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Código Penal Artigo 28: Guia Completo Sobre Crimes e Penas

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O Sistema Penal brasileiro é fundamentado em uma série de dispositivos legais que regulam crimes e penas, garantindo a ordem social e a justiça. Entre esses dispositivos, o Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940) é uma das principais legislações utilizadas para definir condutas criminosas e suas respectivas punições. Dentro do Código Penal, o Artigo 28 possui uma relevância significativa, pois trata das condições para a imputabilidade penal de menores de 18 anos.

Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo sobre o Código Penal Artigo 28, abordando seus principais aspectos, interpretação, aplicação prática, dúvidas frequentes e a importância de compreendê-lo dentro do sistema jurídico brasileiro.

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O que estabelece o Código Penal Artigo 28?

Texto do Artigo 28 do Código Penal

"Não há crime quando o agente, em razão de74 de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento."

Interpretação do dispositivo

O artigo 28 do Código Penal trata da incapacidade de imputar a um menor ou pessoa com deficiência mental a responsabilidade por um ato criminoso. Ou seja, quem possui incapacidade mental no momento do crime não pode ser considerado penalmente responsável.

Contexto e aplicação do Artigo 28

Quem pode ser considerado incapaz de entender o caráter ilícito do fato?

Segundo a legislação e a doutrina jurídica, as seguintes condições podem justificar a incapacidade:

  • Doença mental (como esquizofrenia, transtornos psicóticos);
  • Desenvolvimento mental incompleto (crianças ou adolescentes até certa fase de desenvolvimento);
  • Retardo mental.

Critérios para a aplicação do artigo

A avaliação da incapacidade é feita por profissionais especializados, como psiquiatras forenses, que determinam a condição mental do suspeito ao tempo do fato.

Entendendo a incapacidade de determinar-se de acordo com o entendimento

Se a pessoa, por estar incapacitada, não consegue compreender que sua ação é ilícita ou determinar-se de forma consciente, ela pode ser considerada inimputável, podendo ser submetida a medidas de segurança, e não a penas.

Diferenças entre inimputabilidade, semi-imputabilidade e imputabilidade

TermoDefiniçãoAplicação
ImputabilidadeCapacidade de entender o caráter ilícito do fato e de agir de acordo com esse entendimentoAdultos plenamente capazes, responsáveis penalmente
Semi-imputabilidadeCapacidade parcial, pode reduzir a responsabilidadeAdolescentes em fase de desenvolvimento que podem ser punidos parcialmente
InimputabilidadeIncapacidade de entender o ilícito, devido à doença mental ou deficiênciaPessoas com incapacidade mental, conforme Artigo 28

Implicações práticas do Artigo 28

Medidas aplicáveis a pessoas inimputáveis

Ao constatar-se a inimputabilidade, o sistema jurídico brasileiro garante ao indivíduo a seguinte medida:

  • Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, sob supervisão do Estado.
  • Garantia de direitos fundamentais, e prioridade no tratamento de saúde mental.

Casos famosos e jurisprudência

De acordo com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a inimputabilidade deve ser comprovada por laudos periciais, e o acusado deve ser avaliado por uma junta médica. Uma decisão importante foi a do STJ na Reclamação nº 19.076, que reforçou a necessidade de fundamentação técnica nesses casos.

O papel do sistema de justiça

O juiz, ao avaliar um caso com suspeita de incapacidade mental, deve solicitar laudos periciais e garantir o direito de defesa do acusado, assegurando que a decisão seja justa e fundamentada.

Considerações sobre menores de idade

Responsabilidade penal de menores

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos possuem uma legislação específica que trata da sua responsabilização, distinta do Código Penal. O Artigo 28 do Código Penal é fundamental na determinação da inimputabilidade de menores, que podem ser submetidos a medidas socioeducativas.

Diferença entre inimputabilidade e medida socioeducativa

AspectoInimputabilidade (Artigo 28)Medida Socioeducativa (ECA)
FinalidadeProteção à pessoa incapazReeducação, punição, proteção
Para menores de 18 anosSimSim
Condição de responsabilidadeNãoPode ser responsabilizado, com restrições

Medidas aplicáveis aos menores

Ao serem considerados inimputáveis, os menores podem cumprir medidas socioeducativas, como advertência, liberdade assistida, prestação de serviços à comunidade ou internação.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O que acontece se alguém com doença mental comete um crime?

Segundo o Artigo 28 do Código Penal, essa pessoa é considerada inimputável e, portanto, não responde criminalmente. Porém, pode ser submetida a medidas de segurança e tratamento psiquiátrico.

2. Como é feita a avaliação da incapacidade mental?

A avaliação é realizada por peritos médicos, geralmente psiquiatras forenses, que analisam o estado mental do indivíduo na ocasião do fato, por meio de exames e laudos técnicos.

3. Jovens de 17 anos podem ser responsabilizados criminalmente?

Sim, menores com 17 anos podem ser responsabilizados criminalmente, mas sua responsabilidade é analisada com base na sua capacidade de entendimento, e eles podem estar sujeitos a medidas socioeducativas, conforme o ECA.

4. Qual a diferença entre inimputabilidade e absolvição?

Inimputabilidade é a condição do indivíduo que não pode ser responsabilizado por motivos de incapacidade, enquanto a absolvição ocorre quando o acusado é considerado culpado, mas há circunstâncias que justificam a isenção de responsabilidade.

Conclusão

O Código Penal Artigo 28 é uma peça fundamental na compreensão do sistema penal brasileiro, especialmente no que diz respeito à incapacidade mental, inimputabilidade e responsabilidade penal de menores. Sua aplicação é essencial para garantir justiça, direitos humanos e a proteção das pessoas com condições que limitam sua compreensão ou autodeterminação.

A interpretação correta desse artigo contribui para decisões mais justas, que consideram a complexidade da condição mental do indivíduo, evitando punições injustas e promovendo uma abordagem humanizada no sistema de justiça criminal.

Referências

Considerações finais

A compreensão do Código Penal Artigo 28 é fundamental para quem deseja entender o funcionamento do sistema judicial brasileiro, especialmente no que diz respeito às situações que envolvem incapacidade mental e menoridade penal. Uma avaliação adequada, fundamentada em laudos técnicos, assegura um julgamento justo, respeitando os direitos humanos e promovendo a justiça social.

“A justiça não é uma vingança, mas uma busca pela equidade e pelos direitos de todos os indivíduos sob a lei.”