Cisto Pilonidal CID 10: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
O cisto pilonidal é uma condição que pode causar desconforto e complicações se não tratado adequadamente. Muitas pessoas buscam informações detalhadas sobre essa enfermidade, principalmente referentes ao diagnóstico, tratamentos disponíveis e classificação na CID 10. Este artigo oferece um guia completo para entender tudo sobre o cisto pilonidal, com foco na classificação CID 10, aspectos clínicos, formas de diagnóstico e opções terapêuticas.
Se você ou alguém próximo está lidando com esse problema, este conteúdo é uma leitura essencial. Além disso, abordaremos perguntas frequentes e dicas relevantes para melhorar sua qualidade de vida.

O que é o Cisto Pilonidal?
O cisto pilonidal é uma formação cística que ocorre na região sacrococcígea, na linha média, próxima ao cóccix. Ele se caracteriza por um saco cheio de queratina, pelos e células mortas, podendo inflamar-se e formar abscessos. Sua incidência é maior em jovens adultos, especialmente homens entre 15 e 30 anos.
Causas do Cisto Pilonidal
As principais causas da formação do cisto pilonidal incluem fatores como:
- Hereditariedade
- Fricção e atrito na região sacral
- Prolongada permanência sentado
- Pelos grossos ou abundantes na região
- Traumas ou quedas na área
A combinação desses fatores contribui para a formação de uma cavidade que pode se tornar um cisto.
Classificação do Cisto Pilonidal na CID 10 (Código CID 10)
A Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID 10), atribui códigos específicos às condições médicas, facilitando a padronização dos diagnósticos. O cisto pilonidal está classificado em:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| L05.0 | Fístula pilonidal |
| L05.9 | Abscesso e fístula, sem especificação |
Entendendo os Códigos CID relacionados
- L05.0 – Fístula pilonidal: refere-se à presença de uma comunicação anormal entre o cisto pilonidal e a pele, frequentemente decorrente de uma infecção ou abscesso não tratado adequadamente.
- L05.9 – Abscesso e fístula, sem especificação: usado quando há uma infecção ou formação de abscesso no local, mas sem detalhes específicos sobre a fístula relacionada.
Nota: O diagnóstico preciso deve ser feito por um profissional de saúde, que utilizará esses códigos conforme a avaliação clínica e exames complementares.
Sintomas e Diagnóstico do Cisto Pilonidal
Sintomas comuns
- Dor na região sacral ou sacrococcígea
- Presença de nódulo ou massa sensível
- Vermelhidão e inchaço na área afetada
- Saída de pus ou sangue em alguns casos
- Febre, em casos de infecção aguda
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do cisto pilonidal é clínico, baseado na história do paciente e exame físico detalhado. Geralmente o médico observa um nódulo ou ferida na região sacrococcígea, podendo solicitar exames complementares como ultrassonografia ou exames de imagem, caso haja suspeita de abscesso mais profundo ou complicações.
Tabela: Diagnóstico do Cisto Pilonidal
| Exame/Procedimento | Finalidade |
|---|---|
| Exame físico | Avaliação visual e palpação da lesão |
| Ultrassonografia | Detectar abscessos ou diferenciação de outros tumores |
| Cultura de secreção | Identificação de bactérias, se houver secreção |
| MRI ou tomografia | Avaliação detalhada em casos complexos |
Tratamentos para o Cisto Pilonidal
O tratamento varia conforme a gravidade, frequência das crises e presença de complicações. As opções incluem condutas conservadoras e cirúrgicas.
Tratamento conservador
- Higiene adequada: Limpeza diária da região
- Controle da inflamação: Uso de anti-inflamatórios e compressas quentes
- Antibióticos: Quando há infecção, sob orientação médica
- Drenagem do abscesso: Realizada em ambiente ambulatorial, caso necessário
Tratamento cirúrgico
Confira as principais técnicas cirúrgicas:
| Tipo de Cirurgia | Descrição | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Incisão e drenagem (puncionamento) | Remoção do abscesso com incisão pontual | Rápido, para casos agudos | Alta recurrence |
| Excisão simples | Remoção do cisto e colo do cisto, sutura direta | Simplicidade | Pode ter alta taxa de recorrência |
| Excisão com fechamento primário (técnica de Limberg) | Remoção e fechamento com técnica de plástico para reduzir recidivas | Menor recidiva | Mais invasivo |
| Técnica de Flap ou avanço (exemplo: W, Z ou Limberg) | Utiliza retalhos para fechar o local cirúrgico | Melhor resultados estéticos e funcionais | Requer maior técnica cirúrgica |
Se você deseja entender mais detalhes sobre procedimentos específicos, consulte os recursos do Hospital Sírio-Libanês.
Cuidados pós-operatórios
- Manter higiene rigorosa na área cirúrgica
- Evitar esforços físicos intensos por algumas semanas
- Seguir as orientações médicas quanto ao uso de curativos e medicações
- Acompanhamento periódico para prevenir recidivas
Prevenção
Medidas para evitar a formação de novos cistos ou recidivas incluem:
- Manutenção de higiene pessoal na região sacral
- Evitar longos períodos sentado ou com atrito na área
- Reduzir o crescimento excessivo de pelos na região (depilação ou emergência com laser)
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O cisto pilonidal é contagioso?
Não, o cisto pilonidal não é uma condição contagiosa, mas infecções podem ocorrer se não tratado corretamente.
2. Qual é a taxa de recidiva após o tratamento?
A taxa de recidiva varia dependendo do método utilizado, podendo chegar a 20-30% em casos não cirúrgicos ou com técnicas menos eficazes.
3. Quanto tempo leva para cicatrizar uma cirurgia de cisto pilonidal?
O período de cicatrização geralmente varia de duas a seis semanas, dependendo do procedimento e dos cuidados pós-operatórios.
4. É possível tratar o cisto pilonidal de forma conservadora?
Sim, em casos leves ou com sintomas recentes, o tratamento conservador pode ser suficiente, mas a cirurgia tende a ser mais efetiva na prevenção de recorrências.
5. Quem está mais propenso a desenvolver o cisto pilonidal?
Homens jovens, pessoas com pelos grossos ou abundantes, obesas e que permanecem longos períodos sentados apresentam maior risco.
Conclusão
O cisto pilonidal é uma condição comum que exige atenção adequada para evitar complicações e recorrências. A classificação CID 10 ajuda no codificação e acompanhamento clínico, enquanto o diagnóstico preciso garante um tratamento eficaz. Sempre procure um profissional de saúde para avaliação e escolha da melhor conduta terapêutica.
Manter cuidados preventivos, higiene adequada e acompanhamento regular são essenciais para uma melhor qualidade de vida. Com conhecimento e acompanhamento médico adequado, o prognóstico geralmente é positivo.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.
- Ministério da Saúde (Brasil). Protocolos e Diretrizes de Conduta para o Tratamento do Cisto Pilonidal.
- Silva, J. R., et al. (2020). “Tratamento Cirúrgico do Cisto Pilonidal: Revisão Sistemática.” Revista Brasileira de Cirurgia, 50(4), 255-261.
- Hospital Sírio-Libanês. Guia de Doenças e Condutas. https://www.hospitalsiriolibanes.org.br
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Protocolos de Conduta para Cisto Pilonidal.
Se você deseja mais informações ou tem dúvidas específicas, consulte seu médico ou profissional de saúde.
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