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Código de Menores de 1979: Guia Completo de Legislação Juvenil

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O Código de Menores de 1979 é uma legislação brasileira que regula os direitos, deveres e responsabilidades de crianças e adolescentes no país. Sua criação ocorreu em um momento de transformação social, buscando proporcionar uma estrutura jurídica que priorizasse a proteção do menor em todo o território nacional. Apesar de precisar de atualizações e de ser substituído por legislações mais recentes, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990, o Código de Menores de 1979 ainda é estudado por sua importância histórica e jurídica.

Este guia completo visa esclarecer os principais pontos do Código de Menores de 1979, abordando suas premissas, estrutura, alterações e impacto na legislação juvenil brasileira. Além disso, apresentaremos uma análise de suas diferenças em relação às leis atuais e dicas essenciais para profissionais e estudiosos do direito.

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O que foi o Código de Menores de 1979?

Criado pela Lei nº 6.697, de 1979, o Código de Menores tinha como objetivo principal estabelecer diretrizes para a proteção social e jurídica de crianças e adolescentes. Sua abordagem era pautada na concepção de tutela, de responsabilização e de assistência, buscando incorporar princípios que equilibrassem o cuidado com a responsabilidade penal.

Contexto Histórico

Na década de 1970, o Brasil passava por mudanças sociais intensas, marcadas por urbanização acelerada e aumento da criminalidade juvenil. Nesse cenário, a legislação buscava criar um sistema de proteção que equilibrasse a punição com a assistência à criança e ao adolescente.

Objetivos do Código de Menores de 1979

  • Garantir os direitos básicos às crianças e adolescentes.
  • Prevenir a delinquência juvenil através de medidas socioeducativas.
  • Estabelecer procedimentos legais específicos para jovens infratores.
  • Formalizar a proteção social por meio de instituições e órgãos especializados.

Estrutura do Código de Menores de 1979

O Código de Menores de 1979 era composto por vários capítulos, abordando desde direitos até medidas de proteção e responsabilização.

Capítulos principais

  • Dos Direitos e Garantias
  • Da Proteção e Assistência Social
  • Das Medidas de Proteção
  • Da Polícia e do Juizado de Menores
  • Da Administração da Justiça de Menores
  • Das Infrações e Medidas Socioeducativas

Destaca-se, ainda, o papel do Conselho Tutelar e os órgãos de assistência social, responsáveis pela proteção integral do menor.

Principais conceitos e medidas previstas

MedidaDescriçãoPúblico-alvoLegislação atual relacionada
ConsultaEncaminhamento do menor para acompanhamento médico, psicológico ou socialMenores em situação de risco ou agravamento socialEstatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
AdvertênciaAdvertência formal ao jovem infratorJovens que cometeram infraçõesECA
Programa de Reinserção SocialInserção do adolescente em programas educativos e sociaisJovens infratoresECA
Internação ou Privação de LiberdadeRestrição de liberdade em unidades de acolhimentoInfratores considerados perigososECA

Impacto e substituição pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Em 1990, o Brasil promulgou o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que substituiu parcialmente o Código de Menores de 1979, modernizando e ampliando a proteção dos direitos juvenis. O ECA consolidou os princípios da prioridade absoluta e da proteção integral.

Diferenças entre a Lei de 1979 e o ECA

AspectoCódigo de Menores de 1979Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
AbordagemPunitivista, centrada na responsabilização penalProteção integral, foco na assistência e direitos
Função principalMedidas socioeducativas, puniçãoProteção, defesa dos direitos, mediação e prevenção
Órgãos responsáveisJuizados de Menores, Conselho de MenoresJuizados Especializados, Conselho Tutelar
Direitos do menorProgramas de reinserção, proteção socialDireitos à saúde, educação, convivência familiar e comunitária

Como as mudanças impactaram a legislação juvenil

A introdução do ECA trouxe uma abordagem mais humanizada e centrada na criança e no adolescente, impondo limites às ações punitivas e fortalecendo a atuação dos órgãos de proteção.

Para conhecer melhor a legislação atual, visite Portal do ECA - Ministério da Justiça.

Legislação atual e jurisprudência

Atualmente, a legislação que rege os direitos da criança e do adolescente é o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), considerado um marco na proteção dos direitos sociais, civis, políticos, econômicos, culturais e ambientais.

Principais direitos assegurados pelo ECA

  • Direitos à vida, saúde, educação, lazer, convivência familiar e comunitária.
  • Proteção contra negligência, discriminação, exploração, violência e crueldade.
  • Garantia de participação e expressão, inclusive na escola.
  • Adoção, acolhimento institucional, medidas socioeducativas e assistência social.

Jurisprudência relevante

Recentemente, decisões do Superior Tribunal de Justiça reforçam a prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes, reafirmando o papel do Estado como garantidor de seus direitos e a necessidade de ações preventivas e educativas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que mudou com o Código de Menores de 1979 e o ECA?

O Código de Menores focava mais em punições e medidas de controle social, enquanto o ECA privilegia a proteção integral, promovendo direitos e ações socioeducativas que visam à reintegração do jovem na sociedade.

2. Ainda é possível aplicar o Código de Menores de 1979?

Embora o Código de 1979 tenha perdido sua validade formal após a promulgação do ECA, algumas de suas disposições ainda influenciam legislações e decisões judiciais, especialmente em contextos específicos de justiça criminal juvenil, até que sejam completamente atualizadas.

3. Como funciona a proteção do menor atualmente?

A proteção é realizada principalmente por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente, com atuação de órgãos como o Conselho Tutelar, Ministério Público, Justiça e instituições de acolhimento.

4. Quais os direitos dos adolescentes infratores?

O ECA garante aos adolescentes infratores o direito à ampla defesa, ao contraditório, ao acompanhamento de um advogado e às medidas socioeducativas que tenham como foco sua reinserção social.

Conclusão

O Código de Menores de 1979 representou um marco na história jurídica brasileira, moldando as ações de proteção social e penal juvenil até a sua substituição pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990. Apesar de sua obsolescência formal, compreender sua estrutura e conceitos ajuda a entender as raízes das políticas de proteção à infância e adolescência no Brasil.

Hoje, a prioridade é garantir direitos, promover educação, saúde, convivência familiar e assegurar que as ações judiciais sejam sempre voltadas à proteção integral do menor, conforme definido na legislação atual.

A evolução da legislação demonstra o compromisso do Estado brasileiro de oferecer uma convivência digna e segura para crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos de direito.

Referências

Reflexão final

A compreensão do passado legislativo, como o Código de Menores de 1979, é essencial para uma avaliação crítica e consciente do sistema de proteção à infância e adolescência no Brasil. O compromisso de aprimorar essa legislação e garantir os direitos dos jovens é uma tarefa contínua de toda a sociedade.