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Cirurgia de Bexiga Baixa: Como É Feita Passo a Passo

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A cirurgia de bexiga baixa, também conhecida como cirurgia de prolapso de bexiga ou cistocele, é um procedimento realizado para corrigir o deslocamento ou enfraquecimento da parede vaginal na região da bexiga, que resulta na sua protrusão para dentro da vagina. Essa condição é comum entre mulheres após o parto, na menopausa ou devido a fatores de envelhecimento, causando desconforto, pressão, dificuldade para urinar ou manter a urina.

Se você foi orientada a realizar esse procedimento ou busca entender melhor como ele é feito, neste artigo vamos explicar detalhadamente o passo a passo da cirurgia de bexiga baixa, responder às perguntas mais frequentes e fornecer informações essenciais para quem deseja se preparar ou apenas compreender o procedimento.

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Introdução

A cirurgia de bexiga baixa é uma solução eficaz para quem sofre com o prolapso de bexiga, promovendo a recuperação da anatomia pélvica e a melhora na qualidade de vida da paciente. Entender o procedimento, seus estágios e o que esperar é fundamental para proporcionar tranquilidade e segurança durante o tratamento.

O que é a cirurgia de bexiga baixa?

A cirurgia de bexiga baixa trata o prolapso de bexiga, condição onde a parede que sustenta a bexiga enfraquece, levando ao descenso da bexiga na cavidade vaginal. Existem diferentes técnicas cirúrgicas, mas o objetivo principal é reposicionar e sustentar adequadamente a bexiga na sua localização normal.

Como é feita a cirurgia de bexiga baixa: passo a passo detalhado

Preparação pré-operatória

Antes do procedimento, o paciente passará por avaliações clínicas, exames de imagem e laboratoriais para garantir a segurança e identificar possíveis fatores que possam influenciar na cirurgia.

Passo 1: anestesia

A cirurgia geralmente é realizada sob anestesia geral ou raquidiana. O profissional de anestesia determinará a melhor opção conforme o caso da paciente.

Passo 2: acesso cirúrgico

  • A incisão é feita na região vaginal ou abdominal, dependendo da técnica adotada.
  • Na abordagem vaginal, faz-se uma incisão na parede anterior da vagina para acessar a pelve.
  • Na abordagem abdominal, há uma incisão na região inferior do abdômen ou pelve.

Passo 3: identificação e reposicionamento da bexiga

  • O cirurgião identifica a parede enfraquecida ou deteriorada, que permite o prolapso.
  • A bexiga é cuidadosamente reposicionada na sua posição anatômica normal.

Passo 4: reforço estrutural

  • Para sustentar a bexiga, o cirurgião pode utilizar(técnicas de reparo estrutural):
  • Uso de material sintético (telas ou fitas de polipropileno).
  • Tecidos autógenos (retirada de pontos com tecido do próprio corpo).

Passo 5: fixação e fechamento

  • Após o reposicionamento, as camadas de tecido são suturadas para garantir estabilidade.
  • A incisão na vagina ou abdômen é fechada com pontos absorvíveis.

Passo 6: acompanhamento pós-operatório imediato

  • A paciente é monitorada na sala de recuperação, recebendo medicação para dor e controle de infecção.
  • Geralmente, fica em observação por algumas horas ou até o dia seguinte.

Técnicas Cirúrgicas Usadas na Cirurgia de Bexiga Baixa

TécnicaDescriçãoVantagensConsiderações
Colporrafia anteriorReforço da parede vaginal anterior utilizando tecido autógeno ou sintéticoMais rápida e menos invasivaPode apresentar risco de infecção ou reoperação
Cirurgia com tela de polipropilenoIntrodução de uma tela sintética para sustentaçãoMaior durabilidade da reparaçãoRisco de contratura ou infecção da tela
Reparo laparoscópico ou robóticoCirurgia minimamente invasiva com câmerasMenor tempo de recuperação, menos dorRequer equipe especializada e tecnologia avançada

Perguntas Frequentes

1. Qual é o tempo de recuperação após a cirurgia de bexiga baixa?

A recuperação geralmente leva de 2 a 4 semanas, durante as quais a paciente deve evitar esforços físicos intensos, usar medicação prescrita e seguir orientações médicas.

2. Quais os riscos da cirurgia de bexiga baixa?

Possíveis riscos incluem infecção, sangramento, dor contínua, recorrência do prolapso, desconforto na região, lesão em estruturas adjacentes e complicações relacionadas ao uso de telas sintéticas.

3. A cirurgia de bexiga baixa é eficaz?

Sim, estudos indicam altas taxas de sucesso na correção do prolapso, melhora dos sintomas e aumento da qualidade de vida. Porém, o sucesso depende da técnica utilizada e do comprometimento pós-operatório.

4. É possível fazer a cirurgia com técnicas minimamente invasivas?

Sim, procedimentos laparoscópicos ou robóticos estão sendo cada vez mais utilizados, oferecendo menor invasividade, recuperação mais rápida e menor risco de complicações.

Conclusão

A cirurgia de bexiga baixa é um procedimento seguro e eficaz para tratar o prolapso de bexiga, proporcionando alívio dos sintomas e melhora na funcionalidade do sistema urinário e na qualidade de vida da paciente. Com o avanço das técnicas cirúrgicas, cada vez mais opções minimamente invasivas estão disponíveis, garantindo maior precisão e recuperação mais rápida.

Antes de realizar a cirurgia, é fundamental realizar uma avaliação completa com especialistas, seguir todas as orientações médicas e esclarecer todas as dúvidas. O sucesso do tratamento está presente na combinação de uma equipe capacitada, tecnologias modernas e uma paciente bem informada.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Urologia. Prolapso de órgãos pélvicos. Disponível em: https://www.sbu.org.br
  • Instituto de Medicina e Cirurgia Feminina. Cirurgia de correção do prolapso de bexiga. Disponível em: https://www.imcf.org.br
  • Gonçalves, R. et al. "Técnicas de reparo do prolapso de bexiga: revisão sistemática." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2021.

Perguntas Frequentes

Q1: Quanto custa uma cirurgia de bexiga baixa?
R: O valor pode variar dependendo da técnica, do hospital e da região. Recomenda-se consultar diretamente clínicas e hospitais especializados para orçamentos precisos.

Q2: Posso fazer a cirurgia se tiver outras doenças?
R: É necessário avaliação médica detalhada. Algumas condições podem exigir cuidados adicionais ou ajustes na abordagem cirúrgica.

Q3: Quais os cuidados após a cirurgia?
R: Repouso, evitar esforços físicos, seguir a orientação de medicação, manter higiene adequada e comparecer às consultas de acompanhamento.

Lembre-se: Cada paciente é única, e o tratamento deve ser personalizado, sempre sob orientação do seu médico especialista.

Se você deseja saber mais sobre cuidados pós-operatórios ou alternativas para o tratamento do prolapso de bexiga, acesse:
- Ministério da Saúde - Prolapso pélvico
- Associação Brasileira de Urologia