MDBF Logo MDBF

Cisto Hepático CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

Artigos

O cisto hepático é uma condição frequentemente identificada durante exames de imagem realizados por diferentes motivos de saúde. Apesar de, na maior parte das vezes, ser assintomático e benigno, é importante compreender suas características, formas de diagnóstico e opções de tratamento. Este artigo explora de forma detalhada o cisto hepático CID, integ staging, sintomas, métodos de diagnóstico, tratamentos e esclarece dúvidas frequentes, contribuindo para uma melhor compreensão sobre o tema.

O que é o Cisto Hepático CID?

O Cisto Hepático CID refere-se ao código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para as patologias relacionadas a cistos no fígado. Segundo a CID-10, os cistos hepáticos aparecem principalmente sob o código Q18.0 - Cisto do fígado, não especificado.

cisto-hepatico-cid

Classificação dos Cistos Hepáticos

Tipo de CistoCaracterísticasFrequência
Cisto simplesDiversas tamanhos, conteúdo líquido claro, sem complicaçõesMais comum, benigno
Cisto hidático (hidatidose)Causado pelo parasita Echinococcus, pode evoluir para complicaçõesRequer atenção especializada
Cisto poliquístico hepáticoAssociado a doenças genéticas, múltiplos cistosPode evoluir para insuficiência hepática
Cisto parasitárioGeralmente causado por parasitas como o EchinococcusNecessita tratamento específico

Sintomas do Cisto Hepático CID

Na maioria dos casos, os cistos hepáticos são assintomáticos e descobertos incidentalmente. No entanto, quando há aumento do volume ou complicações, podem surgir sintomas:

Sintomas Comuns

  • Dor ou desconforto na região superior direita do abdômen
  • Sensação de plenitude ou pressão abdominal
  • Náusea e vômito (em casos mais complicados)
  • Icterícia (quando há compressão das vias biliares)

Sinais de Complicações

  • Infecção do cisto (abcesso hepático): febre, calafrios, aumento do desconforto
  • Rompimento do cisto: dor súbita, sinais de peritonite
  • Compressão de estruturas adjacentes: alteração na função hepática, aumento do volume abdominal

Diagnóstico do Cisto Hepático CID

O diagnóstico do cisto hepático envolve uma combinação de exames clínicos e exames de imagem. A seguir, destacam-se os principais métodos utilizados.

Exames de Imagem

Ultrassonografia Abdominal

  • O método mais utilizado e acessível
  • Permite identificar a presença de cistos, seu tamanho, conteúdo líquido ou sólido
  • Útil na distinção entre cistos simples e complicados

Tomografia Computadorizada (TC)

  • Fornece imagens detalhadas do fígado
  • Ajuda na avaliação do tamanho, localização e possíveis complicações
  • Recomendado em casos complexos ou suspeita de complicações

Ressonância Magnética (RM)

  • Melhor para diferenciar tipos de cistos e avaliar a relação com estruturas adjacentes
  • Complementa a avaliação em casos mais difíceis
ExameVantagensLimitações
UltrassonografiaAcessível, sem radiaçãoMenos detalhada em casos complexos
Tomografia ComputadorizadaImagens detalhadas, avaliação de complicaçõesRadiação, custo
Ressonância MagnéticaMelhor diferenciação de tecidos e conteúdo císticoMais caro, tempo de exame

Diagnóstico Laboratorial

Geralmente, exames laboratoriais não confirmam o cisto hepático, mas podem ajudar a avaliar funções hepáticas ou sinais de inflamação.

Biópsia Hepática

Raramente utilizada devido ao risco de ruptura do cisto, sendo reservada apenas para casos em que há dúvida diagnóstica.

Tratamentos do Cisto Hepático CID

A conduta clínica varia de acordo com o tamanho, sintomas e possíveis complicações do cisto. Aqui, detalhamos as opções disponíveis.

Monitoramento

  • Para cistos pequenos, assintomáticos e sem sinais de complicação, a observação periódica com ultrassonografia é suficiente.

Tratamento Clínico

  • Não existe um tratamento medicamentoso específico para cistos hepáticos benignos. Contudo, antiparasitários podem ser utilizados em casos de cistos hidáticos.

Tratamento Cirúrgico

Indicações

  • Cistos maiores que 5 cm com sintomas persistentes
  • Cistos complicados (infecção, ruptura, hemorragia)
  • Cistos suspeitos de malignidade ou crescimento acelerado

Técnicas Cirúrgicas

  • Derivação cística (evacuação e descompressão): procedimento minimamente invasivo, realizado por laparoscopia
  • Cistectomia ou remoção parcial do cisto
  • Ressecção hepática: em casos extensos ou suspeitas de malignidade

Aspiração Percutânea com Esclerosante

  • Procedimento minimamente invasivo, indicado em casos de alto risco cirúrgico
  • Pode aliviar sintomas, mas há risco de recidiva

Se desejar se aprofundar em procedimentos específicos, acesse Revista Brasileira de Cirurgia Hepatobiliar e Pancreática.

Prevenção e Orientações

Ainda que a maioria dos cistos hepáticos sejam benignos e de origem congênita ou parasitária, algumas orientações podem ajudar na prevenção de complicações:

  • Manter uma alimentação equilibrada e livre de parasitas
  • Evitar contato com fontes de Echinococcus (cães e carne crua) em regiões endêmicas
  • Realizar exames periódicos, sobretudo em indivíduos com histórico familiar de doenças hepáticas

Perguntas Frequentes

1. Cisto hepático pode se tornar maligno?

Geralmente, os cistos hepáticos benignos não evoluem para câncer. No entanto, cistos complexos ou suspeitos devem ser avaliados cuidadosamente por um especialista.

2. Como é feito o tratamento de um cisto hepático hidático?

O tratamento envolve uso de antiparasitários como albendazol, além de cirurgia para remoção do cisto, principalmente em casos de complicações ou risco de ruptura.

3. É possível prevenir o aparecimento de cistos hepáticos?

Embora a maioria seja congênita ou parasitária, práticas de higiene e evitar contato com fontes de parasitas ajudam a prevenir cistos hidáticos.

4. Quais são os riscos de deixar um cisto hepático sem tratamento?

Riscos incluem crescimento do cisto, infecção, ruptura, compressão de estruturas adjacentes e, em casos raros, complicações graves.

Conclusão

O cisto hepático CID representa uma condição comum, muitas vezes assintomática, mas que pode evoluir para situações mais graves se não devidamente avaliada e acompanhada. O diagnóstico precoce por exames de imagem e a correta classificação do tipo de cisto são fundamentais para estabelecer a melhor conduta clínica, que pode variar de simples acompanhamento até intervenção cirúrgica.

A importância de uma equipe multidisciplinar, composta por hepatologistas, cirurgiões e radiologistas, é fundamental para garantir uma abordagem segura e eficaz, proporcionando ao paciente maior segurança e qualidade de vida.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças CID-10. 10ª edição.
  2. Silva, A. C., & Oliveira, F. J. (2020). Doenças hepatobiliares. São Paulo: Editora Médica.
  3. Organização Mundial da Saúde. (2019). Guia para diagnóstico e tratamento de hidatidose.
  4. Cruz, M. F. & Santos, L. P. (2021). Diagnóstico por imagem dos cistos hepáticos. Revista Brasileira de Radiologia.
  5. Portaria nº 1.600, de 21 de setembro de 2020. Protocolos clínicos e diretrizes para manejo dos cistos hepáticos.

Para informações adicionais sobre doenças hepáticas e sua gestão, consulte Ministério da Saúde - Hepatites.