Código da Doença A90: Guia Completo Sobre a Febre Amarela
A Febre Amarela é uma doença viral que causa preocupação na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Representada pelo código A90 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), ela é transmitida principalmente por mosquitos infectados, podendo levar a complicações graves e até à morte se não tratada adequadamente. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre o código da doença A90, abordando desde a definição, transmissão, sintomas, prevenção até informações importantes para profissionais de saúde e a população em geral.
O que é o Código A90?
Definição do Código A90
O código A90 na CID-10 refere-se à febre amarela. A Classificação Internacional de Doenças é um sistema mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que permite a padronização de diagnósticos médicos em todo o mundo. Assim, A90 é utilizado para identificar casos de febre amarela no sistema de registros de saúde, estudos epidemiológicos e políticas de controle sanitário.

Significado da Classificação CID-10
A CID-10 é uma ferramenta fundamental na gestão da saúde pública, ajudando na consolidação de dados epidemiológicos e na formulação de estratégias de intervenção. O código A90 indica que a doença é viral, transmitida por vetores, e apresenta características específicas que fazem dela uma preocupação global.
Transmissão da Febre Amarela
Como a Febre Amarela é Transmitida?
A febre amarela é transmitida por mosquitos do gênero Aedes e Haemagogus, sendo os principais vetores:
| Vetores | Habitat | Transmissão |
|---|---|---|
| Aedes aegypti | Áreas urbanas e periurbanas | Humanos → Humanos |
| Haemagogus | Áreas silvestres e florestais | Macacos → Humanos |
| Sabethes | Florestas tropicais | Macacos → Humanos |
Na transmissão urbana, o Aedes aegypti é o vetor principal, principalmente durante o dia, enquanto na transmissão silvestre, Haemagogus e Sabethes atuam em regiões de floresta, infectando macacos que servem como reservatórios do vírus.
Ciclo de transmissão
O ciclo de transmissão da febre amarela pode ser dividido em duas categorias principais:- Ciclo urbano: infecta principalmente humanos, transmitido pelo Aedes aegypti.- Ciclo silvestre (jungle): envolve macacos e mosquitos silvestres, sendo responsável por introduções espontaneas na população humana.
Sintomas e Complicações
Quais são os sintomas da febre amarela?
Os sintomas podem variar de leves a graves. Geralmente, a pessoa infectada apresenta:
Sintomas iniciais (fase aguda):
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Dor muscular, especialmente nas costas
- Náusea e vômito
- Calafrios
- Fraqueza generalizada
Após alguns dias, alguns pacientes entram em remissão, apresentando melhora. Porém, aproximadamente 15% desenvolvem uma fase tóxica que pode evoluir para complicações graves e até óbito.
Sintomas da fase tóxica (complicações graves):
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Insuficiência hepática e renal
- Hemorragias (sangramento)
- Estado de confusão ou delírio
- Choque e insuficiência múltipla de órgãos
Tabela: Prognóstico e evolução da febre amarela
| Fase | Duração | Sintomas principais | Prognóstico |
|---|---|---|---|
| Fase aguda | 3 a 4 dias | Febre, dor de cabeça, dor muscular | Recuperação ou passagem para fase tóxica |
| Fase tóxica (grave) | Varia (dias) | Hemorragias, icterícia, falência renal | Alta mortalidade (até 50%) |
Diagnóstico da Febre Amarela
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico da febre amarela é clínico, baseado nos sintomas, histórico de viagem e exposição a áreas de risco. Para confirmação, são utilizados exames laboratoriais, como:
- Sorologia (deteção de anticorpos IgM)
- Testes de biologia molecular (RT-PCR)
- Testes de detecção do vírus no sangue
Importância do diagnóstico precoce
Diagnosticar a febre amarela precocemente permite iniciar o tratamento de suporte, melhorar o prognóstico e prevenir a disseminação do vírus. Crianças, idosos e imunossuprimidos são mais vulneráveis às complicações.
Prevenção e Controle
Imunização como principal estratégia
A vacinação é a medida mais eficaz para a prevenção da febre amarela. Ela é recomendada para:
- Pessoas que vivem em áreas de risco
- Viajantes para regiões endêmicas
- Profissionais de saúde e trabalhadores rurais
Outras medidas preventivas
- Uso de repelentes de insetos
- Instalação de telas em janelas e portas
- Evitar áreas com alta população de mosquitos
- Controle de criadouros de água parada
Obstáculos na vacinação
Apesar da eficácia, a cobertura vacinal ainda enfrenta desafios devido a fatores como desinformação, dificuldades logísticas e acesso limitado às regiões remotas.
Importância do Código A90 na Saúde Pública
Como o código ajuda na gestão da doença?
O código A90 permite aos órgãos de saúde monitorar a incidência e o impacto da febre amarela, facilitando ações estratégicas de imunização, vigilância epidemiológica e contenção de surtos.
Situação epidemiológica no Brasil
O Brasil possui áreas de risco de febre amarela, especialmente na região Amazônica, Sudeste e Centro-Oeste. Como citou o Ministério da Saúde, “a vigilância e a vacinação contínua são essenciais para prevenir epidemias.”
Para mais informações atualizadas, consulte o site oficial do Ministério da Saúde.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quem deve se vacinar contra a febre amarela?
Indivíduos que residem ou vão viajar para regiões de risco, incluindo áreas rurais e florestais, devem procurar imunização.
2. A febre amarela é contagiosa de pessoa para pessoa?
Não, ela não se transmite diretamente entre pessoas. A transmissão ocorre via mosquitos infectados.
3. Quanto tempo dura a proteção da vacina?
A vacina confere imunidade duradoura, geralmente de por vida, mas recomenda-se consultar um profissional de saúde para orientações específicas.
4. É possível contrair a febre amarela mesmo após a vacinação?
Raramente, se a vacina não gerar a resposta imunológica adequada ou em casos de imunossupressão.
Conclusão
A febre amarela, representada pelo código A90 na CID-10, é uma doença viral grave que exige atenção constante por parte das autoridades de saúde e da população. A prevenção por meio da vacinação, o uso de medidas de controle de mosquitos e a vigilância epidemiológica são essenciais para evitar surtos e salvar vidas. Com um diagnóstico precoce e estratégias de controle eficazes, é possível minimizar os riscos e manter a saúde pública protegida.
Lembre-se: A informação e a prevenção são as melhores armas contra a febre amarela.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Febre Amarela. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/controle-do-sintoma/febre-amarela
- Pan American Health Organization. Febre Amarela. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/febre-amarela
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