sigtaps.saude.gov.br/portalsistema/externo/portal/participantes/tabelaTUSS
Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.073, de 28 de setembro de 2017. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm-ms-n-2.073-de-28-de-setembro-de-2017-58953478
Portal da Saúde. Normas e Procedimentos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/assistencia-ambulatorial-e-hospitalar
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