Código TUSS: Densitometria Óssea de Coluna e Fêmur para Diagnóstico
A densitometria óssea é um exame fundamental na avaliação da saúde óssea, especialmente na detecção precoce da osteoporose e outras condições que enfraquecem os ossos. No Brasil, o Código TUSS (Tabela Unificada de serviços de Saúde) regula os procedimentos clínicos utilizados pelos profissionais e instituições de saúde, garantindo padronização, transparência e compatibilidade com as políticas de reembolso e registro.
Este artigo tem como foco a densitometria óssea de coluna e fêmur, abordando o código TUSS correspondente, suas aplicações, importância para o diagnóstico, além de esclarecimentos sobre o procedimento. Discutiremos também os aspectos técnicos, benefícios, dúvidas frequentes e referências essenciais para profissionais de saúde e pacientes interessados na temática.

O que é Densitometria Óssea?
A densitometria óssea, ou exame de absorciometria de raios X de dupla energia (DXA), é uma técnica não invasiva que mede a densidade mineral óssea (DMO). É considerada o padrão-ouro na avaliação de risco de fraturas, possibilitando a detecção precoce de osteopenia e osteoporose.
Importância na Prevenção de Fraturas
A osteoporose é uma doença silenciosa que enfraquece os ossos, aumentando o risco de fraturas, principalmente em idosos. Detectar a perda de densidade óssea de forma precoce permite intervenções para fortalecer os ossos e prevenir complicações.
Código TUSS para Densitometria Óssea de Coluna e Fêmur
O Código TUSS que abrange a densitometria óssea de coluna lombar e fêmur é o “01010204”. Esse código caracteriza a realização de exames de densitometria diagnóstica, e sua utilização é obrigatória para fins de cobrança, registros em sistemas de saúde e emissão de laudos oficiais.
Tabela de Códigos TUSS Relacionados à Densitometria Óssea
| Código TUSS | Descrição | Áreas de exame | Observações |
|---|---|---|---|
| 01010204 | Densitometria óssea de coluna lombar e fêmur | Coluna lombar e fêmur | Exame padrão para avaliação de osteoporose |
| 01010205 | Densitometria de total de corpo inteiro | Corpo inteiro | Avaliação global da densidade óssea |
| 01010206 | Densitometria de punho | Punho | Avaliação complementar ou específica |
Fontes: Tabela de Procedimentos SUS e TUSS
Aplicações do Código TUSS na Prática Clínica
Diagnóstico de Osteoporose
O uso do código TUSS 01010204 é essencial no diagnóstico de osteoporose, especialmente após a avaliação clínica e outros exames complementares. Ele garante a conformidade com a legislação e facilita a emissão de laudos e faturamento.
Monitoramento de Tratamento
Pacientes em tratamento para osteoporose devem realizar densitometria periódica para acompanhar a evolução da densidade óssea, ajustando estratégias terapêuticas conforme a necessidade.
Avaliação de Risco Fraturário
Além da confirmação diagnóstica, o exame contribui para a avaliação do risco de fraturas, importante em idosos e pacientes com fatores de risco.
Benefícios da Densitometria Óssea com Código TUSS
- Padronização do procedimento
- Facilidade em registros e faturamento
- Acuracidade na avaliação da densidade mineral óssea
- Diagnóstico precoce, promovendo maior eficácia no tratamento
- Apoio na decisão clínica consultando guidelines internacionais
Aspectos Técnicos da Densitometria de Coluna e Fêmur
Como é Realizado o Exame
O procedimento consiste na passagem de um scanner de baixa dose de raios X sobre a região a ser avaliada (coluna lombar e fêmur). Os resultados indicam a quantidade de minerais presentes, comparando com valores padrão.
Preparação e Cuidados
Geralmente, o paciente deve evitar calibração de radiação, uso de contraste ou exames radiológicos recentes na área durante a análise. Não há necessidade de jejum ou preparo específico, tornando-o ágil e de fácil realização.
Interpretação dos Resultados
As densidades ósseas obtidas são expressas em T-score e Z-score, comparando o valor do paciente com padrões de referência. Com base nesses resultados, o médico avalia se há osteopenia, osteoporose ou normalidade.
| Termo | Significado | Valor de corte |
|---|---|---|
| T-score | Desvio padrão comparado ao jovem adulto saudável | Osteoporose: ≤ -2,5 |
| Z-score | Comparação com indivíduos da mesma idade | -2,0 a +2,0 indica avaliação adicional |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre densitometria de coluna e fêmur?
A densitometria de coluna lombar avalia a densidade na região da lombar, onde há maior incidência de fraturas osteoporóticas, enquanto o exame do fêmur mede a densidade do quadril e da cabeça do fêmur, regiões com risco elevado de fraturas graves.
2. O exame de densitometria é seguro?
Sim. A densitometria utiliza uma dose muito baixa de radiação, considerada segura para o paciente. Ainda assim, recomenda-se evitar o exame em gestantes ou durante a amamentação, quando possível.
3. Com que frequência devo realizar a densitometria?
A recomendação varia com o risco do paciente. Em geral, pacientes com osteoporose ou osteopenia devem fazer acompanhamento a cada 1 a 2 anos. Profissionais orientam com base na avaliação clínica.
4. Como o Código TUSS influencia na minha rotina como paciente?
O uso do Código TUSS padroniza o procedimento, garantindo maior transparência, agilidade e segurança em planos de saúde e registros públicos de saúde, facilitando o acesso ao exame e o suporte ao diagnóstico.
5. Posso realizar o exame se tiver implantes metálicos na coluna?
Geralmente, os implantes metálicos podem interferir na leitura do exame de densitometria da coluna, mas a avaliação do fêmur ainda é válida.
Conclusão
A densitometria óssea de coluna e fêmur, mediante o código TUSS 01010204, é uma ferramenta indispensável na clínica moderna para o diagnóstico precoce, monitoramento e prevenção da osteoporose e suas complicações. Sua padronização normativa e técnica reforça a importância de profissionais de saúde conhecerem e utilizarem corretamente esse procedimento, promovendo melhores resultados para os pacientes.
Investir na conscientização sobre a importância desse exame e seus códigos regulamentares é fundamental para uma rotina clínica eficiente e segura. Como disse o renomado endocrinologista Dr. José Carlos Santos, "a prevenção e o diagnóstico precoce são as armas mais eficazes no combate à osteoporose."
Para aprofundamento, recomendo consultar os sites oficiais do Ministério da Saúde e o TUSS, onde estão disponíveis informações atualizadas sobre códigos e procedimentos.
Referências
- Ministério da Saúde. Tabela TUSS – Tabela Unificada de Serviços de Saúde. Disponível em: https://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/principal.jsp
- Brasil. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Procedimentos e Códigos TUSS. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br
- Kanis JA, et al. "Official positions for FRAX and other tools in osteoporosis risk assessment." Osteoporosis International, vol. 28, no. 8, 2017, pp. 2341–2351.
- World Health Organization. "Assessment of fracture risk and its application to screening for postmenopausal osteoporosis." WHO Technical Report Series, No. 843, 1994.
Este conteúdo foi elaborado para promover conhecimento técnico atualizado, contribuindo para a prática clínica baseada em evidências.
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