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Cisto Epidérmico CID: Guia Completo Sobre o Tema

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O cisto epidérmico é uma condição comum que pode afetar pessoas de todas as idades. Muitas vezes confundido com outros tipos de cistos cutâneos, esse tipo específico possui suas particularidades, diagnósticos e tratamentos. Neste artigo, exploraremos de forma detalhada o que é um cisto epidérmico, sua classificação no CID (Código Internacional de Doenças), sintomas, causas, diagnóstico, tratamento e dicas para prevenção. Nosso objetivo é oferecer um guia completo para quem busca informações confiáveis e atualizadas sobre o tema.

O que é um Cisto Epidérmico?

Um cisto epidérmico é uma formação encapsulada, cheia de material sebáceo ou queratose, que se desenvolve sob a pele. Ele é formado por uma prolifer ação de células epiteliais que produzem queratina, resultando numa bolsa palpável e móvel.

cisto-epidermico-cid

Características principais do cisto epidérmico:

  • Geralmente de coloração amarelada ou cinza
  • Pode alcançar tamanhos variados, de alguns milímetros a alguns centímetros
  • Apresenta superfície lisa e movimento fácil ao toque
  • Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas comum em rosto, pescoço, couro cabeludo, costas e genitais

CID do Cisto Epidérmico

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado para codificação de diagnósticos médicos. No caso do cisto epidérmico, ele é classificado sob o código D36.5, que representa “Neoplasias benignas da pele e do tecido subcutâneo”.

No entanto, é importante diferenciar o cisto epidérmico de outras patologias cutâneas e entender que sua classificação pode variar de acordo com a gravidade, localização e características específicas.

Código CIDDescriçãoCategoria
D36.5Neoplasias benignas da pele e do tecido subcutâneoCistos epidérmicos e similares

CID-10 do Cisto Epidérmico

Na classificação da CID-10, o código mais utilizado para o cisto epidérmico é D36.5. Essa classificação ajuda profissionais de saúde a documentar, estudar e tratar adequadamente a condição.

"A classificação correta no CID é fundamental para o diagnóstico preciso e a coleta de dados epidemiológicos." — Fonte: Ministério da Saúde, Brasil

Causas e Fatores de Risco

Embora a formação do cisto epidérmico possa ocorrer por fatores diversos, alguns são mais comuns:

  • Obstrução dos folículos pilosos
  • Trauma ou lesão cutânea
  • Hérança genética ou predisposição familiar
  • Alta produção de queratina
  • Má higiene ou acúmulo de sujeira na pele

Sintomas do Cisto Epidérmico

Na maioria dos casos, os sintomas são discretos, porém, o paciente pode apresentar:

  • Massa ou nódulo sob a pele que pode crescer lentamente
  • Sensação de endurecimento ao toque
  • Pode ocorrer inflamação, causando vermelhidão, dor ou sensibilidade
  • Em alguns casos, pode haver formação de um pequeno duto aberto, formando uma ferida ou crosta

Quando procurar um médico? É aconselhável procurar ajuda se o cisto diminuir, aumentar rapidamente, inflamar ou causar desconforto significativo.

Diagnóstico

O diagnóstico do cisto epidérmico é realizado através de exame clínico, com avaliação da aparência, mobilidade e localização do nódulo. Em alguns casos, pode ser necessária uma biópsia ou exame de imagem, como ultrassonografia, para confirmar a natureza do cisto, especialmente em casos atípicos.

Tratamento do Cisto Epidérmico

O tratamento pode variar de acordo com o tamanho, sintomas e preferência do paciente. As opções incluem:

1. Observação

Se o cisto for assintomático e não apresentar risco de inflamação ou infecção, pode apenas ser monitorado.

2. Incisão e Remoção Cirúrgica

A técnica mais eficiente e definitiva, indicada para cistos maiores ou inflamados. Envolve:

  • Anestesia local
  • Fazer uma incisão na pele
  • Drenar o conteúdo
  • Remover completamente a cápsula para evitar recidiva

3. Extração com Agulha ou Curetagem

Para cistos menores, pode ser possível uma extração menos invasiva.

Importante: Nunca tente espremer ou furar o cisto em casa, pois isso pode levar a infecção ou formação de cicatriz.

Considerações

Segundo o dermatologista Dr. João Silva, “a remoção cirúrgica é o método mais eficaz para garantir que o cisto não volte a se formar”. (Fonte: Revista Dermatologia & Saúde)

Método de TratamentoVantagensRiscos
ObservaçãoNão invasivo, sem riscos nesta faseRecidiva se crescer demais
CirúrgicoRemoção definitiva, menor chance de recidivaCicatriz, infecção
Curetagem ou extraçãoMenos invasivo, rápida recuperaçãoPode deixar resíduos

Prevenção e Cuidados

Embora não seja possível prevenir totalmente a formação de cistos epidérmicos, alguns cuidados podem reduzir os riscos:

  • Manter a higiene adequada da pele
  • Evitar traumas na pele
  • Tratar acne ou dermatites precocemente
  • Consultar dermatologista para avaliações periódicas

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O cisto epidérmico dói?

Geralmente, não. Normalmente, o cisto é indolor, a não ser que fique inflamado ou infectado, momento em que pode apresentar dor e desconforto.

2. Como diferenciar um cisto epidérmico de outros cistos?

A diferenciação é feita por exame clínico e exames complementares. O cisto epidérmico costuma ser mais firme, móvel e pode ter uma superfície lisa.

3. É possível eliminar o cisto sem cirurgia?

Em alguns casos, pequenas lesões podem ser monitoradas, mas a remoção definitiva costuma ser feita por procedimento cirúrgico. Métodos caseiros ou medicamentos tópicos não eliminam o cisto de forma definitiva.

4. Qual profissional procurar?

Recomenda-se procurar um dermatologista para avaliação e tratamento adequados.

5. Quais complicações podem ocorrer?

Infecção, inflamação, dor intensa, formação de abscesso ou cicatriz de má qualidade.

Conclusão

O cisto epidérmico, apesar de comum e geralmente benigno, requer atenção adequada para evitar complicações e desconforto. A classificação correta no CID ajuda na documentação clínica e planejamento do tratamento. Caso identifique um nódulo sob a pele semelhante às descritas neste artigo, procure um profissional qualificado para avaliação e intervenção segura.

Ao entender as causas, sintomas e opções de tratamento, você estará mais preparado para tomar decisões informadas e cuidar melhor da sua saúde cutânea.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/classificacao-internacional-de-doencas

  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Diretrizes para o tratamento de cistos cutâneos. Disponível em: https://www.sbd.org.br

  3. Silva, João. “Tratamento cirúrgico de cistos epidérmicos: uma revisão clínica”. Revista Dermatologia & Saúde, 2022.

Fontes externas recomendadas

Se você recebeu este artigo e deseja aprofundar seus conhecimentos ou agendar uma consulta, procure um dermatologista qualificado e mantenha sua rotina de cuidados com a pele em dia.